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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Vídeos do Projeto Guardiões da Biosfera


Guardiões da Biosfera - Cerrado

O material com o título acima é muito interessante e encontrei pesquisando sobre o Cerrado na Internet. Faz parte do projeto "Guardiões da Biosfera" - uma série de vídeos de animação sobre os biomas brasileiros. Os vídeos são destinados às escolas de todo o Brasil. É um desenho digital 100% brasileiro, que beneficia crianças do ensino fundamental, que poderão aprender sobre os diversos biomas do Brasil, as características de sua flora e fauna e o que é preciso para preservá-las. Os vídeos fazem parte da programação da TV Escola e são transmitidos para escolas brasileiras, em parceria com o MEC. Cada bioma é apresentado através de desenho animado. O site do projeto trazia, além dos vídeos, materiais de apoio sobre cada bioma para que o professor possa trabalhar os biomas brasileiros.

No site, o material era colocado como destinado a alunos de 1ª a 4ª séries, mas dependendo da abordagem do professor, creio que pode ser utilizado também com alunos de todo o ensino fundamental.
Para ter acesso a todo o material e aos vídeos era necessário visitar o site do Projeto Guardiões da Biosfera. Mas infelizmente o site não está mais disponível.

Porém a boa notícia é que no You Tube é possível assistir vários episódios. Veja clicando aqui. Ou indo diretamente no link: https://www.youtube.com/watch?v=SCcYxzxUJ1w&list=PL7pmFTP8SwSbT8A9D7R1xYGgBK-uJsCpZ


Cerrado - Episódio I




Cerrado - Episódio II



 Fontes:

http://www.guardioesdabiosfera.com.br
http://guardioesdabiosfera.com.br/
http://planetasustentavel.abril.com.br/planetinha/videos/conteudo_planetinha_410601.shtml
http://planetasustentavel.abril.com.br/planetinha/videos/conteudo_planetinha_275705.shtml
http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/1882

Acesso em: 15/09/2009. OBS: Infelizmente esses links não funcionam mais.

Postagem atualizada em: 11/02/2019

quarta-feira, 8 de junho de 2016

O Cerrado em quadrinhos

Cerrado em quadrinhos
Encontrei recentemente na Internet, um trabalho bem interessante sobre o Cerrado: quadrinhos! Trata-se do trabalho do desenhista e geógrafo Evandro Alves, que possui o seu próprio blog , o Alvescomics e participa como colaborador do Projeto Canta Cantos.
Os quadrinhos sobre o Cerrado fazem parte do seu trabalho de conclusão de curso (Geografia pela UFMG), uma monografia sobre o Cerrado, com orientação do Professor Dr. Bernardo Gontijo.
Em seu trabalho sobre o Cerrado, Alves trata das fitofisionomias, da ocupação, das questões ambientais e da importância da educação ambiental para a preservação do Cerrado. Faz um levantamento do histórico das Histórias em Quadrinhos e sua relação com a educação. Sua proposta é uma educação ambiental através da história em quadrinhos e seu objetivo é chamar a atenção para os problemas do Cerrado, principalmente para a questão da "destruição silenciosa do bioma Cerrado". E para isso ele usa 20 tiras de humor, com personagens como o Manuelzinho-da-croa, Jonas - a ema EMO e seu Damião, criados por ele para dar vida à sua história e chamar a atenção para a destruição que está contecendo com o bioma. Cada tira trata de um assunto e traz uma proposta metodológica que pode servir de ponto de partida para que os professores possam utilizá-las em sala de aula. Muito interessante. Vale a pena conferir!

Esta imagem acima é uma reportagem publicada no Boletim da UFMG que pode ser conferido clicando na imagem acima e em:
http://www.ufmg.br/boletim/bol1657/8.shtml
e em:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhl1BnT-paBXVreyW0ih3n6DfJFoz9OA1S7bYRrvQJ3gTHsaaSfxHH983bJEv87HGB-AUGh4lhQOKGgyR6oP4EYgi8p-LXcfejRcJszyQsYM1n0HxD82MIDQAV8zTK-Mfl5dkbO7ENT5M/s1600-h/boletim2.jpg

Para conferir todo o material, entrei em contato com o autor, que me informou onde é possível adquirir o material. Para acessar clique aqui.

Meus agradecimentos e os parabéns ao Alves, pelo trabalho!
O Cerrado precisa de mais gente assim!

Postagem atualizada em 08/06/2016

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Extinção

Extinção
Sylvio Luiz Panza

Como será que vai ser
no futuro lá adiante?
Será que ainda vai haver
animais como o elefante?

Como será que vai ser
no futuro sem floresta?
Será que a vida vai ser
mais bonita do que esta?

Como será que vai ser
não ter animais por perto?
Não ter verde, flores, frutos,
será viver num deserto!

É por isso que é importante
renovar o sentimento
de cuidar de nossas matas
com o reflorestamento.

Mas nem tudo está perdido,
isso eu sei, tenho certeza,
se cuidarmos com carinho
desta nossa natureza!

Sylvio Luiz Panza nasceu em São Paulo, em 1965. É autor de diversos livros infantis. Em Ecologia em quadrinhos, editado pela FTD, ele faz versos pela conservação da natureza.

Fonte: 
Revista Ciência Hoje das Crianças nº 214
Julho de 2010, Capa.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Projeto Malha

Projeto Malha pretende evitar mortes de animais nas estradas

Lançado em setembro de 2013 pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Projeto Malha é a primeira grande iniciativa que visa reduzir os impactos de rodovias e ferrovias nas mortes de animais identificando as áreas críticas em todo o território nacional. Com um banco de dados preciso, revelando regiões e espécies mais atingidas, o CBEE pretende propor ações efetivas para reduzir os atropelamentos, como instalação de túneis, redes de proteção, passarelas ou até cordas que possam ser utilizadas por animais que vivem nas árvores. 

