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quinta-feira, 1 de maio de 2014

O beija-flor violeta

O beija-flor violeta
(Colibri coruscans)


Durante a sua expedição ao Monte Roraima, o colunista de ((o))eco e biólogo Fábio Olmos, relatou ter encontrado, dentre muitas aves, um curioso beija-flor-violeta (Colibri coruscans). Este breve encontro inspira o post desta semana.

Beija-flores são aves de pequeno porte, que medem em média de seis a doze centímetros de comprimento e pesam entre dois e seis gramas. O Colibri coruscans tem 13 a 15 centímetros de comprimento. Os machos pesam de 7,7 a 8,5 gramas, enquanto as fêmeas pesam de 6,7 a 7,5 gramas. Isto faz desta espécie, sem dúvida, o maior dos beija-flores.

A plumagem do beija-flor-violeta é na sua maior parte de um verde azulado brilhante, à exceção das asas que são de roxo escuro e dos bicos e pés, que são pretos.

Ele é encontrado nas terras altas do norte e oeste da América do Sul, incluindo uma grande parte dos Andes, a faixa costeira venezuelana e os tepuis. Também é encontrado na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Guiana e Peru. No Brasil, está na região norte, no estado de Roraima. Ele consegue viver em ampla gama de habitats verdes semiabertos, como florestas de coníferas ou de eucaliptos, planície e até em jardins e parques.

O beija-flor-violeta é uma ave nectívora (isto é, se alimenta de néctar), mas sua dieta também inclui pequenos insetos, que é capaz de capturar em pleno voo.

Uma ave bastante vocal e agressivamente territorial. Solitários, eles demarcam seu território através do canto, atividade que ocupa boa parte do seu dia. Os cantos variam entre os subgrupos, que desenvolvem suas próprias chamadas.


O período reprodutivo varia de região a região, mas o procedimento é o mesmo: as fêmeas vão encontrar seus companheiros em leks, áreas onde grupos de machos se exibem na tentativa de atrair uma fêmea para o acasalamento. Após o acasalamento, o macho parte e deixa as responsabilidades de nidificação para a fêmea. A mãe coloca dois ovos em um pequeno ninho em forma de taça feita de galhos e folhas. Os ovos eclodem em 17 a 18 dias e os jovens deixarão o ninho em breves três semanas.

Fonte:
((O)) eco
Acesso em:01/05/2014
Conheça mais no site do ((O)) eco

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Chupin

Chupin
Molothrus bonariensis

 O chupim (Molothrus bonariensis) é uma ave passeriforme da família Icteridae. Os machos de tais animais possuem uma coloração aparentemente preta, mas quando expostos ao sol, brilham em um tom azul-violeta, enquanto as fêmeas são mais pardacentas e menos reluzentes. Seu voo é digno e seu canto é lindo. Conseguem se comunicar com sua família e retribuir carinho através de gritos.
Também são conhecidos pelos nomes de anu, anum, arumará, azulão, azulego, boiadeiro, brió, carixo, catre, chopim-gaudério, corixo, curixo, corrixo, corvo, engana-tico, engana-tico-tico, gaudério, godério, godero, gorrixo, grumará, iraúna, maria-preta, negrinho, papa-arroz, parasita, parasito, pássaro-preto, uiraúna, vaqueiro, vira, vira-bosta e vira-vira.
chupim é conhecido pelo hábito de colocar seus ovos no ninho de outras aves, para que as mesmas possam chocá-los, criá-los e alimentá-los como filhotes. Por isso acabou virando sinônimo de aproveitador. São diversas as espécies parasitadas por essa ave, mas a mais comum de se ver alimentando um filhote de chupim, é o tico tico (Zonotrichia capensis), que é uma ave comum em meio as cidades. Registros de Tiê Sangue (Ramphocelus bresilius), Tiê preto, cardeal (Paroaria coronata) dentre tantos outros também já foram feitos.

Fonte: Wikipédia
Acesso em: 28/11/2013

Leia também uma matéria interessante sobre parasitas em ninhos no site do O Eco

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Tropeiro-da-serra

Tropeiro-da-serra
Lipaugus lanioides

Nome popular: tropeiro-da-serra
Tamanho médio: 25 centímetros
Peso médio: 84 gramas.
Habitat: Mata Atlântica (regiões Sul e Sudeste).

