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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Macaco em perigo

Macaco em perigo

"Pesquisadores do Centro de Primatas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão mapeando os refúgios da Amazônia em que um dos macacos mais ameaçados de extinção luta para sobreviver. O caiarara ou macaco-cara-branca foi descrito cientificamente em 1992 e, de imediato classificado como espécie "criticamente em perigo de extinção". O animal habita regiões do Pará e do Maranhão, dentro do chamado Arco do Desmatamento, onde estão as parcelas da Floresta Amazônica mais degradadas, reduzidas a apenas 30% da vegetação original. Os pesquisadores do Projeto Kaapori, do Ibama, realizaram quatro expedições nos últimos dois anos para localizar esses primatas. Entre os locais em situação mais crítica para a conservação do caiarara está a Reserva Biológica Gurupi, no Maranhão, atingida por impactos ambientais e problemas sociais."

Fonte:
Revista Horizonte nº 108, ano 19, pág. 20

O uivo dos lobos



Porque os lobos uivam?


Todo mundo sabe que os lobos uivam. Mas eles não são os únicos a uivar e nem fazem isso especialmente para a Lua Cheia, nem somente quando ela aparece no céu. Os cães (que são parentes dos lobos) também uivam e, por incrível que pareça, alguns gatos também podem apresentar um miado contínuo que se assemelha com um uivo. O principal motivo do uivo desses animais é a comunicação.
No caso dos lobos eles podem usar o uivo como forma de reunir o grupo, para marcar o seu território e até para mostrar quem está no comando. Juntar os diferentes membros da matilha, por exemplo, é importante porque os lobos costumam perseguir suas presas por horas para cansá-las e só então atacam em conjunto. Da mesma forma, a defesa contra intrusos será mais eficiente, se todos os lobos estiverem reunidos. Um jovem ou filhote que se afaste muito dos adultos, pode facilmente virar uma presa. Daí a importância do uivo para manter todos juntos.
Os lobos uivam também quando notam a aproximação de algum lobo estranho ao bando ou mesmo outro animal, como um aviso de que aquela área já está ocupada.
Por meio dos uivos - e também das rosnadas e pequenas mordidas - os lobos que comandam a matilha também instruem os demais, como uma forma de manter a ordem e a hierarquia. Um macho também pode uivar para atrair a atenção de uma fêmea ou vice-versa.
Quanto ao mito de que os lobos uivam para a Lua Cheia, é bem provável que essa idéia tenha ocorrido porque, quando vivem soltos na natureza, os lobos costumam sair para caçar no início da manhã ou no final da tarde, em horas em que não está totalmente escuro. Em noites de Lua Cheia, as noites não são tão escuras e há mais visibilidade. Então, os lobos têm mais horas para caçar. Como eles costumam se dispersar - e o uivo serve para reunir os animais durante a caçada -, nas noites de Lua Cheia, eles provavelmente uivam com mais freqüência - já que ficam mais tempo caçando. É possível que venha daí a origem desse mito de que esses bichos uivam para o luar! (Texto adaptado e com cortes)

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças
Texto de Débora Boccacino (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Publicado na página 7, da edição nº 189, de Abril de 2008.


Os lagartos e sua cauda

Você sabia que alguns lagartos usam sua cauda como um chicote?

"Grande, pequena, fina, larga, lisa, com ou sem espinhos. As caudas dos lagartos podem ter diferentes formatos e atingir (acredite!) mais de duas vezes o comprimento do corpo do animal. Além disso, elas servem para eles se equilibrarem, se agarrarem em uma árvore e, o mais importante, se defenderem de predadores!
A Iguana iguana - nome científico daqueles que conhecemos simplesmente como iguana ou camaleão - é um exemplo de lagarto que usa a cauda de uma forma, digamos, curiosa e, até dolorida. A espécie é encontrada em grande parte do Brasil e em ambientes diferentes, mas tem preferência pelo alto das árvores que há perto dos rios em áreas alagadas. Quando se sentem ameaçados, eles costumam se jogar na água sem se importar (ai!) com a altura da queda. Mas quando não conseguem fugir dessa maneira e percebem que o perigo se aproxima, as iguanas torcem o rabo, ou melhor, balançam sua longa cauda e dão violentas chicotadas no potencial predador. E mais: usam suas grandes e afiadas garras contra aquele que, para elas, é o vilão. Vai encarar?
O exemplo da Iguana iguana mostra o quanto a cauda é valiosa para os lagartos. Imagine que algumas caudas até servem como estoque de alimento, por acumular gordura - uma reserva nutritiva para o animal. Outras se desprendem facilmente e ficam se movendo sozinhas, distraindo o predador e facilitando a fuga. E, ainda, há as que podemos chamar de caudas-escudo, porque são largas, cheias de espinhos e servem como tampa em alguns buracos que os lagartos cavam para se abrigar.
Agora, diga sinceramente: são ou não são curiosas as caudas dos lagartos?

Teresa Pires
Museu Emílio Goeldi

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças
Nº 197, de Dezembro de 2008

A cigarra

A Cigarra

Maria Augusta de Medeiros


 
Até parece mentira,
Mas com a tarde acabando,
A gente fica escutando
Uma Cigarra Caipira.

Primeiro afina a viola.
Depois, minha Virgem Santa,
Tanto tempo toca e canta
Que o dedo todo se esfola.

Se algum barulho atrapalha,
Ela se cala e suspira,
E assim que ele se retira,
A cantoria se espalha.
(...)
Tocando moda ligeira,
A turma fica animada,
Dançando tão assanhada,
Que esquece toda a canseira.
(...)
Quem nunca ouviu se consola
Dizendo ser de mentira
Essa Cigarra Caipira
Que canta e toca viola.
(...)

"Maria Augusta de Medeiros nasceu em São Paulo, em 1949. É formada em Artes Plásticas, mas também gosta muito de escrever. A Cigarra foi retirada de O Quintal de São Francisco, seu primeiro livro para crianças, publicado pela Editora Paulinas."

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças, nº 188, de Março de 2008.

Tartarugas

Tartarugas
José de Castro*

1. Casa de tartaruga
não se vende
e nem se aluga

2. Tartaruga
vive no banho
e nunca se enxuga.

3. Tartaruga
dorme tarde
e cedo madruga?

4. A velha tartaruga
coça com prazer
sua mais nova verruga.

5. Tartaruga,
pra livrar o casco,
inventa rotas de fuga.

6. Óleo de tartaruga
rejuvenesce
e desenruga?