Aves

O CBEE estima que 475 milhões de animais silvestres são atropelados anualmente, 15 a cada segundo, nos 1,7 milhão de quilômetros da malha viária brasileira. Aves são as mais atingidas, seguidas de mamíferos. Em Goiás, espécies ameaçadas  de extinção como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira são vítimas em potencial. Como em qualquer parte do país, não há uma estatística confiável em Goiás sobre o tema. Este ano, até 21 de maio, chegaram ao Centro de Triagem de animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e recursos Naturais (Ibama), 58 animais que sobreviveram ao impacto com veículos nas estradas goianas, 34 deles são aves. 
O Núcleo de Educação Ambiental do Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar também confirma a dificuldade de estimar a dizimação da fauna por atropelamento. A unidade costuma recolher animais mortos às margens de estradas e, após o processo de taxidermia, expõe em eventos, como a Exposição Agropecuária, por exemplo, para orientar a população sobre a preservação das espécies. Até mesmo uma rara onça preta integra a coleção do Núcleo de Educação Ambiental. 

Aplicativo
Fonte da imagem: Google Play

Com o uso da tecnologia, o coordenador do Projeto Malha, professor de ecologia da UFLA, Alex Bager, pretende montar uma grande rede brasileira de monitoramento. Desde abril, o Urubu Mobile, um aplicativo gratuito, por enquanto disponível para Android e Google Play, pode ser baixado por qualquer pessoa. Popularizado e utilizado, o aplicativo vai ajudar a criar o Banco de Dados Brasileiro de Atropelamento de Fauna Selvagem (Bafs) e contribuir para a formulação de políticas públicas que garantam a preservação da fauna em todos os Estados brasileiros. "A ideia é que qualquer pessoa baixe o aplicativo e o utilize por aí: motoristas de caminhão, taxistas, motoristas de ônibus, pessoas que costumam trafegar pelas estradas do Páis de um modo geral. Está sendo estabelecida a maior rede colaborativa de monitoramento de fauna que o Brasil já presenciou", diz Alex Bager. 

Aplicativo auxilia nos registros

Qualquer pessoa que tenha um celular inteligente ou tablet poderá baixar o aplicativo Urubu Mobile e colaborar com a coleta de dados sobre animais silvestres atropelados. Ao encontrar um animal morto na estrada a pessoa abre o aplicativo, fotografa e automaticamente a imagem é georreferenciada. Quando encontrar o sinal de uma rede wireless a imagem é enviada. Antes de ser incluída no banco de dados a foto é analisada por cinco especialistas que identificam a espécie. Sua finalidade não inclui atropelamento de animais domésticos (cães, gatos, vacas ou galinhas) e de humanos. 
Estudos no campo de Ecologia de Estradas realizados nos Estados Unidos mostram relação entre a implantação de uma rodovia e o declínio na diversidade genética da população de fauna  nos fragmentos que foram cortados pelo trecho. No Brasil, a inserção de medidas para a proteção à fauna silvestre em relação a atropelamentos em rodovias é uma prática relativamente recente. Sem planejamento, rodovias funcionam como barreiras ecológicas. Alex Bager, do Projeto Malha, ressalta que gestores públicos devem levar em consideração o atropelamento de fauna e a paisagem. "Isso torna a medida mitigadora estrutural mais econômica do que instalá-la após a rodovia construída."

Flora de Silvânia adere ao Projeto Malha

Em Goiás, até o momento, a única instituição pública que aderiu ao Projeto Malha foi a Floresta Nacional (Flona) de Silvânia. Servidores da unidade de conservação monitoram dois trechos de estradas que cortam o município: 30, 5 quilômetros da GO-010 (pavimentada) e 12 quilômetros da GO-437 (terra). De 30 de setembro de 2013 até 12 de maio de 2014, foram registradas na região 144 ocorrências de atropelamento de fauna silvestre, sendo 131 na primeira e 13 na segunda. 

Fonte: 
Texto (incompleto)de Malu Longo, 
Jornal O Popular, de 25 de maio de 2014, página 4.
E clicando aqui, você poderá instalar o aplicativo em seu smarphone ou tablet.


terça-feira, 20 de maio de 2014

O venenoso Peixe-leão é encontrado no Brasil

O venenoso Peixe-leão é encontrado no Brasil


No dia 10/05/2014, mergulhadores encontraram um exemplar do peixe-leão (Pterois volitans) em Arraial do Cabo, na região dos lagos, no Rio de Janeiro. Na terça, pesquisadores realizaram uma operação para capturar o animal que foi enviado ao Laboratório de Ecologia e Conservação de Ambientes Recifais da Universidade Federal Fluminense (LECAR-UFF).

Dono de um apetite feroz, o Pterois volitans é originário da região oceânica do Indo-Pacífico que foi introduzido de maneira acidental nas ilhas do Caribe. Venenoso e sem predador no local, se transformou numa praga que dizimou (e dizima) centenas de peixes menores e crustáceos. Por isso, a notícia de que um exemplar tenha sido avistado na costa brasileira preocupa especialistas.

De acordo com a Associação das Empresas de Mergulho Recreativo, Turístico e de Lazer de Arraial do Cabo (AMA), cuja equipe participou da captura da espécie, o próximo passo é esperar o relatório que os pesquisadores da UFF farão para tentar identificar como o animal chegou no país e se ele é o único.