O cantor das chuvas

De acordo com a lenda, quando o tropeiro-da-serra canta é sinal de que a chuva se aproxima. Não há dados que comprovem a crença popular, mas os pesquisadores já fizeram outras observações sobre o comportamento dessa ave, que é encontrada no Sul e Sudeste do Brasil, em regiões montanhosas da Mata Atlântica pouco exploradas pelo homem. 
Pertencente à família das arapongas, o tropeiro-da-serra é uma ave tímida e difícil de ser avistada, assim também não é nada fácil avistar seu ninho. Seu parente do mesmo gênero, Lipaugus vociferans, que vive na Amazônia, constrói o ninho a, aproximadamente, sete metros acima do chão, empilhando gravetos em emaranhados de cipó, e coloca um único ovo. Os pesquisadores acreditam que o tropeiro-da-serra tenha um ninho parecido, mas encontrá-lo ainda é um desafio.
O tropeiro-da-serra é marrom e não apresenta dimorfismo sexual, isto é, aparentemente não há nada que  diferencie os machos da fêmeas, tornando difícil a distinção do animal. No que se refere à sua alimentação, é uma ave frugívora, ou seja, alimenta-se basicamente de frutos. Entre suas preferências estão os coquinhos de palmeiras, como a do palmito e a do açaí, e frutos como os da bucuva-vermelha, que podem ser abocanhados por seus largos bicos. Os insetos complementam a dieta, mas é comendo frutos que esse animal contribui para a disseminação de plantas. Engolindo-os inteiros, as sementes passam por seu sistema digestivo e são eliminadas nas fezes. Como as aves são animais bastante móveis, elas podem alimentar-se em determinado local e defecar em outro bem distante, dispersando as sementes, contribuindo para uma nova planta brotar bem distante daquela que foi a fonte do alimento. 
Conhecer melhor os hábitos do tropeiro-da-serra é uma tarefa cada vez mais difícil para os biólogos. A ave encontra-se ameaçada de extinção por causa da destruição das matas e da exploração sem controle do palmito para o comércio. Atualmente, a Mata Atlântica está desaparecendo. Só tomando providências para preservar o que ainda resta dela é que estaremos contribuindo para que o tropeiro-da-serra e os outros animais que dependem desse hábitat continuem a existir. 

Texto de : Paula Ritter e Maria Alice S. Alves, 
Setor de Ecologia - IBRAG, 
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças nº 117
Setembro de 2001 págs. 13 e 16. 







segunda-feira, 20 de maio de 2013

Mutum-do-nordeste

Mutum-do-nordeste

O mutum-do-nordeste é uma ave muito rara.Foi descoberto em 1766, por cientistas que viajavam pelo nordeste do Brasil, mas esteve sumido por muitos anos. Em 1951 ele foi reencontrado e em 1970 já era considerado quase totalmente extinto da natureza. Hoje está entre os animais mais ameaçados do Brasil. 
O mutum-do-nordeste é uma ave difícil de ser avistada. Apesar de voar, prefere andar com suas pernas longas e fortes pelo chão da Mata Atlântica. Sua plumagem é preta com reflexos azulados e alaranjada na barriga. Seu bico é vermelho-claro na metade mais próxima à cabeça e esbranquiçado mais para a ponta. Na região ao redor do canal auditivo, ele não tem penas. 
Por ter ficado tanto tempo desaparecido, os pesquisadores não têm muitas informações sobre ele em vida livre. Sabe-se que ele gosta de comer frutos de catuaba e outras poucas plantas. O único ninho desta ave observado  até hoje na natureza estava no alto de uma árvore, em meio à folhagem densa. 
O biólogo Pedro Nardelli empreendeu uma verdadeira operação de resgate para tentar salvar o mutum-do-nordeste da extinção. Ele trouxe as últimas cinco aves que encontrou  no estado de Alagoas para um criadouro, no Rio de Janeiro. A partir dessa iniciativa de preservação, a espécie pôde se reproduzir  e foi observada de perto.
No criadouro, o mutum-do-nordeste se alimenta de ração, frutas, fígado, ovos e mel, além de verduras. As fêmeas iniciam a reprodução após o segundo ano de idade e põem de dois a três ovos, que levam cerca de trinta dias para eclodir. Poucas horas após o nascimento, os filhotes já seguem seus pais. Com três meses, a plumagem deles já está completamente substituída e em menos de um ano atingem o porte de uma ave adulta.
Alguns locais de Alagoas, um dos estados originais do mutum-do-nordeste, parecem adequados para reabrigar as aves nascidas em cativeiro - já são mais de 120 indivíduos. Mas, para que esses animais possam voltar à natureza em segurança, é preciso recuperar e preservar outras matas da região, além de monitorar os indivíduos. 