7. Tartaruga
mesmo nova,
é cheia de ruga!!!

*José de Castro, nasceu em Resplendor - Minas Gerais. Viajou pelo Centro-Oeste, pelo Sudeste e depois foi para o Nordeste, onde "descobriu em Natal, a beleza das dunas e o gosto do sal do mar". Lá, resolveu fazer poemas e inventar versos.
O poema acima foi retirado da página 20, do livro
Poemares , escrito por José de Castro e publicado pela Editora Dimensão, Belo Horizonte, 2007.

Quero-quero

Q é para quero-quero
Sérgio Capparelli

Um quero-quero chegou
Com flores numa sombrinha:
_ Nono andar, por favor.
_ Só térreo, dona Florzinha,
Pois esse é um descedor.



Sérgio Capparelli é mineiro, nascido na cidade de Uberlândia. Hoje, vive em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. É professor universitário, tradutor e escritor premiado na área de literatura infantil. O poema Q é para quero-quero foi retirado de seu livro Tigres no quintal, da Global Editora (quarta edição).

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças Nº 197, de dezembro de 2008

Coruja

Corujice 
 Elias José 


A cara coruja
não encara
a cara do Sol,
mas à noite
fica bem na sua
cara a cara
com a lua.


Elias José. Boneco maluco e outras brincadeiras. Porto Alegre, Projeto, 1999.

Cerrado

Poema de Nicolas Beher

Nem tudo
que é torto
é errado

Veja as pernas
do Garrincha
e as árvores
do Cerrado.


Fonte:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004

Piracema

Fiscalização antes da piracema

"A polícia ambiental aumentou a fiscalização nos rios de Mato Grosso do Sul. Nesta época, que antecede a piracema, a pesca costuma ser maior.

A tão esperada chuva chegou ao Pantanal. O nível dos rios começou a subir e os cardumes apareceram mais cedo. Os pescadores forma trás. Com a água turva não dá para ver os cardumes, mas os pescadores sabem exatamente onde lançar o anzol. E até quem fica dentro d'água consegue pescar muitos peixes. Dai a preocupação com a reprodução das espécies.

A piracema, oficialmente, não começou, mas os policiais já intensificaram a fiscalização nos rios pantaneiros.

No Pantanal, uma lei limita o tamanho mínimo das espécies que podem ser pescadas. Peixe pequeno tem de voltar para a água. "Tem de ser consciente , senão daqui a alguns dias nossos recursos pesqueiros vão acabar", comenta o motorista Joel Ferreira. Mas nem todos pensam assim. Para retirar um dourado do rio só se ele tiver mais de 65 centímetros. A preocupação é com a pesca predatória. No último mês de temporada de pesca, em alguns rios do Pantanal o número de pescadores dobra, e é quando se retira a maior quantidade de pescado.

A piracema na bacia do rio Paraguai começa dia 5 de novembro e vai até fevereiro."

Vocabulário:
Piracema: migração que algumas espécies de peixes fazem, subindo o rio até a nascente para a desova.
Dourado: peixe de água doce que apresenta uma coloração dourada com reflexos avermelhados. O tamanho mínimo para a pesca é de 65 cm.
Pesca predatória: pesca em excesso, que não dá chance de as espécies se reproduzirem nas quantidades necessárias para a sua preservação.

Fonte:
Globo Rural/G1
Disponível em: http://www.noticiasagricolas.com.br.
IN: Ciências - 5º ano ( Coleção Brasiliana ) p. 233
Sonia Bonduki e Carolina Reuter Camargo
Companhia Editora Nacional. São Paulo, 2008

Lontra


Lontra

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Mustelidae

Nome científico: Lutra longicaudis

Nome vulgar: Lontra

Categoria: Vulnerável

Características

As características que contribuem para a existência de populações mais numerosas da espécie são a abundância de ambientes aquáticos, que em sua maior parte devem estar livres de poluição química e orgânica, e a baixa densidade populacional humana.

As lontras ocupam vários tipos de ambientes aquáticos, tanto de água doce (rios, lagos) quanto salgada (lagunas, baías, enseadas).

Sua ocorrência está também relacionada à presença de substratos duros, que formam costões rochosos, onde os animais encontram abrigo.

A dieta consiste principalmente de peixes, sendo suplementada por crustáceos, anfíbios, mamíferos, insetos e aves.Camarões também são citados na sua dieta.

A lontra é um carnívoro de hábitos semi-aquáticos que ocorre em todo o Brasil, exceto nas porções mais áridas da região nordeste.

É um animal de porte médio, medindo cerca de 1 m de comprimento total e pesando de 5 a 12 kg. Sua taxonomia é confusa, havendo várias sinonímias.

É uma espécie de ampla distribuição, ocorrendo no México, América Central e América do Sul até o norte da Argentina.

Ocorrência Geográfica: Amazônia, Cerrado, Floresta Atlântica, Pantanal e Campos do Sul.

Categoria/Critério: Ameaçada/Vulnerável - Destruição de habitat, caça, perseguição, populações isoladas e em declíneo

Cientista que descreveu: Olfers, 1818

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/lontra.php
Acesso em: 02/06/09. No Portal São Francisco, você verá também outros textos sobre a lontra, inclusive com mais informações sobre este animal.

Veados no Cerrado


Os veados encontrados no Cerrado

"Os veados são mamíferos da ordem dos artiodáctilos pertencentes, em senso estrito, à família Cervidae. Entretanto, várias espécies semelhantes, de outras famílias da mesma ordem, são também chamados veados.

São encontrados em todo o mundo, exceto na Austrália (as espécies que lá vivem, embora em estado selvagem, foram introduzidas na colonização). Os machos da maioria das espécies desenvolvem esgalhos ou galhadas (e não cornos, o que distingue o grupo dos outros ruminantes) no crânio, que são renovados anualmente. São usados como arma durante a estação de acasalamento, nos combates entre machos. Os veados sem esgalhos possuem longos caninos superiores, que usam como arma. Os veados são polígamos.

Os veados são herbívoros com alimentação específica devido à pouca especialização do seu estômago, que não digere vegetação fibrosa como erva. Assim, alimentam-se principalmente de rebentos, folhas, frutos e líquenes. Têm ainda elevados requerimentos nutricionais de minerais que lhes permitam crescer novos esgalhos todos os anos."

Fonte : Wikipedia, a enciclopédia livre. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/VeadoAcesso em: 02/07/09.