Fonte:
((O)) eco
Acesso em 20/05/2014
Veja mais no site do ((O)) eco
Veja também outra matéria sobre o peixe-leão no mesmo site:  ((O)) eco


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Veado-catingueiro

Veado-catingueiro
Mazama gouazoubira


O veado-catingueiro (Mazama gouazoubira) é, provavelmente, a espécie de cervídeo mais abundante do Brasil, presente em todos os seus biomas. Por essa razão, é reconhecida por uma variedade de nomes, tais como: veado-virá, virá, virote, guaçutinga, guaçucatinga, cabra silvestre, guaçubirá. Também é encontrado desde o México até a Argentina, onde recebe os nomes de corzuela común, corzuela parda, guazu, guazu virá.

Bem adaptável, o Mazama gouzazoubira pode habitar áreas altamente modificadas pelo homem, o que explica a sua abundância: provavelmente, a própria ação humana tenha beneficiado a espécie em algumas localidades, pela remoção da floresta originalmente presente em grande parte de sua área de distribuição, o que permitiria seu avanço sobre áreas antes indisponíveis. Importante ressaltar que esta é uma característica preocupante, já que dá à espécie um alto potencial invasor, pois vai competir com vantagem sobre os habitats de outras espécies do gênero Mazama, que são menos competitivas e ecologicamente mais próximas (isto é, mais raras).

O catingueiro é um cervo de pequeno porte, pesando em torno de 18 Kg, com altura média de 50 a 65 cm e entre 88,2 e 106 cm de comprimento. A coloração geral dos indivíduos é extremamente variável, podendo ir do cinza escuro até o marrom avermelhado. A região ventral é mais clara, com áreas brancas na parte inferior da cauda e face interna da orelha. A maioria dos indivíduos tem uma pinta branca acima dos olhos, que é característica exclusiva dessa espécie. Os chifres, quando presentes, não são ramificados, possuem entre 6 e 12 cm de comprimento.

Ele parece evitar florestas altas, preferindo áreas de vegetação densa como capoeiras, bordas de mata e matas em regeneração inicial. Sua grande flexibilidade ecológica – como já observado – também permite que ocupe áreas modificadas pelo homem e áreas agrícolas como: canaviais e plantios comerciais de eucalipto e pinheiro.

São animais geralmente diurnos e solitários, mas podem formar pequenos grupos em período de escassez de alimentos ou na época de acasalamento. Demonstram um comportamento fortemente territorialista, com marcação de território feita principalmente pelos machos através do uso de sinais odoríferos e visuais (exemplos: retirada de cascas de árvores com os incisivos inferiores, a deposição de fezes e urina ou a sinalização através de glândulas odoríferas). Apesar disto, são tímidos e esquivos, presas constantes de onças – onça-pintada (Panthera onca) e a onça-parda (Puma concolor) são seus principais predadores –, pumas, cachorros-do-mato e principalmente do homem.

Alimentam-se de frutas, flores e folha. Embora a disponibilidade de alimentos ao longo do ano afeta diretamente a reprodução dos cervídeos, o veado-catingueiro ainda é capaz de se reproduzir em todos os meses do ano, mesmo quando há escassez periódica. Uma fêmea pode ter duas ninhadas em um mesmo ano. A gestação dura cerca de 7 meses e gera um filhote por vez. Os filhotes com pintas brancas na pelagem que começam a desaparecer do quarto até o sexto mês. Os pequenos ficam escondidos na vegetação densa nas primeiras semanas de vida e permanecem com a mãe durante oito meses ou até o nascimento da próxima cria. A desmama ocorre por volta do 3° ao 4° mês de vida.

Embora a espécie apresente tendência de ampliação de área de ocorrência e da área de ocupação, e uma população total de indivíduos maduros maior que 10 mil indivíduos, em razão da destruição de hábitat, por doenças transmitidas por animais domésticos (zoonoses) e à caça, a espécie já está presente na lista de Referência da Fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul, na categoria de "vulnerável" e na lista das espécies ameaçadas de extinção do estado do Rio de Janeiro, como "em perigo". Mesmo assim, pela característica da abundância é globalmente avaliada como MenosPreocupante (LC) pela IUCN e pelo ICMBio.

