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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Vídeos do Projeto Guardiões da Biosfera


Guardiões da Biosfera - Cerrado

O material com o título acima é muito interessante e encontrei pesquisando sobre o Cerrado na Internet. Faz parte do projeto "Guardiões da Biosfera" - uma série de vídeos de animação sobre os biomas brasileiros. Os vídeos são destinados às escolas de todo o Brasil. É um desenho digital 100% brasileiro, que beneficia crianças do ensino fundamental, que poderão aprender sobre os diversos biomas do Brasil, as características de sua flora e fauna e o que é preciso para preservá-las. Os vídeos fazem parte da programação da TV Escola e são transmitidos para escolas brasileiras, em parceria com o MEC. Cada bioma é apresentado através de desenho animado. O site do projeto traz, além dos vídeos, materiais de apoio sobre cada bioma para que o professor possa trabalhar os biomas brasileiros.

No site, o material é colocado como destinado a alunos de 1ª a 4ª séries, mas dependendo da abordagem do professor, creio que pode ser utilizado também com alunos de todo o ensino fundamental.
Para ter acesso a todo o material e aos vídeos visite o site do Projeto Guardiões da Biosfera.


Cerrado - Episódio I




Cerrado - Episódio II



 Fontes:

http://www.guardioesdabiosfera.com.br
http://guardioesdabiosfera.com.br/
http://planetasustentavel.abril.com.br/planetinha/videos/conteudo_planetinha_410601.shtml
http://planetasustentavel.abril.com.br/planetinha/videos/conteudo_planetinha_275705.shtml
http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/1882

Acesso em: 15/09/2009.

Postagem atualizada em: 09/06/2016

quarta-feira, 8 de junho de 2016

O Cerrado em quadrinhos

Cerrado em quadrinhos
Encontrei recentemente na Internet, um trabalho bem interessante sobre o Cerrado: quadrinhos! Trata-se do trabalho do desenhista e geógrafo Evandro Alves, que possui o seu próprio blog , o Alvescomics e participa como colaborador do Projeto Canta Cantos.
Os quadrinhos sobre o Cerrado fazem parte do seu trabalho de conclusão de curso (Geografia pela UFMG), uma monografia sobre o Cerrado, com orientação do Professor Dr. Bernardo Gontijo.
Em seu trabalho sobre o Cerrado, Alves trata das fitofisionomias, da ocupação, das questões ambientais e da importância da educação ambiental para a preservação do Cerrado. Faz um levantamento do histórico das Histórias em Quadrinhos e sua relação com a educação. Sua proposta é uma educação ambiental através da história em quadrinhos e seu objetivo é chamar a atenção para os problemas do Cerrado, principalmente para a questão da "destruição silenciosa do bioma Cerrado". E para isso ele usa 20 tiras de humor, com personagens como o Manuelzinho-da-croa, Jonas - a ema EMO e seu Damião, criados por ele para dar vida à sua história e chamar a atenção para a destruição que está contecendo com o bioma. Cada tira trata de um assunto e traz uma proposta metodológica que pode servir de ponto de partida para que os professores possam utilizá-las em sala de aula. Muito interessante. Vale a pena conferir!

Esta imagem acima é uma reportagem publicada no Boletim da UFMG que pode ser conferido clicando na imagem acima e em:
http://www.ufmg.br/boletim/bol1657/8.shtml
e em:http://2.bp.blogspot.com/_pOUsUlVqxfA/Sj1qfR5ps8I/AAAAAAAAA50/XouwWe1DuqM/s1600-h/boletim2.jpg

Para conferir todo o material, entrei em contato com o autor, que me informou onde é possível adquirir o material. Para acessar clique aqui.

Meus agradecimentos e os parabéns ao Alves, pelo trabalho!
O Cerrado precisa de mais gente assim!

Postagem atualizada em 08/06/2016

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Tubarão bota ovo??

Você sabia que algumas espécies de tubarão botam ovos??

Não são todas as espécies de tubarão que botam ovos. Mas alguns sim. É o caso dos tubarões-lixa, animais nativos do litoral do Nordeste brasileiro, que correm risco de extinção. Prova disso é que, em um aquário localizado em Natal (RN), uma das quatro fêmeas que habitam o local botou ovos. Trata-se da primeira vez que esses animais, que chegam a medir 2,80 m de comprimento e a pesar 200 kg, cada um, se reproduzem em cativeiro. Eles vivem em um aquário brasileiro.