Vários veados são encontrados na região dos cerrados. Os principais são: o veado-campeiro, o veado-mateiro, o veado catingueiro e, mais raramente, o cervo-do-pantanal (mais encontrado na região do Pantanal). Entre esses, o mais ameaçado de extinção é o campeiro, o maior deles. O veado-campeiro habita áreas mais abertas de cerrado, especialmente os campos. O campeiro possui um círculo branco ao redor dos olhos e apresenta também a parte interna das coxas e a parte inferior da cauda brancas, exibindo-as durante sua fuga de algum perigo. O veado-campeiro pode ser observado sozinho ou em grupos com até mais de vinte animais. Alimenta-se de partes mais tenras das plantas, como botões florais, flores e folhas novas. Apenas os machos possuem chifres., que caem todo ano dando lugar a outros novos que nascem em seu lugar. Os chifres do campeiro são ramificados, mas o catingueiro e o mateiro apresentam chifres simples.

Fonte:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004

Lobo cinzento

Seria muito bom ver publicadas aqui no Brasil, notícias sobre a retirada de animais da lista de animais ameaçados de extinção, como esta abaixo sobre o lobo cinzento, lá nos Estados Unidos.


Lobo cinzento está fora de perigo
fonte: Redação Portal CONPET

"Os lobos cinzentos estão saindo da lista de extinção em três estados dos Estados Unidos. Há apenas alguns anos, a população da espécie era tão reduzida que era preciso que uma lei proibisse a matança destes animais, sob risco deles desaparecerem.

A medida deu certo: atualmente existem cerca de 4 mil lobos cinzentos nos estados de Michigan, Minnesota e Wisconsin, contra apenas 200 em 48 estados americanos há apenas algumas decadas. Em três outros estados, Idaho, Montana e Wyoming, estuda-se estender a medida em breve.

O diretor do Serviço Americano de Pesca e Caça, Dale Hall, considerou o resultado um sucesso. "Estamos muito orgulhosos de anunciar que os lobos já não estão mais em perigo", informou Hall, em teleconferência.

Com a saída da lista de extinção, cessam as medidas de proteção dos lobos, e poderá também ser aberta um cota de caça destes animais. As organizações não-governamentais de proteção à espécie estão divididas: se por um lado sair da lista é uma grande vitória, significando que os esforços para preservar o animal deram certo, por outro o fim da proteção pode levar à caça indiscriminada.

São três os fatores que ameaçam os lobos: a caça, a destruição de seu habitat natural e outros tipos de perseguição."

Leia o texto completo no site abaixo:

Fonte:http://www.conpet.gov.br/noticias/kids_int.php?segmento=kids&id_noticia=1076
Acesso em 11/12/2008

A jararaca da ilha

Veja abaixo uma curiosidade interessante, com o título acima, que encontramos na revista Ciência Hoje das Crianças:

" Uma pequena ilha, localizada a cerca de 30 km do litoral sul do estado de São Paulo, é o lar de diferentes espécies de animais e, abriga, em especial, serpentes. Isso mesmo!
Muitas, muitas, mas muitas cobras mesmo povoam a Ilha da Queimada Grande, lugar que não é mais habitado pelo ser humano há, pelo menos, 83 anos. A jararaca-ilhoa é uma espécie endêmica dessa ilha, ou seja, ela não existe em outro lugar do planeta!
A jararaca-ilhoa foi descoberta pelo herpetólogo Afrânio do Amaral, em 1921.Desde então, diversos estudos revelaram características curiosas que diferenciam a ilhoa de outras espécies de jararacas que vivem no continente.
A jararaca-ilhoa, quando jovem, tem hábitos parecidos com os das jararacas do continente: ambas se alimentam à noite e comem, principalmente, pequenas pererecas, râs, lagartos e centopéias. Porém, quando se tornam adultas, surgem as diferenças. As jararacas do continente continuam sendo noturnas, vivem quase exclusivamente no chão e passam a se alimentar, principalmente, de pequenos roedores. Como não há roedores em Queimada Grande, a jararaca-ilhoa desenvolveu o hábito de se alimentar das aves que visitam a ilha, como o coleirinha, o sabiá-una e o tuque. Para capturar suas presas, a jararaca-ilhoa adulta trocou a caça noturna pela diurna e freqüentemente é vista subindo em árvores e arbustos.
O veneno da jararaca-ilhoa é cinco vezes mais poderoso que o da jararaca comum. Ele age rapidamente, paralisando a presa, que ela devora na hora. Mas não pense que todas as aves da ilha são presas fáceis para a ilhoa. Algumas, como a corruíra, parecem reconhecer a serpente, de forma que quase sempre conseguem evitar seus ataques e podem morar também na ilha sem sustos.
Hoje, a Ilha da Queimada Grande possui uma das maiores populações de serpentes por metro quadrado no mundo, mas, devido ao pequeno tamanho do local, as cobras que lá vivem estão criticamente ameaçadas de extinção. Mesmo não sendo habitada por pessoas, a ilha ainda apresenta algumas alterações no ambiente da região da época em que foi povoada por humanos. A jararaca-ilhoa, assim como outras espécies de animais que possam ser exclusivas da Ilha da Queimada Grande, desaparecerá da natureza para sempre, se a região não for preservada.
(Henrique Caldeira Costa e Vinícius de Avelar São Pedro - Museu de Zoologia João Moojen, Universidade Federal de Viçosa)"

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças
 Nº 187, de Janeiro/Fevereiro de 2008


A alimentação do tamanduá-bandeira

" Todos nós sabemos que os tamanduás se alimentam de formigas e cupins. Mas não deve ser fácil caçar formigas, principalmente as lava-pés. Essas formigas liberam ácido fórmico, que irrita a pele do tamanduá. Já os cupins se defendem produzindo certas substâncias que podem ser irritantes para alguns predadores.
O tamanduá-bandeira, animal habitante do cerrado brasileiro, consegue driblar essa situação. Usando o olfato muito apurado, ele procura os cupinzeiros e formigueiros e, quando os encontra, cava um buraco com as patas e enfia todo o focinho lá dentro. Nesse instante entra em ação a língua fina e pegajosa.
O tamanduá produz uma saliva bem viscosa, parecida com uma cola, onde os cupins e as formigas ficam grudados. Como não possui dentes, é seu estômago que tritura os insetos.
A velocidade do ataque é a arma do tamanduá para evitar as defesas dos cupins e das formigas. Atacando de surpresa, ele os apanha rapidamente com movimentos ágeis de língua e logo se afasta. Assim, ele percorre cerca de dez quilômetros todos os dias para se alimentar.
Caminhando longas distâncias diariamente seria necessário gastar muita energia. Mas o tamanduá possui algumas adaptações que permitem economizá-la. Além de ter metabolismo mais baixo, ele possui pêlos compridos e uma cauda de cerca de 80 cm que funcionam como um cobertor que evita maiores perdas de calor."