Acesso em 19/05/2014


sábado, 17 de maio de 2014

Gestão comunitária está salvando o pirarucu na Guiana

Gestão comunitária está salvando o pirarucu na Guiana

A quantidade de pirarucus na Guiana (Arapaima arapaima) está se recuperando graças a um plano de gestão comunitário que envolve o governo, comunidades indígenas e organizações ambientais. Durante um período de aproximadamente 10 anos, o número de pirarucus adulto com mais de 1 metro de comprimento passou de 400 para mais de 5.000 peixes, de acordo com as contagens feitas pelas comunidades da região do Rupununi. Um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu é um gigante que atinge comprimentos de até 3 metros e pode pesar 250 quilos. Estes peixes passam até 20 minutos debaixo de água, mas precisam completar seu suprimento de oxigênio indo à superfície para respirar. Esta capacidade advém de bexigas natatórias modificadas, que funcionam como pulmões e é especialmente usada durante a estação seca, quando as águas estão baixas e pobres em oxigênio. Entretanto, vir à superfície torna-os alvos fáceis para os pescadores. Na Guiana, pirarucus são protegidos por lei, junto com o jacaré-açu (Melanosuchus niger), a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), e a ariranha (Pteronura brasiliensis). A espécie está listada pela CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Selvagens Ameaçadas de Fauna e Flora), em seu Anexo II, o que significa que ainda não está ameaçada, mas será a menos que a pesca excessiva termine. Na Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas, a espécie é listada como "Dados Insuficientes" (Data Deficient).
"Até recentemente, ninguém estava prestando atenção ao pirarucu", disse Deidre Jafferally, que participa do plano de manejo do pirarucu desde o seu início. Ela é uma estudante de doutorado ligada ao Centro Internacional Iwokrama, uma das organizações ambientais envolvidas neste projeto de conservação. "Embora já soubéssemos que havia problemas, não havia dados internacionais que apoiassem esta conclusão, porque faltava uma metodologia de contagem dos peixes".
Por volta de 2001, verificou-se que a sobrevivência da espécie estava ameaçada, pois as primeiras contagens revelaram o declínio das populações de pirarucu. Embora a redução tenha sido detectada na década de 1990, os pesquisadores acreditam que ela é resultado de um período de 30 ou 40 anos de pesca excessiva. Os relatos indígenas confirmaram as impressões dos pesquisadores e deram impulso para criar um plano de manejo. Organizações ambientais como a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e WWF Guiana (World Wildlife Fund Guianas) forneceram os recursos em um total de 122 mil dólares para o desenvolvimento e execução do plano de gestão do pirarucu.
No entanto, enquanto o pirarucu ressurge, a receita advinda da pesca sustentável ainda não alcançou o vulto previsto, o que levou os moradores a pedir mudanças no plano.
Rebecca Xavier é uma indígena da tribo Wapishana, da Guiana. Ela vem da aldeia de Wowetta, uma das comunidades indígenas do Rupununi do Norte. "Em 2011, fiz parte do projeto de contagem do pirarucu. Eu trabalhava como assistente do gerente do projeto, um trabalho que pagava um salário mensal e que me manteve por um ano", disse ela.
No entanto, ela diz que o dinheiro gerado a partir da venda de carne de pirarucu, nas quantidades permitidas pelo plano de manejo, não é suficiente para os habitantes de Wowetta, uma aldeia com população de cerca de 330 pessoas. "Esta comunidade não tem realmente se beneficiado com o projeto, apesar do crescimento da população de pirarucus", disse Xavier.
No início, prometeu-se aos moradores que cada comunidade iria ganhar perto de $1 milhão em dólar da Guiana (equivalente a 5 mil dólares americanos) por ano com a venda de carne de pirarucu. Mas Xavier disse que nenhuma das aldeias, incluindo a sua própria, fez dinheiro substancial com a implementação do plano devido ao baixo percentual de pesca permitida. O número de peixes pescados foi uma fração do inicialmente previsto e a receita produzida com a venda, insignificante.
"Estamos vendo mais pirarucu nos rios e lagos", disse Michael Williams, coordenador de implementação do plano e também membro de uma das comunidades envolvidas. Segundo ele, o retorno financeiro decepcionante para as aldeias fez com que pedissem mudanças no plano, de modo a aumentar a taxa de captura permitida, na medida em que a população de pirarucus aumenta.
Surgiram também novas ideias. O plano original só englobava a pesca e venda da carne. Hoje, as comunidades pensam em outros negócios potenciais como a pesca desportiva e a aquicultura.

Fonte : 
((O)) eco
Acesso em: 17/05/2014.
Veja a matéria completa no site do ((O)) eco, clicando aqui.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Países se unem contra tráfico de animais silvestres

Países se unem contra tráfico de animais silvestres

Líderes de 46 países se comprometeram a ‘“tomar ações decisivas e urgentes” para combater o tráfico internacional de espécies selvagens. A “Declaração de Londres” foi assinada essa semana, na capital inglesa, após dois dias de negociações a portas fechadas. Entre as medidas que as nações se comprometeram a adotar estão ações para erradicar o mercado de produtos oriundos da caça ilegal, acordos para fortalecer a aplicação das leis e promoção de alternativas sustentáveis para a sobrevivência e o engajamento das populações locais na luta contra a caça ilegal de animais selvagens.

A reunião foi acompanhada por organizações não-governamentais que lutam contra o tráfico internacional de espécies e também por instituições que podem agir ou oferecer recursos para combater esse tipo de crime. O Fundo Mundial para o Meio Ambiente (WWF) e a Traffic, rede internacional que monitora o tráfico de animais e plantas, divulgaram uma nota onde acolhem a declaração. Segundo as organizações, o documento reconhece as graves consequências econômicas, sociais e ambientais do  tráfico internacional da fauna e da flora, destacando que a caça ilegal e o tráfico estão sendo controlados por organizações criminosas que minam o estado de direito, a boa governança e encorajam a corrupção.

Para a conselheira-chefe para espécies do WWF do Reino Unido, Heather Sohl, os governos que assinaram a declaração enviaram uma forte mensagem: “Crime contra a vida selvagem é um crime sério e tem que ser interrompido. Esse tráfico assola populações de espécies, mas também tira a vida de guardas-florestais, impede o desenvolvimento econômico dos países e desestabiliza a sociedade por meio da corrupção”, afirmou. Heather Sohl acrescentou que existe uma crise que precisa de atenção global urgente. Para ela é preciso garantir apoio político para a nomeação de um representante especial das Nações Unidas para tratar do tema.


Entre os países que assinaram a declaração estão alguns dos mais impactados pela caça ilegal de elefantes, como a República Democrática do Congo, o Gabão, o Quênia e a Tanzânia. Outros países, que representam pontos de passagem do marfim que vai da África para a Ásia assinaram, como Togo, Filipinas, Malásia e, o maior mercado ilegal do marfim, a China. África do Sul, Moçambique e Vietnã, afetados pela caça dos rinocerontes, também participaram das negociações e aceitaram o acordo.