E, para alegria da equipe que trata dos peixões, pelo menos metade dos ovos foi fecundada. 

Os ovos vão permanecer separados dos tubarões, em um tanque, até que os bebês nasçam. Depois de saírem dos ovos, os filhotes continuarão longe dos adultos, pois é comum tubarões comerem recém-nascidos de sua espécie.

Veja a matéria completa no site do R7.

Fonte:
Acesso em 21/04/2016

sexta-feira, 4 de março de 2016

ABC da Passarada

ABC da Passarada


Andorinha
Bem-te-vi
Coleirinho
Dorminhoco
Ema Falcão
Graúna
Harpia
Inhambu
Jacutinga
Lindo-azul
Mainá
Noivinha
Oitibó
Pintassilgo
Quiriri
Rolinha
Sabiá
Tico-tico
Uirapuru
Xexéu
Zabelê
Fonte:
Lalau e Laurabeatriz
Fora da gaiola e outras poesias. 
São Paulo, Companhia das Letrinhas, 1987


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Nova ameaça às onças do Pantanal: os traficantes de drogas!

Traficantes de droga: nova ameaça às onças do Pantanal
Em foto de 2013, Sally, a onça que provavelmente foi morta por traficantes de droga. uma onça-pintada que vivia no Pantanal no Brasil, quando ela ainda estava viva em 2013. A imagem foi feita por uma turista e ajudou a identificar a carcaça do animal.

Na manhã de 29 de março, Sally foi encontrada boiando no rio Cuiabá. Sem vida e inchado, seu corpo ia boiando lentamente em direção à Bolívia, quando peões de uma fazenda local puxaram-no para a praia. Na sua nuca brilhava o vermelho de dois ferimentos à bala. Na fazenda tiraram fotos, chamaram a polícia local e esperaram as autoridades para recuperar o corpo.

A autópsia revelou que ela provavelmente foi morta no dia anterior, por um tiro de cima - e de bem perto - de um revólver calibre 38. No primeiro semestre de 2014, no Pantanal, Sally foi uma das três onças baleadas e mortas. O Pantanal é a maior área úmida tropical do mundo. Este isolado delta na parte centro-oeste do Brasil abriga a maior população de onças-pintadas do mundo: estima-se que até 11 animais por quilômetro quadrado.


A notícia logo se espalhou pelas fazendas, hotéis e pousadas que pontilham nessa região e pelas organizações conservacionistas no exterior, muitas das quais especializadas na proteção a onça-pintada. Em uma hora a onça foi identificada através de fotos tiradas em 2013 que mostravam marcas singulares no lado esquerdo do corpo. A autora das imagens foi uma turista chamada Sally, e, por isso, seu nome foi dado à onça. Em menos de uma semana surgiu uma fazenda local oferecendo uma recompensa de US $1.000 por qualquer informação relacionada à morte do animal. Á medida que a perplexidade e a desconfiança aumentavam, conservacionistas no exterior se ofereceram para colaborar. No final, a recompensa atingiu mais de US $ 2.000. Se condenado, o responsável por esse tipo de crime pode pegar até cinco anos de prisão - sem fiança - e uma multa de US $ 5.000.

Novos suspeitos

"Sempre que encontramos o corpo de uma onça, ficamos desconfiados", disse Alexandre do Nascimento, chefe da polícia militar em Corumbá, cidade localizado na fronteira com a Bolívia e que é a porta de entrada para o Pantanal. Sua equipe está entre aquelas designadas para investigar o caso. "Se fosse um fazendeiro, teria tido o cuidado de enterrar o corpo, enquanto se fosse alguém que estivesse caçando ilegalmente, teria levado a pele."

Na verdade, as autoridades agora se voltam para um novo tipo de suspeitos neste caso: traficantes transportando cocaína entre a Bolívia e o Brasil. Eles são conhecidos por usar os rios Paraguai, Cuiabá, e Pirigara. Acredita-se também que usem armas curtas - o tipo que disparou dois tiros no pescoço de Sally. Para os traficantes de drogas que se deslocam através do Pantanal, as onças atraem turistas e policiais para rotas fluviais remotas.

Os fazendeiros do Pantanal, antes considerados os maiores inimigos das onças, agora estão entre seus mais ardentes protetores. Junto com grupos conservacionistas, eles começam a tentar novas estratégias para proteger o grande felino da ameaça que emerge do próspero negócio de drogas da região.