Fonte:
Ciências - Os Seres Vivos - 60ª edição
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
Editora Ática - 1999

Anfíbios ameaçados

"Sapos e rãs são conhecidos comedores de insetos, entre outros animais. O sapo americano da espécie Bufus americanus, por exemplo, chega a encher e esvaziar seu estômago de insetos devorados cerca de quatro vezes por dia. Alguns sapos conseguem comer até 50 mosquitos por minuto. No estômago de sapos, já se constatou que mais da metade dos insetos capturados eram daninhos à agricultura.
Os anfíbios, entretanto, não são tão úteis aos interesses humanos apenas por devorarem insetos que prejudicam as lavouras. A carne das rãs, por exemplo, é bastante apreciada por muita gente. Na França, um dos países que mais consomem carne de rãs, estima-se que a cada ano são comidos de 60 a 80 milhões desses animais.
Algumas substâncias vem sendo isoladas da pele dos anfíbios. Por suas propriedades antibacterianas e fungicidas, essas substâncias eventualmente poderão ser úteis na indústria farmacêutica.
O emprego abusivo de agrotóxicos, as derrubadas e queimadas de grandes florestas e a drenagem de regiões alagadas, entre outras atividades humanas, vem , entretanto, ameaçando de extinção muitos anfíbios. Muitas populações desses animais estão em declínio ou já foram extintas de certos locais. Esse fato preocupante vem ocorrendo em diversos pontos do planeta. Certamente, o homem será muito prejudicado, caso esse processo continue."

Fonte:
Ciências - Os Seres Vivos
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
60ª edição - Editora Ática - 1999

Os mono-carvoeiros

Mono-Carvoeiro
Brachyteles arachnoides


"Os mono-carvoeiros vivem somente na região Sudeste do Brasil, que vai do sul da Bahia até o norte do Paraná. Por esses 300 mil km² de Mata Atlântica viviam, na época do descobrimento, mais ou menos quatrocentos mil monos-carvoeiros. Hoje, tanto a Mata Atlântica quanto os monos estão à beira da extinção. Eles só existem agora em 11 localidades, sendo quatro fazendas particulares e 7 reservas oficiais. De cor acastanhada, os monos são animais grandes, barrigudos, de cabeça arredondada, corpo pesado (pesam até 15 quilos), pernas e braços finos e compridos, com um rabo também grande, pelado na parte de baixo.
Os monos alimentam-se de folhas, frutos, flores retirados desta ou daquela árvore durante boa parte do dia. Passam praticamente metade do tempo descansando à sombra. Os filhotes aproveitam esse intervalo para se divertir e ensaiar os primeiros passos longe das mães. Os adultos são geralmente tranquilos e quietos, irritando-se apenas quando um membro de outro grupo invade seu território. Os filhotes de mono nascem um de cada vez, de dois em dois anos, depois de uma gestação de sete meses.
Considerados como símbolo nacional e internacional dos movimentos pela conservação da natureza no Brasil, os mono-carvoeiros infelizmente, fazem parte da Lista dos Animais da Fauna Brasileira Ameaçados de Extinção. E dessa lista ninguém gosta de fazer parte."(Eduardo Marcelino Veado)

Fonte: ( Ciência Hoje das Crianças, SBPC, nº 31, maio/jun.1993.)
IN: Os Caminhos de Estudos Sociais - História e Geografia. Maria Luiza Favret. Atual Editora. São Paulo, 1996.

Para saber mais sobre os animais acima e ver imagens visite o sites abaixo:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/mono-carvoeiro.php
http://www.institutoaqualung.com.br/info_mono_carvoeiro19.html

A anta

Anta
Tapirus terrestris

A anta ou tapir, maior mamífero da América do Sul, é no entanto muito menor que seus parentes da África e da Ásia. Teorias recentes buscam a explicação para este fenômeno na última glaciação, quando a América teria secado demais para permitir a sobrevivência de animais de grande porte.

A anta chega a pesar 300 kg. Tem três dedos nos pés traseiros e um adicional, bem menor, nos dianteiros. Tem uma tromba flexível, preênsil e com pêlos que sente cheiros e umidade. Vive perto de florestas úmidas e rios: toma freqüentemente banhos de água e lama para se livrar de carrapatos, moscas e outros parasitas.

Herbívora, come folhas, frutos, brotos, ramos, plantas aquáticas, grama e pasta até em plantações de cana-de-açúcar, arroz, milho, cacau e melão. De hábitos noturnos, esconde-se de dia na mata, saindo à noite para pastar.

De hábitos solitários, são encontrados juntos apenas durante o acasalamento e a amamentação. A fêmea tem geralmente apenas um filhote, e o casal se separa logo após o acasalamento. A gestação dura de 335 a 439 dias. Os machos marcam território urinando sempre no mesmo lugar. Além disso, a anta tem glândulas faciais que deixam rastro.

Quando ameaçada mergulha na água ou se esconde na mata. Ao galopar derruba pequenas árvores, fazendo muito barulho. Nada bem, e sobe com eficiência terrenos íngremes.

Emite vários sons: o assobio com que o macho atrai a fêmea na época do acasalamento, o guincho estridente que indica medo ou dor, bufa mostrando agressão e produz estalidos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anta
Acesso em: 23/06/09.

A anta

As antas são animais fortes.Comem frutos, folhas, caules, brotos, pequenos ramos, grama, plantas aquáticas, cascas de árvores, organismos aquáticos e pastam inclusive sobre plantações de cana, melão, cacau, arroz e milho.

Durante o acasalamento, os machos atraem as fêmeas com assobios estridentes. A cópula pode ocorrer tanto dentro quanto fora da água. O casal se separa após isso.

Raramente nasce mais de um filhote; este possui uma coloração diferente dos adultos: são rajados de marrom e branco. Ele é amamentado até quando a mãe estiver lactando. Em um ano e meio já está crescido e com a aparência dos adultos.