Fonte:
((O)) eco
Acesso em 16/05/2014

Veja matéria completa no site do Eco, clicando aqui.

terça-feira, 18 de março de 2014

Peixes: nossos aliados contra mosquitos

Os peixes podem ser nossos aliados contra mosquitos

Embora sejam transmissores de doenças graves como dengue, malária e febre amarela, os mosquitos, assim como todos os seres vivos são importantes para o equilíbrio dos ecossistemas. Eles atuam como polinizadores, ajudando na reprodução de inúmeras plantas e servem de alimento para aves, anfíbios e outros animais. Por isso não queremos o fim dos mosquitos, mas também não queremos ser o alvo de suas picadas. Podemos evitar a proliferação de desses insetos se mantivermos fechados os reservatórios de água, como poços e caixa d'água; se não deixarmos acumular água em latas, pneus e garrafas; se substituirmos a água de vasos de plantas por areia; se lavarmos os bebedouros dos animais domésticos uma vez por semana; e, também se criarmos peixes!!O usos de peixinhos é uma forma interessante de combate aos mosquitos!! Essa estratégia tem sido utilizada em diversas cidades brasileiras com sucesso. Segundo os pesquisadores, mais de 250 espécies de peixes se alimentam das larvas de mosquito e algumas chegam a comer centenas delas em apenas um dia!! Por esta razão, criar peixinhos tem se revelado uma boa alternativa de controle biológico em todo o mundo. 
Há porém, certos cuidados a serem tomados na criação de peixes com esse propósito. O principal é que não devemos colocá-los em reservatórios de água para consumo humano, pois peixes também carregam micróbios e outros organismos que podem causar doenças aos seres humanos. Outro ponto importante é que nem sempre as pessoas criam peixes nativos da região onde vivem, o que pode ser um problema, caso eles sejam lançados em rios e lagos. Como não pertencem à fauna da região, eles podem se reproduzir bastante, competir com os peixes nativos e levá-los à extinção. 

Fonte: 
Revista Ciência Hoje das Crianças nº 253
Janeiro/Fevereiro de 2014, pág. 19
Texto (adaptado) de: 
Jean Carlos Miranda
Departamento de Ciências Exatas, Biológicas e da Terra,
Universidade Federal  Fluminense.
Cláudio Eduardo de Azevedo e Silva,
Instituto de Biofísica, 
Universidade Federal do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Chupin

Chupin
Molothrus bonariensis

 O chupim (Molothrus bonariensis) é uma ave passeriforme da família Icteridae. Os machos de tais animais possuem uma coloração aparentemente preta, mas quando expostos ao sol, brilham em um tom azul-violeta, enquanto as fêmeas são mais pardacentas e menos reluzentes. Seu voo é digno e seu canto é lindo. Conseguem se comunicar com sua família e retribuir carinho através de gritos.
Também são conhecidos pelos nomes de anu, anum, arumará, azulão, azulego, boiadeiro, brió, carixo, catre, chopim-gaudério, corixo, curixo, corrixo, corvo, engana-tico, engana-tico-tico, gaudério, godério, godero, gorrixo, grumará, iraúna, maria-preta, negrinho, papa-arroz, parasita, parasito, pássaro-preto, uiraúna, vaqueiro, vira, vira-bosta e vira-vira.
chupim é conhecido pelo hábito de colocar seus ovos no ninho de outras aves, para que as mesmas possam chocá-los, criá-los e alimentá-los como filhotes. Por isso acabou virando sinônimo de aproveitador. São diversas as espécies parasitadas por essa ave, mas a mais comum de se ver alimentando um filhote de chupim, é o tico tico (Zonotrichia capensis), que é uma ave comum em meio as cidades. Registros de Tiê Sangue (Ramphocelus bresilius), Tiê preto, cardeal (Paroaria coronata) dentre tantos outros também já foram feitos.

Fonte: Wikipédia
Acesso em: 28/11/2013

Leia também uma matéria interessante sobre parasitas em ninhos no site do O Eco

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Em favor dos animais

Pele artificial é desenvolvida pela USP
Uma pele artificial desenvolvida por professores da Universidade de São Paulo (USP) pode ser uma saída para reduzir a utilização de animais como cobaias em testes de cosméticos e farmacológicos. O uso de peles artificiais vem sendo uma tendência mundial, agora o Brasil, que antes tinha que importar a tecnologia ou mandar as fórmulas para serem testadas no exterior, desenvolveu tecnologia própria.
A pele artificial criada pela USP apresenta uma estrutura completa com três elementos: o melanócito, responsável pela pigmentação; o queratinócito, que cuida da proteção; e o fibroblasto, que são células presentes na segunda camada da pele, a derme.
Com esta tecnologia, testes de cosméticos, como protetores solares e cremes para tratar rugas, não precisarão mais ser feitos em animais, minimizando o sofrimento dos bichos.
Além de poupar as cobaias, o que é tido como imoral e antiético pelos defensores dos animais, outro fator que motivou os cientistas da USP pelo invento é o de que os resultados obtidos com a pele artificial são mais seguros. E assim, não corre-se o risco de, após ser lançado no mercado, o produto causar danos às pessoas.
A pele criada pela USP é concebida a partir de tecidos humanos oriundos de cirurgias plásticas no próprio hospital da universidade. A partir daí, esses materiais são cultivados em laboratório onde os tecidos são preparados para os testes farmacológicos.