"Essas onças agora valem mais do que qualquer pessoa por aqui", disse Nilson Soares, que trabalha em uma empresa de processamento de couro de jacaré em Poconé, uma empoeirada cidade de fronteira no extremo norte do Pantanal. "Mas todo mundo nesta cidade já esteve do outro lado desta questão, mesmo que não falem sobre isso. Eles se lembram de quando as peles de onça circulavam por aqui".

Vaqueiros convertidos em conservacionistas

Durante anos, o Estado fez vista grossa aos fazendeiros que caçavam onças para proteger seus rebanhos de gado. Na década de 1960 e início dos anos 70, o comércio mundial de peles agravou esta tendência, e foi responsável pela morte de cerca de 18.000 onças por ano. Além disso, safáris ilegais traziam turistas endinheirados de todo o mundo para fazendas que ofereciam pacotes de caça, com tudo incluído. É difícil apontar números exatos, mas por volta dos meados dos anos 70, a população de onças pantaneiras caiu sensivelmente.

Mas na década de 1980 duas coisas mudaram em favor das onças. O governo brasileiro, que havia proibido a caça do animal em 1967, começou a intensificar a repressão à atividade. E, ao mesmo tempo, o preço da carne de vaca caiu. Muitos fazendeiros abandonaram suas fazendas durante esses anos, enquanto os que ficaram deixaram de ver o gado como uma fonte confiável de renda.

Hoje em dia, os fazendeiros ganham mais cobrando dos turistas por tours de observação das onças do que as abatendo para proteger o gado. O ecoturismo atrai cerca de 68 mil turistas por ano e passou a ser boa para a indústria de gado. A população de onças da região se recuperou.

"Agora as pessoas percebem que se a onça morre o fazendeiro sofre. As onças podem comer todo o gado que quiserem na minha fazenda", disse Jamil Rodrigues da Costa, um fazendeiro de gado de quarta geração e proprietário do Hotel Porto Jofre, uma pousada ecológica no Pantanal.

Nem sempre foi assim. Seu avô, um dos caçadores mais conhecidos do Pantanal, construiu um patrimônio em terras vendendo peles de onça. "Naqueles dias, os fazendeiros locais, ansiosos por ver as onças mortas, pagavam duas reses para cada onça que ele matava", disse Costa. "Mas esse era o Pantanal de então, e as coisas mudaram muito nos anos que passaram".

Veja a matéria completa no site  ((O)) eco
Fonte:

Acesso em: 07/11/2014

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Segredos do cerrado

Segredos do cerrado


Eu nasci lá no cerrado
No cerrado me criei
Vendo planta, ouvindo bicho
Entendendo a sua lei
Amolando a minha enxada
Minha roça eu plantei

Pisei em cabeça de frade
Muito espinho eu entortei
Acordei um catingueiro
Na sombra do pequizeiro
Mais que ele eu assustei

Cerco o fogo com acero
Da mamona tiro azeite
Pra acender meu candeeiro
Armadilha na florada
Marimbondo e abelha
Caindo na teia da aranha rajada

Se planto minha roça
Longe da palhoça
Gasto tempo à toa
Capivara gosta 
De comer minha roça
Esconder na lagoa [...]

Ararinha canta na serra
Faz seu ninho na barranca
Urutau canta medonho
Quem não conhece espanta

Buriti nasce na água
Na vereda solitário
Do seu fruto eu faço doce
E guardo sua palha
Jataí é inofensiva
Mas seu mel é decisivo
Pra curar minha garganta [...]

Meu carro de boi
Quando roda calado
Põe azeite no cocão
Quando roda pesado
Ele canta afinado
No tom desta canção [...]

Segredos do cerrado. Cantigas da sombra e da claridade (CD), de Sons do Cerrado, UCG/ITS

Fonte: 
Geografia de Goiás
Ivanilton José de Oliveira
Tadeu Alencar Arrais
Editora Scipione, 1ª edição, São Paulo, 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O leão

O leão

(Vinícius de Moraes)

Leão! Leão!Leão!
Rugindo como um trovão
Deu um pulo, e era uma vez
Um cabritinho montês

Leão! Leão!Leão!
És o rei da criação

Tua goela é uma fornalha
Teu salto, uma labareda
Tua garra, uma navalha
Cortando a presa na queda
Leão longe, leão perto
Nas areias do deserto
Leão alto, sobranceiro
Junto do despenhadeiro

Leão! Leão!Leão!
És o rei da criação

Leão na caça diurna
Saindo a correr da furna
Leão! Leão! Leão!
Foi Deus quem te fez ou não
Leão! Leão!Leão!
És o rei da criação

O salto do tigre é rápido
Como o raio, mas não há
Tigre no mundo que escape
Do salto que o leão dá

Não conheço quem defronte
O feroz rinoceronte
Pois bem, se ele vê o leão
Foge como um furacão

Leão! Leão!Leão!
És o rei da criação
Leão! Leão!Leão!
Foi Deus quem te fez ou não

Leão se esgueirando à espera
Da passagem de outra fera
Vem um tigre, como um dardo
Cai-lhe em cima o leopardo
E enquanto brigam, tranquilo
O leão fica olhando aquilo
Quando se cansam, o leão
Mata um com cada mão.