Durante o dia, a anta fica escondida na floresta. À noite, deixa o esconderijo para pastar. Suas pegadas, difíceis de serem confundidas, podem ser vistas logo ao amanhecer nas trilhas abertas na floresta, nas margens dos rios e até no fundo das lagoas.

A anta toma banhos freqüentes de lama e de água para se livrar de parasitas como carrapatos, moscas, etc. Por isso é encontrada próxima a rios e florestas úmidas.

Anta brasileira

A anta brasileira pertence à espécie Tapirus terrestris. Mede 1,10 m de altura e 2,20 (a fêmea) ou 2 m (o macho) de comprimento. Pesa cerca de 250 kg. Ocorre na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica e no Pantanal.

A anta é encontrada também na Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela - ou seja, toda a América do Sul exceto Uruguai e Chile.

Segundo a Lista Vermelha da IUCN seu estado de conservação é "vulnerável" (VU), mas a anta se encontra "criticamente ameaçada" (CR) em alguns estados brasileiros, como Paraná e Minas Gerais. O tipo de ameaça que sofre é a destruição de seu habitat, a caça, o fato de as populações estarem isoladas e em declínio. Além do homem, são seus predadores a sucuri e a onça.

Embora a anta tenha pêlo curto acinzentado, o filhote nasce com estrias claras no meio de pêlo castanho, uma camuflagem eficiente no meio da mata. Ele já nasce com o nariz alongado, uma tromba curta que a anta movimenta para cima e para baixo. Os índios tupis chamam a anta de “tapir” e os norte-americanos adotaram esse nome, mas para os índios guaranis a anta é “emborebi”.
Habitat: Florestas Tropicais, Pantanal e Cerrado.

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/anta.php
Acesso em: 23/06/09.

Como os animais podem se defender?

Como os animais podem se defender?
"Os resíduos plásticos que jogamos são mortais para os animais marinhos. As tartarugas engolem sacos de plástico que encontram a flutuar porque os confundem com medusas. Os sacos entopem seu tubo digestório, causando-lhes a morte.Os animais que ficam com anéis de plástico enrolados em volta do corpo são muitas vezes incapazes de os remover, morrendo também. Embora essa questão ainda esteja sendo investigada, os resíduos plásticos podem demorar até 300 anos para se decompor na água do mar. Os animais atingidos não podem esperar tanto tempo. Temos que atuar para reduzir a poluição dos nossos aceanos."

Fonte:
VANCLEAVE, J. Biologia para jovens. Lisboa:Dom Quixote, 1994.p.154
IN: Ciências: Projeto Pitanguá. Organizadora: Editora Moderna. Editor responsável: José Luiz Carvalho da Cruz. 2.ed. São Paulo: Moderna, 2008.

Por que os olhos de alguns animais brilham no escuro?

Os olhos de alguns animais brilham no escuro

O motivo pelo qual os olhos de alguns animais brilham no escuro está na formação desses órgãos responsáveis pela visão. Em primeiro lugar, é preciso saber que os olhos de todos os animais têm uma região chamada retina cuja principal função é transformar a luz em impulsos elétricos, que vão para o cérebro e produzem a visão. E quem faz esta transformação são estruturas da retina conhecidas como fotorreceptores.

Alguns animais, entretanto, têm, atrás da retina, uma área chamada tapete lúcido, que é feita de substâncias com propriedades refletoras, como os espelhos, que aumentam a quantidade de luz percebida. É por conta do tapete lúcido -- uma película colorida com certo brilho --, que os olhos de alguns animais, como cães, cavalos e bois brilham, ou melhor, refletem a luz ao serem atingidos por ela. Já nos olhos dos suínos e do homem, por exemplo, que não apresentam essa região refletora, não há tal característica.

O tapete lúcido é uma adaptação noturna. Isso significa que, fazendo refletir a luz que incide nos olhos, há um aumento da estimulação dos fotorreceptores -- as células sensíveis à luz --, proporcionando a visão em locais escuros ou visão noturna.

Graças a essa adaptação, leões, tigres e onças, entre outros felinos, são capazes de localizar suas presas mesmo no escuro. Por motivo igual, animais domésticos, como cães e gatos, conseguem se localizar em ambientes sem luz, podendo até nos pregar sustos no escuro.(Texto adaptado e com cortes).

Fonte:
Ciência Hoje das Crianças 133, março 2003
Sandra Cuenca,
Departamento de Anatomia,
Universidade Metodista de São Paulo e
Centro Universitário Monte Serrat/Santos.

IN:http://cienciahoje.uol.com.br/2024Acesso em 07/08/2009

Visite o site acima e leia o texto completo.

Os morcegos

Salvem os morcegos

"Os morcegos, principalmente os hematófagos - que se alimentam de sangue -, podem transmitir doenças, como a raiva, em especial. As vítimas geralmente são os animais domésticos e o gado, dificilmente o homem.
Como a raiva é uma doença que mata os animais, o aumento das populações de morcegos hematófagos pode ocasionar consideráveis prejuízos à pecuária. No entanto, o controle desses morcegos pelo homem pode representar uma séria ameaça ao meio ambiente, pois, juntamente com as espécies hematófagas, são exterminadas também as espécies que se alimentam, por exemplo, de insetos, alguns dos quais são nocivos à agricultura.
Esta ameaça tem se acentuado ainda mais pela contaminação por agrotóxicos das fontes de alimentos de muitos morcegos - os frutos, as flores e os insetos. Além disso, a derrubada de florestas afeta a sobrevivência de muitas espécies sensíveis a mudanças em seu habitat.
Atualmente, estudiosos vem fazendo pesquisas para o combate espécífico das espécies que se alimentam de sangue. Isso porque o extermínio indiscriminado de todos os morcegos impediria que processos de dispersão de sementes, polinização e controle de populações de insetos fossem realizados por estes curiosos mamíferos."