Fonte:
Jornal Tribuna do Planalto
Edição nº 1194, de 25 a 31 de outubro de 2009
Suplemento: Escola nº 441 página 3

Mostra de cinema ambiental do Ibama

Mostra Nacional Ambiental – Caminhos da Sustentabilidade

Na sede do Ibama, em Brasília , acontecerá a Mostra de Cinema Ambiental, de 3 a 7 de novembro, durante a Mostra Nacional Ambiental - Caminhos da Sustentabilidade. É o que diz a notícia no site do Ibama.
"É a Mostra de Cinema Ambiental, que traz a discussão do meio ambiente através da linguagem do cinema, com mais de 80 filmes, nacionais e internacionais. A Mostra de Cinema Ambiental, que terá lugar no Auditório do Ibama, com capacidade para 150 espectadores, acontece de 3 a 7 de novembro, com uma programação variada que vai do início do dia ao final da noite. São 86 títulos em cartaz, que somam cerca de 32 horas de exibição, durante os seis dias do evento. A programação é composta por 9 filmes de longa-metragem, 8 de média-metragem e 69 de curta-metragem, com espaço para documentários, animações, ficções e mesmo experimentais. As produções estão divididas em sessões temáticas que têm como intuito aglutinar temas semelhantes, e mostrar diferentes pontos de vista sobre os mesmos problemas, e como eles acontecem nas diferentes regiões do Brasil. Todos os filmes serão exibidos no formato DVD, com sessões gratuitas. A mostra tem caráter não-competitivo e não possui fins lucrativos."

Veja a notícia na íntegra no site do Ibama, cujo endereço é:

http://www.ibama.gov.br/2009/10/mais-de-80-filmes-sobre-o-meio-ambiente-serao-exibidos-na-mostra-nacional-ambiental/
Acesso em: 02/11/09.

Monitoramento do desmatamento no bioma Cerrado

Infográfico AE

"O Ministério do Meio Ambiente – MMA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama firmaram acordo de cooperação em 2008 para a realização do Programa de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite, que conta com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud."
"Os primeiros dados, preliminares, obtidos pelo Programa foram sobre o bioma Cerrado, e vieram a público no dia 10 de setembro de 2009, por ocasião das comemorações do Dia Nacional do Cerrado, 11 de setembro.
Na ocasião, os dados apontavam um desmatamento para, o período de 2002 a 2008, de 127.564 km2, o que equivale a 6,3% da área total do bioma. Os remanescentes de vegetação até o ano de 2008 somavam aproximadamente 1.044.000 km2, isto é, 51,2 % da área total do bioma, enquanto que as áreas desmatadas equivaliam a 982.000 mil km2, 48,2% da área total.
"

Mas como foram veiculadas notícias na imprensa, informando superestimação dos números, foi feita uma revisão por uma equipe do Ibama, que reviu o desmatamento do Cerrado e realmente encontrou uma diferença significativa para o desmatamento atribuído ao período 2002-2008. E novos dados foram divulgados através da Nota Retificadora sobre o Monitoramento do Desmatamento no bioma Cerrado.

E assim, "O Ibama reafirma sua confiança nos novos dados revisados sobre o desmatamento ocorrido no Bioma Cerrado no período entre 2002 e 2008 e lamenta qualquer inconveniência causada pela divulgação de dados preliminares em setembro que se demonstrou agora estarem sobreestimados em cerca de 33%. Tal como o processo desenvolvido pelo INPE para monitorar os desmatamentos na Amazônia, o monitoramento do desmatamento no bioma Cerrado deverá ao longo dos anos passar por um processo contínuo de aperfeiçoamento. É notório, no entanto, o avanço que este Programa representa para as políticas públicas para a conservação dos biomas brasileiros, pois é a primeira vez que se adota um monitoramento da cobertura vegetal que pretende ser realizado todos os anos para os biomas extra-amazônicos. O Ibama agradece às instituições que apontaram possíveis erros e que contribuíram no processo de revisão dos dados." Leia a matéria na íntegra em: http://www.ecodebate.com.br/2009/11/27/mma-e-ibama-divulgam-nota-retificadora-sobre-o-monitoramento-do-desmatamento-no-bioma-cerrado/

Fonte:
Portal Ecodebate
Disponível em: http://www.ecodebate.com.br/2009/11/27/mma-e-ibama-divulgam-nota-retificadora-sobre-o-monitoramento-do-desmatamento-no-bioma-cerrado/
Acesso em: 29/11/09.

Cativeiro ilegal de animais silvestres

Operação do Ibama no MT flagra cativeiro ilegal de animais silvestres


O Ibama de Barra do Garças (MT), através de sua Gerência Executiva e em parceria com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, apreendeu um arsenal de armamentos na fazenda Pequi - município de Cocalinho.
Na fazenda foi encontrado um criadouro irregular de animais silvestres, sendo apreendidos 38 animais, inclusive uma jaguatirica, que estava debilitada e com a mandíbula fraturada.
Foram encontrados também partes de animais silvestres que ficavam expostas na fazenda, além de armadilhas e viveiros.

Fatos como o relatado acima ( o criadouro ilegal) só ocorrem porque existem pessoas que compram animais silvestres mesmo sabendo que isso é ilegal e que os animais são perseguidos, capturados, ficam em cativeiros em condições precárias, o que provoca a morte de muitos e é uma das causas do risco de extinção de espécies importantes para o meio ambiente.
É preciso conscientizar as pessoas para que não contribuam com esse tipo de ação, não comprando animais silvestres ilegalmente.

O Ibama tem realizado um importante trabalho, mas é preciso que a população também faça a sua parte!

Fonte:
Ecodebate
Disponível em: http://www.ecodebate.com.br/2009/12/02/ibama-flagra-cativeiro-ilegal-de-animais-silvestres-e-apreende-arsenal-no-mt/Acessos em: 04/12/09.