Fonte:
A arca de Noé: poemas infantis, São Paulo: Companhia da Letras, 1991


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Cuícas

Cuíca
Gracilinanus microtarsus


No meio de insetos, tamanduás e anfíbios, está um animal bem peculiar: a cuíca (Gracilinanus microtarsus).
Ela tem pelos longos e macios, na maior parte marrom-avermelhado e a base cinza. No dorso, a pelagem é mais clara, como também é no rosto. Possuem anéis escuros ao redor dos olhos negros, amplos e proeminentes. A parte anterior do pescoço é alaranjada. A cauda, preênsil e escamosa, é marrom e as patas, esbranquiçadas, com dedos são relativamente longos, com pequenas garras. É um animal pequeno: tem 105 a 110 mm de comprimento da cabeça e corpo e cauda de 145 a 153 mm. Têm uma massa entre 10 e 45 gramas.

São marsupiais da família Didelphidae à qual pertencem os gambás, catitas e cuícas. A cuíca Gracilinanus microtarsus é encontrada apenas no Brasil, natural dos biomas Mata Atlântica e Cerrado, nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul.

Vivem nas florestas úmidas da Mata Atlântica e florestas caducifólias espalhadas nas regiões do sul do Cerrado. A espécie tem hábitos predominantemente arborícola e noturno. Solitários, passam os dias descansando em ocos de árvores. Quando em atividade, frequentemente forrageiam no solo. A locomoção é feita a passos curtos e rápidos, com o auxílio da cauda preênsil.

A sua dieta é composta principalmente por insetos, mas podem se alimentar de comer algumas aranhas, caracóis, e até mesmo frutas. O G. microtarsus atua como importante dispersor das sementes de espécies da família das aráceas em uma área de Mata Atlântica.

A reprodução da cuíca se inicia nos meses de maior pluviosidade. As fêmeas entram em cio uma vez por ano, entre agosto e setembro, e têm ninhadas de até doze filhotes, que nascem durante a estação chuvosa, quando o alimento é abundante. A mãe não possui uma bolsa, mas um conjunto de cerca de 14 mamas. Os filhotes são desmamados após três meses de idade, entre novembro e dezembro.

Os jovens crescem, até os seis meses de idade, e atingem a maturidade sexual com um ano. A maioria das cuícas não sobrevive por muito mais tempo do que um ano, mas podem chegar a dois anos de idade. Além do pouco tempo de vida, têm que lidar com seus predadores: jaguatiricas, gatos-do-mato, guaraxains, lobos-guará e gaviões-de-rabo-branco.

Leia a matéria completa no ((O)) eco

Fonte:
((O)) eco
Acesso em 09/06/2014.
Leia mais no site do ((O)) eco

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Extinção

Extinção
Sylvio Luiz Panza

Como será que vai ser
no futuro lá adiante?
Será que ainda vai haver
animais como o elefante?

Como será que vai ser
no futuro sem floresta?
Será que a vida vai ser
mais bonita do que esta?

Como será que vai ser
não ter animais por perto?
Não ter verde, flores, frutos,
será viver num deserto!

É por isso que é importante
renovar o sentimento
de cuidar de nossas matas
com o reflorestamento.

Mas nem tudo está perdido,
isso eu sei, tenho certeza,
se cuidarmos com carinho
desta nossa natureza!

Sylvio Luiz Panza nasceu em São Paulo, em 1965. É autor de diversos livros infantis. Em Ecologia em quadrinhos, editado pela FTD, ele faz versos pela conservação da natureza.