Fonte:

Ciências: Os Seres Vivos
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
São Paulo: Editora Ática, 1999. p.173
(Adaptado de Ciência Hoje, mar./abr. 1986)

Cuíca-d'água

Cuíca-d'água
Chironectes minimus

É um animal que só costuma ser visto à noite, geralmente, nadando ou mergulhando, daí a origem do seu nome popular.
Seu corpo mede cerca de 40cm e sua cauda aproximadamente 43cm. Apresenta peso em torno de 600 gramas.
Suas patas traseiras tem membranas semelhantes às dos pés dos patos, o que a ajuda na natação, que ela realiza com o corpo submerso e apenas com a cabeça acima da água. Sua cauda funciona como um leme, orientando na direção a seguir. E é na água que esse animal consegue a maior parte de seus alimentos: peixes, anfíbios, crustáceos, insetos e, às vezes, algumas plantas aquáticas.
A cuíca-d'água é um marsupial, assim como os coalas, cangurus e gambás. Nas fêmeas, o marsúpio serve para dar continuidade ao desenvolvimento dos filhotes. Os machos também tem marsúpio, mas a função é proteger os testículos enquanto nadam.
Para dar à luz seus filhotes, a cuíca-d'água constrói ninhos em tocas subterrâneas escavadas às margens de rios e riachos onde vive. Normalmente, tem duas ou três crias por gestação. Os bebês cuícas - logo depois de nascidos - vão para o marsúpio, onde ficam protegidos e mamando até estarem fortes o suficiente para viver do lado de fora.
Dentro do marsúpio os filhotes ficam protegidos mesmo com a mãe cuíca na água, por causa do pelo. A pelagem dessa espécie é curta e impermeável, não deixando passar água para dentro da bolsa marsupial, cuja abertura é voltada para trás. Assim a fêmea consegue mantê-la fechada, impedindo que a água entre enquanto nada.
A cuíca-d'água é encontrada do sul do México até o Peru, parte central da Bolívia, sul do Paraguai e nordeste da Argentina. No Brasil, ocorre nos estados das regiões Sul, Centro-oeste e Sudeste.
Está na lista de animais ameaçados de extinção, por causa do desmatamento e das queimadas que prejudicam o ambiente, ou melhor, as florestas e matas ciliares onde a cuíca-d'água vive. Para evitar o desaparecimento da espécie, é preciso criar novas áreas de preservação ambiental e ampliar as que já existem. (Texto adaptado)

Fonte:
Texto de: Jânio Cordeiro Moreira
Laboratório de Mastozoologia,
Departamento de Zoologia,
Universidade do Rio de Janeiro
IN: Revista Ciência Hoje das Crianças nº 197 de Dezembro de 2008.

Cupins

A importância dos cupins para os ecossistemas

A fauna de invertebrados do Cerrado ainda é pouco conhecida, porém estima-se que o número de espécies endêmicas seja bastante grande. Entre as espécies de invertebrados, encontram-se os cupins, que são um grupo importantíssimo para os ecossistemas do Cerrado pelo seu papel na cadeia alimentar como decompositores e base da dieta de vários animais. Os cupinzeiros são locais de acúmulo de matéria orgânica e servem como abrigo para muitas outras espécies de animais.
Esses invertebrados são muito importantes para a continuidade dos ecossitemas, porque além de servirem de alimento para muitos animais, modificam as condições do solo e influenciam a vegetação.
Os cupins tem uma forma de organização social semelhante à das formigas, grande parte das espécies de abelhas e parte das espécies de vespas. A organização social dentro da colônia acontece com a divisão do trabalho. Os indivíduos de uma casta são adaptados para a reprodução e o de outras castas nunca se reproduzem. As castas estéreis cuidam do trabalho e limpeza do cupinzeiro. Algumas espécies como o Cornitermes cumulans, constroem galerias subterrâneas e montes de dois metros ou mais de altura. Já outros, como algumas espécies de Neocapritermes, fazem sua colônia só subterrânea. Numa colônia existem três tipos de indivíduos: o casal de reprodutores formado pelo rei e a rainha, os soldados que são encarregados da defesa da colônia e o grupo dos operários que buscam os alimentos, fazem a limpeza do cupinzeiros e cuidam dos jovens. Os soldados e operários podem ser machos ou fêmeas mas são estéreis. O rei e a rainha estão periodicamente copulando e ela põe os ovos com novos soldados e operários para a colônia. Geralmente, uma vez por ano, um grupo de ovos eclode com indivíduos sexuados e que vão ter vida alada. Mesmo muito jovens já apresentam já apresentam asas e dentro de três ou quatro meses as asas crescem e os cupins ficam adultos. Com a chegada das chuvas, os cupins alados saem em revoada. Eles vão fundar novas colônias. Nesse momento, são chamados de aleluias ou siriris. Quando pousam, fazem um movimento no corpo para perder as asas e saem procurando um parceiro ou parceira. Assim como ocorre com outros animais, entre os cupins também acontece um ritual de corte. Se ocorrer a aceitação de ambos os indivíduos, eles caminham juntos procurando o local adequado para fundarem uma nova colônia. Ao encontrarem, começam a cavar e no final do túnel criam um espaço maior para iniciar a colônia. Copulam, e enquanto a fêmea não põe os ovos e eles não eclodem para formar a nova geração, o rei e a rainha fazem todo o trabalho dos soldados e operários. Buscam alimentos, defendem a colônia e cuidam dos jovens que vão nascendo. As revoadas desses insetos podem ser de centenas ou milhares de cupins alados. No entanto, poucos conseguem montar a nova colônia. Muitos não conseguem encontrar o parceiro e outros são predados. (Texto adaptado)

Fontes:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004

e
Revista Cerrado – 1995
Wagner José de Oliveira Rolim e Sidney Dutra Corrêa
Universidade Federal de Goiás (Instituto de Ciências Humanas e Letras – Departamento de Comunicação Social)
Gráfica e Editora Bandeirante Ltda

Obs: O texto acima foi baseado nas fontes citadas, sendo que na " Revista Cerrado - o que você precisa saber para preservá-lo", a matéria é uma entrevista muito interessante com o professor da UFG Divino Brandão, um estudioso das diversas espécies de cupins.

Pirá-brasília

Pirá-brasília – o peixe anual da capital federal
É um peixe que só aparece de ano em ano e é uma espécie ameaçada de extinção. Ele vive no Planalto Central, mais especificamente na capital do Brasil, em lagoas que se formam uma vez por ano, no período das chuvas, entre janeiro e agosto. Depois, essas extensões de água secam e ele some, mas deixa um rastro que quase ninguém percebe. Um ano depois, reaparece, como que por encanto. Esse é o pirá-brasília, o chamado peixe anual da capital federal.
Mas como isso acontece?
Quando as chuvas param, os brejos começam a secar na região e o pirá-brasília, que só existe no Distrito Federal, acaba morrendo. Nesse momento, ocorre algo bastante interessante... Antes de darem os últimos suspiros esses animais enterram seus ovos no solo, e eles permanecem ali, esperando a próxima estação das chuvas. Os ovos, que já estavam enterrados na terra seca, depois de um ano, na presença de água, eclodem e os alevinos – como são chamados os peixes recém-nascidos – rapidamente se desenvolvem. E assim nasce uma nova leva de pirá-brasília!
Os machos e as fêmeas apresentam características bem diferentes. As fêmeas são castanho-claras, com uma ou duas manchas pretas no meio do corpo e têm nadadeiras transparentes. Os machos são vermelhos, com faixas azul-metálicas próximas à cabeça e têm pintas da mesma cor no resto do corpo e nas nadadeiras.