Biologia Sintética

Publicada no Ecodebate, uma matéria interessante. O artigo fala sobre biologia sintética e uma cartilha que é disponibilizada para donwload . Veja uma parte do mesmo, logo abaixo.

"A biologia sintética é uma tecnologia que permite obter um novo código genético usando DNA fabricado, a partir do qual é possível projetar e construir, ou reprogramar, organismos vivos para que executem tarefas diferentes das que seriam naturais.

As grandes empresas transnacionais que controlam agrocombustíveis, sementes (inclusive transgênicas), comercialização de grãos, petróleo, fabricação de automóveis, monocultivos florestais, fabricação de celulose e de produtos farmacêuticos apostam nessa tecnologia.

A biologia sintética oferece uma nova plataforma tecnológica capaz de transformar os setores de alimentação, agricultura, saúde, indústria manufatureira, e toda a natureza. Ela também significa um instrumental mais barato e acessível para construir armas biológicas, patógenos virulentos e organismos artificiais que podem representar graves ameaças para os seres humanos e para o Planeta.

Essa tecnologia permite amplas alianças entre corporações de setores distintos, por exemplo, entre companhias petroleiras, de reflorestamento e do agronegócio, associadas a empresas recentes de biologia sintética.

Já está ocorrendo um massivo e deliberado redirecionamento na economia do planeta, buscando aproveitar ao máximo a produção de biomassa para transformá-la em químicos, combustíveis e novos materiais ‘verdes’ de alto valor. É a chamada ‘economia de carboidratos’ ou ‘economia do açúcar’. O objetivo é substituir recursos fósseis (carvão, petróleo e gás) por carboidratos vivos (plantas) e monetarizar o valor ecológico da flora, fauna e dos chamados ‘serviços ambientais’."

Para baixar diretamente a cartilha, clique aqui.

E para ver a matéria completa visite o site do Ecodebate.

Fonte:
Ecodebate, de 15/03/2010
Acesso em 16/03/2010

Extinção de espécies

Por que devemos nos preocupar com a extinção das espécies?

Os meios de comunicação estão sempre trazendo notícias sobre alguma espécie ameaçada de extinção. Mas o que temos a ver com isso?
A ciência está longe de saber tudo sobre a biodiversidade, isto é, sobre o conjunto de espécies e ecossistemas que existe em nosso planeta. Mesmo sabendo realativamente pouco, as informações que os cientistas têm mostram, cada vez mais, o quanto nós dependemos da natureza em equilíbrio.
As florestas precisam ser preservadas porque têm papel fundamental na distribuição das chuvas, em continenetes inteiros. Sem falar que as matas também protegem o solo contra a erosão, ajudam a fixar nutrientes na terra e umidificam o ar. As áreas de floresta atuam retirando gás carbônico da atmosfera, o que é muito importante para conter o aquecimento global.
Também outros ecossistemas dependem das espécies ( animais e plantas) que vivem nesses ambientes. Assim, todos os seres vivos são importantíssimos para o equilíbrio da Terra.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças
Nº 206, de outubro de 2009
Página 7

Recortes do texto de Anderson Aires Eduardo
Departamento de Ciências Biológicas,
Universidade Estadual de Santa Cruz

terça-feira, 2 de abril de 2013

Relações desarmônicas

A importância das relações desarmônicas

"Na natureza, o predatismo, o parasitismo e a competição geralmente têm ação reguladora nas populações envolvidas; eles impedem que o número de indivíduos aumente demais, a ponto de comprometer o equilíbrio ecológico dos ecossistemas.
Num campo, por exemplo, a ação predadora de cobras impede que os ratos entrem em superpopulação. Se isso ocorresse, os ratos, em grande número poderiam devastar a vegetação de que se alimentam. Sem a vegetação, além dos próprios ratos serem levados à morte pela fome, o solo ficaria exposto à ação das enxurradas, que removeriam a sua parte fértil, dificultando o desenvolvimento de novas plantas nesse local."

Fonte:
Ciências - O Meio Ambiente - 5ª série - pág. 27
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
Editora Ática - 2002

A invasão das águas-vivas pelo mundo

Água-viva imortal
Turritopsis dohrnii
 
   As águas-vivas são criaturas gelatinosas levadas a esmo pelas correntes oceânicas. Estão entre os seres mais temidos e menos compreendidos do planeta. E sua população está explodindo em todo o mundo. Elas não têm garras afiadas; dentes pontiagudos ou mesmo um cérebro, mas são munidas de um arsenal surpreendente. Há milhares de anos as águas-vivas têm evoluído e se transformado no sobrevivente supremo. Elas permeiam todos os oceanos da Terra, prosperando no Ártico e nos trópicos. Num mundo em constante transformação e onde outras espécies lutam para sobreviver, a população da água-viva, potencialmente imortal, capaz de regredir na idade, por meio da regeneração de suas células, está invadindo silenciosamente os oceanos do mundo. Ela pode fazer essa regressão por várias vezes, ainda que, aparentemente, apenas como uma medida de emergência. 
    Do tamanho de uma unha quando totalmemte crescida, a água-viva imortal, de nome científico Turritopsis dohrnii, foi descoberta no mar Mediterrâneo em 1883, mas sua habilidade única não havia sido descoberta até 1990. De acordo com o biólogo Guilherme Domenichelli, a proliferação abundante de uma determinada espécie ocorre em resposta a um desequilíbrio ambiental. As espécies se mantêm equilibradas em quantidades de indivíduos, conforme a cadeia alimentar na natureza, as presas, predadores, bases e topos das cadeias.
    As Turritopsis, quando  estão famintas ou sofrem algum tipo de dano físico, "ao invés da morte certa, [elas] transformam todas as sua células existentes em um estado mais jovem", é o que diz a pesquisadora Maria Pia Miglietta, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, que desenvolveu um estudo sobre a espécie.
     Em seu estudo, a pesquisadora explica que a água-viva torna-se um cisto em forma de bolha, que se desenvolve em uma colônia de pólipos, essencialmente o primeiro estágio na vida das água-vivas. Através da reprodução assexuada, a colônia de pólipos resultante pode gerar centenas de água-vivas geneticamente idênticas, ou seja, cópias perfeitas do original adulto.
Fonte:
Conhecimento Prático - Geografia
Editora Escala Educacional, Abril de 2010
Páginas 10, 11 e 12