Fonte: 
Revista Ciência Hoje das Crianças nº 214
Julho de 2010, Capa.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Projeto Malha

Projeto Malha pretende evitar mortes de animais nas estradas

Lançado em setembro de 2013 pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Projeto Malha é a primeira grande iniciativa que visa reduzir os impactos de rodovias e ferrovias nas mortes de animais identificando as áreas críticas em todo o território nacional. Com um banco de dados preciso, revelando regiões e espécies mais atingidas, o CBEE pretende propor ações efetivas para reduzir os atropelamentos, como instalação de túneis, redes de proteção, passarelas ou até cordas que possam ser utilizadas por animais que vivem nas árvores. 

Aves

O CBEE estima que 475 milhões de animais silvestres são atropelados anualmente, 15 a cada segundo, nos 1,7 milhão de quilômetros da malha viária brasileira. Aves são as mais atingidas, seguidas de mamíferos. Em Goiás, espécies ameaçadas  de extinção como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira são vítimas em potencial. Como em qualquer parte do país, não há uma estatística confiável em Goiás sobre o tema. Este ano, até 21 de maio, chegaram ao Centro de Triagem de animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e recursos Naturais (Ibama), 58 animais que sobreviveram ao impacto com veículos nas estradas goianas, 34 deles são aves. 
O Núcleo de Educação Ambiental do Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar também confirma a dificuldade de estimar a dizimação da fauna por atropelamento. A unidade costuma recolher animais mortos às margens de estradas e, após o processo de taxidermia, expõe em eventos, como a Exposição Agropecuária, por exemplo, para orientar a população sobre a preservação das espécies. Até mesmo uma rara onça preta integra a coleção do Núcleo de Educação Ambiental. 

Aplicativo
Fonte da imagem: Google Play

Com o uso da tecnologia, o coordenador do Projeto Malha, professor de ecologia da UFLA, Alex Bager, pretende montar uma grande rede brasileira de monitoramento. Desde abril, o Urubu Mobile, um aplicativo gratuito, por enquanto disponível para Android e Google Play, pode ser baixado por qualquer pessoa. Popularizado e utilizado, o aplicativo vai ajudar a criar o Banco de Dados Brasileiro de Atropelamento de Fauna Selvagem (Bafs) e contribuir para a formulação de políticas públicas que garantam a preservação da fauna em todos os Estados brasileiros. "A ideia é que qualquer pessoa baixe o aplicativo e o utilize por aí: motoristas de caminhão, taxistas, motoristas de ônibus, pessoas que costumam trafegar pelas estradas do Páis de um modo geral. Está sendo estabelecida a maior rede colaborativa de monitoramento de fauna que o Brasil já presenciou", diz Alex Bager. 

Aplicativo auxilia nos registros

Qualquer pessoa que tenha um celular inteligente ou tablet poderá baixar o aplicativo Urubu Mobile e colaborar com a coleta de dados sobre animais silvestres atropelados. Ao encontrar um animal morto na estrada a pessoa abre o aplicativo, fotografa e automaticamente a imagem é georreferenciada. Quando encontrar o sinal de uma rede wireless a imagem é enviada. Antes de ser incluída no banco de dados a foto é analisada por cinco especialistas que identificam a espécie. Sua finalidade não inclui atropelamento de animais domésticos (cães, gatos, vacas ou galinhas) e de humanos. 
Estudos no campo de Ecologia de Estradas realizados nos Estados Unidos mostram relação entre a implantação de uma rodovia e o declínio na diversidade genética da população de fauna  nos fragmentos que foram cortados pelo trecho. No Brasil, a inserção de medidas para a proteção à fauna silvestre em relação a atropelamentos em rodovias é uma prática relativamente recente. Sem planejamento, rodovias funcionam como barreiras ecológicas. Alex Bager, do Projeto Malha, ressalta que gestores públicos devem levar em consideração o atropelamento de fauna e a paisagem. "Isso torna a medida mitigadora estrutural mais econômica do que instalá-la após a rodovia construída."

Flora de Silvânia adere ao Projeto Malha

Em Goiás, até o momento, a única instituição pública que aderiu ao Projeto Malha foi a Floresta Nacional (Flona) de Silvânia. Servidores da unidade de conservação monitoram dois trechos de estradas que cortam o município: 30, 5 quilômetros da GO-010 (pavimentada) e 12 quilômetros da GO-437 (terra). De 30 de setembro de 2013 até 12 de maio de 2014, foram registradas na região 144 ocorrências de atropelamento de fauna silvestre, sendo 131 na primeira e 13 na segunda. 

Fonte: 
Texto (incompleto)de Malu Longo, 
Jornal O Popular, de 25 de maio de 2014, página 4.
E clicando aqui, você poderá instalar o aplicativo em seu smarphone ou tablet.