Fonte:
Texto de:
Pedro De Podestà Uchôa de Aquino
Departamento de Zoologia
Universidade de Brasília
http://cienciahoje.uol.com.br/145015
Acesso em: 24/08/09
Obs: Visitando o site acima você verá a matéria completa, além de um vídeo do mesmo autor do texto e também imagens.

Porquinho da Índia


Porquinho da Índia

O porquinho da Índia ("Cavia porcellus") (ou preá, preá da Índia) é um roedor sul-americano da família dos caviídeos, existindo atualmente apenas como animal doméstico.
Apesar do seu nome comum, o porquinho da Índia não é suíno, nem tampouco indiano. Seu nome se deve a um erro de navegação: à época das grandes navegações, quando os europeus chegaram à América, buscando um novo caminho para as Índias, encontraram o pequeno animal, que era chamado pelo nativos de "Cui", por causa de seus grito curto parecido com o dos porcos. Os navegantes gostaram dele e o adotaram como mascote, levando-o para a Europa com um nome equivocado: porquinho da Índia.
Os porquinhos da Índia tornaram-se moda, ao chegarem à Espanha, espalhando-se então por toda a Europa, como animais de estimação.

Com relação ao seu nome em língua inglesa, "guinea pig", existem duas teorias:

* a de que as embarcações inglesas por fazerem escala na costa da Guiné, deram às pessoas a ideia de que os animais eram originários daquela região (e não da costa pacífica sul-americana); e
* ao preço cobrado pelos marinheiros ingleses pelos animais, um guinéu, moeda de ouro utilizada à época.

Desde o século XIX estes roedores vem sendo utilizados em estudos experimentais de laboratório, por isso são também conhecidos como cobaias, termo que, por vezes, também é utilizado para designar os hamsters.
Os porquinhos-da-Índia vivem de quatro a oito anos e podem reproduzir-se ao longo de todo o ano, gerando dois a cinco filhotes por ninhada. Para o primeiro acasalamento, recomenda-se que o macho tenha de três a quatro meses e as fêmeas de três a sete meses (jamais depois de sete meses). O período de gestação é de 59 a 72 dias, sendo a média de 62 dias. O tamanho dos filhotes, ao nascer, é de 7,62 cm. A idade ideal para o desmame é de 3 semanas.

Os machos chegam a pesar entre 1 kg e 1,2 kg e a medir 25 cm quando adultos. Já as fêmeas são mais leves, com aproximadamente 20 cm de comprimento e com entre 800 e 900 g de peso.

São animais vivazes e dóceis, raramente mordendo, o que pode ocorrer somente ao se sentirem ameaçados. Adaptam-se bem ao cativeiro e são alimentados com ração de coelho peletizada, feno ou capim, legumes (exceto alface, que pode causar-lhe diarréia) e frutas frescas. Recomenda-se a introdução do brócolis e da couve-flor na sua alimentação, por causa da quantidade de vitamina C que oferecem. Alimentos novos devem ser apresentados aos poucos, um de cada vez, observando sua reação.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Porquinho-da-%C3%ADndia
Acesso em 24/09/09

Para mais informações sobre o porquinho da Índia, acesse os sites abaixo:
http://www.bicharada.net/animais/animais.php?gid=15
http://br.geocities.com/vidaanimall/animais/roedores/porquinho.htm
http://www.saudeanimal.com.br/artigo87.htm
http://www.cuicui.com.br/porquinhos.asp
http://animais.clix.pt/topicos.php?bid=52
http://www.petsbr.com/?p=898

O cardápio dos morcegos

A alimentação dos morcegos

Os morcegos, são popularmente e erroneamente conhecidos como chupadores de sangue. Muitas pessoas, matam de forma indiscriminada os morcegos que encontram, por medo. Porém os morcegos não se alimentam só de sangue. Entre os mamíferos, os morcegos são o grupo com dieta mais diversa. Quanto à alimentação, eles podem ser classificados como:
  • Insetívoros - possuem sistema bastante apurado para caçar besouros, moscas, grilos, aranhas, escorpiões, entre outros. Calcula-se que eles possam comer quase a metade de sua massa em insetos a cada noite.
  • Frugívoros - têm dieta variada de frutos silvestres como figos, bananas, manga e outros.
  • Nectarívoros - aliemtam-se, principalmente, de néctar e pólen; são chamados morcegos beija-flores.
  • Carnívoros - comem rãs, lagartixas, ratos, aves e outros animais. Alguns completam sua dieta com frutos e insetos.
  • Piscívoros - poucas espécies têm o hábito de comer peixes. As que o fazem, chegam a comer trinta ou quarenta peixes pequenos.
  • Hematófagos - os conhecidos morcegos-vampiros fazem um corte pequeno na sua vítima, que sangra pela ação de um poderoso anticoagulante presente na saliva do vampiro. Esses morcegos lambem o sangue e chegam a consumir 30 ml por noite.
Apesar da possibilidade de transmissão da raiva para os seres humanos e para os animais domésticos, é preciso ressaltar que os morcegos são necessários para o equilíbrio ambiental: os insetívoros são muito importantes para o controle da população de insetos, os fugívoros auxiliam a dispersão de sementes e os nectarívoros ajudam na polinização. Também os hematófagos são utilizados pela medicina para a obtenção de substâncias anticoagulantes.

Fonte:
Ciência Hoje das Crianças n.106, set.2000 p.5
IN: Ciências: Projeto Pitanguá. Organizadora: Editora Moderna. Editor responsável: José Luiz Carvalho da Cruz. 2.ed. São Paulo: Moderna, 2008.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Poema: Porquinho da Índia


Porquinho-da-Índia

Poema de Manuel Bandeira

Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração eu tinha
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não se importava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.

Fonte: http://www.lainsignia.org/2005/enero/cul_027.htm Acesso em: 27/09/09

Veja logo abaixo um vídeo meu:

video

É um animalzinho muito dócil que encanta adultos e crianças. Aí no vídeo, a mãe e uma filhotinha que nasceu hoje (27/09/09).