Para saber mais sobre águas-vivas:
http://www.interney.net/blogs/malla/2010/03/03/as_aguas_vivas_de_waikiki/
http://profjabiorritmo.blogspot.com/2010/10/invasao-das-aguas-vivas-na-costa.html
http://www.bahiascuba.com.br/ver.asp?id=251
http://www.diariodeitapoa.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1338:invasao-de-aguas-vivas-e-caravelas-no-litoral-itapoaense&catid=41:natureza&Itemid=66
http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI2215658-EI8410,00.html
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Aquecimento da Terra coloca espécies em perigo

Terra fica mais quente e coloca espécies em perigo
No dia 28/09/09, o R7 publicou uma matéria com o título acima na seção "bichos".

De acordo com o artigo, várias ações humanas estão causando o aquecimento da superfície do planeta Terra.
São vários os efeitos que poderão ocorrer com esse aumento de temperatura como a elevação do nível do mar, com inundação de parte do litoral de todo o planeta. A saúde da população também poderá ser diretamente afetada pelo aquecimento global, com a ocorrência de doenças respiratórias e aquelas transmitidas por pragas como os mosquitos e outros insetos, que ocorrem com mais frequência em regiões mais quentes.
Como a temperatura é um aspecto importante para os processos biológicos das espécies, plantas e animais também serão afetados.

Fonte: R7
Acesso em 28/09/09

Para ler a notícia na íntegra, clique na imagem ou no link abaixo:
http://entretenimento.r7.com/bichos/noticias/terra-fica-mais-quente-e-coloca-especies-em-perigo-20090928.html


Cerrado: o berço das águas

Águas no Cerrado

Não é sem motivo que o Cerrado é muitas vezes chamado "o berço das águas". O bioma faz conexões com outros biomas: ao norte, a Amazônia; a nordeste, a Caatinga; a sudoeste, o Pantanal e a sudeste, a Mata Atlântica, o que faz com que haja importantes relações ecológicas entre o Cerrado e os biomas vizinhos.
Em relação aos recursos hídricos, o bioma Cerrado possui uma importância estratégica. É no Cerrado que nascem os rios que formam seis das principais regiões de hidrográficas brasileiras: Parnaíba, Paraná, Paraguai, Tocantins-Araguaia, São Francisco e Amazônica. O potencial hídrico do Cerrado dá ao bioma o título de Berço das Águas. Até mesmo a bacia hidrográfica do Amazonas recebe as águas que brotam no Cerrado.
Importantes atrativos turísticos na região, as águas têm grande influência na economia de vários municípios. A paisagem do Cerrado, com suas cachoeiras, cascatas, cânions, lagos, rios e riachos é uma atração para visitantes de outras regiões do Brasil e do mundo. É uma beleza incomparável para os que buscam lazer, esportes ou o simplesmente um maior contato com a natureza.

Aquífero Guarani


Para falar em águas do Cerrado é preciso também falar no Aquífero Guarani, uma enorme reserva subterrânea de água doce do mundo. O Aquífero Guarani é a segunda maior reserva subterrânea de água doce do mundo, sendo menor apenas que o Aquífero Alter do Chão. Seu nome é uma homenagem à tribo indígena Guarani.

A maior parte (70% ou 840 mil km²) da área ocupada pelo aquífero - cerca de 1,2 milhão de km² - está no subsolo do centro-sudoeste do Brasil: Mato Grosso do Sul (213 700km²); Rio Grande do Sul (157 600km²); São Paulo (155 800km²); Paraná (131 300km²); Goiás (55 000km²); Minas Gerais (51 300km²); Santa Catarina (49 200km²); e Mato Grosso (26 400km²). O que significa que uma boa parte do mesmo está na área do Cerrado. O restante se distribui entre o nordeste da Argentina (255 mil km²), noroeste do Uruguai (58 500km²) e sudeste do Paraguai (58 500km²), nas bacias do rio Paraná e do Chaco-Paraná. A população atual do domínio de ocorrência do aquífero é estimada em quinze milhões de habitantes.

O aquífero possui um volume de aproximadamente 55 mil km³ e profundidade máxima por volta de 1 800 metros, com uma capacidade de recarregamento de aproximadamente 166km³ ao ano por precipitação. Acredita-se que esta vasta reserva subterrânea possa fornecer água potável ao mundo por duzentos anos. Por isso, torna-se ainda mais importante a preservação da região.

Fontes:

http://www.ispn.org.br/o-cerrado/no-coracao-do-brasil-o-berco-das-aguas/
http://www.fotosdocerrado.fot.br/SobreCerrado.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aqu%C3%ADfero_Guarani
http://www.oaquiferoguarani.com.br
http://www.moderna.com.br/moderna/didaticos/projeto/2006/1/aquifero/
http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2006/gigante-desconhecido
http://www.casaecia.arq.br/cerrado3.htm
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-agua/aquifero-guarani-16.php
Acesso em 10/06/2010