Veja também matéria sobre o porquinho da Índia como animal de estimação, clicando em: http://capi2.blogspot.com/2006/10/porquinhos-da-ndia-animal-de-estimao.html

Morceguinho do Cerrado

Morceguinho do cerrado - Lonchophylla dekeyseri
Foto: Daniela Coelho
O morceguinho do cerrado é uma espécie endêmica do cerrado que pesa entre 10 e 12 gramas, apresenta pelagem parda amarelada. Seu focinho é alongado, a língua é comprida e a cauda é curta. O animal pode ser encontrado na região do Distrito Federal, Serra do Cipó em Minas Gerais e Sete Cidades no Piauí, e vive tanto em ambientes naturais ou rurais como em ambientes urbanos. Possui modificações para utilizare néctar e pólem das plantas, mas pode também predar insetos. Porém, são espécies frágeis e que tem suscetibilidade para a extinção.
Sua dieta é composta de insetos, recursos florais e frutos. As plantas identificadas como recurso alimentar do morceguinho do cerrado são embiruçu-do-cerrado
( Pseudobombax longiflorum), pata-de-vaca (Bauhinia cf angulicaulis), açoita-cavalo (Luehea grandiflora) e jatobá-da-mata (Hymenaea stilbocarpa), que florescem no período da seca.

Para conhecer mais visite o link: http://cerradobrasil.cpac.embrapa.br/

Fonte:
AGUIAR, L.M.S.; MAURO, R.A.; Morceguinho do cerrado - Lonchophylla dekeyseri. Fauna e Flora do Cerrado, Campo Grande, Agosto 2004. Disponível em: < http://www.cnpgc.embrapa.br/rodiney/~series/fauna/morceguinho.html >. Acesso em: < -->4 , Outubro > 09 .

Cuxiú-preto


Cuxiú-preto
Chiropotes satanas

O cuxiú-preto é um macaco único. A maior parte de seu corpo é preto. Tem um rabo peludo e comprido. Mede cerca de 40 cm de comprimento de corpo e 40 cm de cauda. No queixo, tanto os machos quanto as fêmeas tem uma barba grossa. O seu peso médio é de 3 a 4 quilos. É encontrado em parte da Amazônia, no leste do estado do Pará e no oeste do estado do Maranhão. Ele habita áreas de florestas, com árvores altas e está ameaçado de extinção. Desloca-se rapidamente durante todo o dia pelas copas de árvores altas, em busca de comida: flores, brotos, insetos, aranhas e frutas. Dos frutos, o cuxiú gosta é das sementes, quando elas ainda estão verdes e macias.
É um animal veloz e arisco, o que facilita sua fuga de qualquer um que tenta se aproximar. A espécie vive em grandes grupos, com até 40 indivíduos, onde o número de machos e fêmeas é bem equilibrado.
O desmatamento e destruição das matas onde mora o cuxiú-preto são grandes ameaças à espécie. Ele também é caçado por causa de sua carne, que é usada para a alimentação e por causa de seu rabo que é vendido como espanador.

Para saber mais sobre o macaco cuxiú-preto, clique nos links:
http://animais.bicodocorvo.com.br/informacoes/mamiferos/pequenos/cuxiu-preto
http://www.anda.jor.br/?p=32347
http://portalamazonia.globo.com/pscript/amazoniadeaaz/artigoAZ.php?idAz=838
Acesso em 07/06/2010

Fontes:
Os links acima e Revista Ciência Hoje das Crianças
Nº 207, de Novembro de 2009
Página 16
Texto de Liza M. Veiga e Iran Veiga
(adaptado e com cortes)

Sapo

É descrita uma nova espécie de sapo do cerrado

Batizado de Chaunus veredas, uma nova espécie de sapo foi identificada no sudoeste baiano.
O novo sapo habita regiões de cerrado ( predominantemente formações abertas de cerrado e áreas de solos arenosos). Na época de seca, ele permanece enterrado e só sai nas estações chuvosas, para se alimentar e se reproduzir.
Encontrado em 2002 por Reuber Brandão - herpetólogo do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UNB), o novo sapo se diferencia de outros espécies de sapos.
Os animais dessa nova espécie alimentam-se de invertebrados, assim como
os outros representantes do grupo marinus , que agrega diversas espécies de sapo-cururu. Os machos apresentam coloração amarelada distribuída de forma homogênea e podem medir de 8,7 a 11 cm. Já as fêmeas têm o corpo com padrão marmoreado nas cores marron-atijolado e verde-água ou azul-piscina e podem medir de 8,3 a 11,8 cm.
Essa é uma evidência de que o bioma Cerrado possui uma biodiversidade muito grande e de que é preciso mais estudos para revelar a grande riqueza que pode existir no bioma.

Para ler a matéria na íntegra, acesse o site abaixo.

Fonte:
Ciência Hoje On-line
Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/97438
Acesso em 20/10/09

Em favor dos animais

Pele artificial é desenvolvida pela USP
Uma pele artificial desenvolvida por professores da Universidade de São Paulo (USP) pode ser uma saída para reduzir a utilização de animais como cobaias em testes de cosméticos e farmacológicos. O uso de peles artificiais vem sendo uma tendência mundial, agora o Brasil, que antes tinha que importar a tecnologia ou mandar as fórmulas para serem testadas no exterior, desenvolveu tecnologia própria.
A pele artificial criada pela USP apresenta uma estrutura completa com três elementos: o melanócito, responsável pela pigmentação; o queratinócito, que cuida da proteção; e o fibroblasto, que são células presentes na segunda camada da pele, a derme.
Com esta tecnologia, testes de cosméticos, como protetores solares e cremes para tratar rugas, não precisarão mais ser feitos em animais, minimizando o sofrimento dos bichos.
Além de poupar as cobaias, o que é tido como imoral e antiético pelos defensores dos animais, outro fator que motivou os cientistas da USP pelo invento é o de que os resultados obtidos com a pele artificial são mais seguros. E assim, não corre-se o risco de, após ser lançado no mercado, o produto causar danos às pessoas.
A pele criada pela USP é concebida a partir de tecidos humanos oriundos de cirurgias plásticas no próprio hospital da universidade. A partir daí, esses materiais são cultivados em laboratório onde os tecidos são preparados para os testes farmacológicos.

Fonte:
Jornal Tribuna do Planalto
Edição nº 1194, de 25 a 31 de outubro de 2009
Suplemento: Escola nº 441 página 3