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças 
Nº 226 - Agosto de 2011 - pág. 16
Texto adaptado

Texto original é de Pedro Garcia
Departamento de Zoologia,
Universidade  Federal do Rio de Janeiro e 
e  Maria Alice S. Alves
Departamento de Ecologia
Universidade do Estado do Rio de Janeiro                         

sexta-feira, 15 de março de 2013

Arara-canindé

Arara-canindé
Ara ararauna

Para muita gente esta é a arara mais bonita que existe. Ela vive em florestas tropicais e cerrados, babaçuais e beiras de mata. Come frutos de casca dura que quebra com o forte bico. Adora os cocos do bacuri e frutos do combaru, jatobá, mandovi e pequi. Pode atingir 80 cm de comprimento e pesar cerca de 1,3 kg.

Fonte: 
Boniteza Silvestre
Lalau e Laurabeatriz
Editora Peirópolis - 2007

Beija-flor

Beija-flor
Trochiliformes

Algumas curiosidades 

Quem vê os beija-flores fazendo estripulias no ar nem imagina que cada um tenha seu próprio território determinado pela área de alimentação. E pobre do beija-flor que invadir o espaço do outro! Porque eles são bons de briga!!

Em suas áreas determinadas, os beija-flores não só se alimentam, mas também tomam banho em córregos, na chuva ou nas folhas molhadas pelo orvalho. Depois eles se secam ao sol e à noite, abrigam-se nas folhagens para dormir.
Nas noites muito frias, a temperatura do corpo do beija-flor diminui e ele descansa totalmente imóvel. Esse fenômeno é chamado hibernação e faz com que o alimento consumido durante o dia  seja suficiente para mantê-lo alimentado do entardecer até a manhã seguinte. 

Para conquistar uma namorada, o beija-flor macho exibe sua plumagem colorida e brilhante, fazendo muitos malabarismos. Geralmente essa espécie inicia a reprodução na primavera. É a fêmea que constrói com  palha e paina, um ninho confortável e quentinho em forma de tigela. E para que o berço de seus filhotes não se desfaça, a mãe costura tudo com teia de aranha e saliva. Depois disso, ela está pronta para colocar seus ovos, normalmente dois, e cuidar dos filhotes até trinta dias depois do nascimento, alimentando-os com insetos e néctar.

Os beija-flores podem viver de cinco a oito anos de idade. Porém, encontram-se ameaçados pela destruição de seus ambientes naturais. Mas nas cidades, o plantio de flores ricas em néctar, como hibiscos e gravatás, e o uso de garrafinhas com água açucarada em parques e jardins são medidas simples que permitem a presença dessas graciosas aves. 

Texto (adaptado) de: Ana Beatriz de Aroeira Soares
Departamento de Zoologia,
Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças nº 74, pág. 20

Saiba mais na CHC

Vídeo: Araras azuis

Veja um vídeo sobre as araras-azuis, aves ameaçadas de extinção, que vivem no Cerrado e no Pantanal. É inconcebível que aves tão belas estejam ameaçadas de extinção por causa do tráfico ilegal de animais silvestres!

Fonte:
Globo Vídeos
Disponível em: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1173897-7823-ARARASAZUIS+ESTAO+CADA+VEZ+MAIS+AMEACADAS+DE+EXTINCAO,00.html
Acesso em: 10/12/09.

Como o vídeo que postei anteriormente já não está mais disponível, resolvi disponibilizar aqui um outro, também muito bonito. Veja abaixo:



Fonte:
You Tube, no link:
http://www.youtube.com/watch?v=dNEmQZVJVG4
Acesso em: 22/09/2010

Quero-quero



Quero-quero
Vanellus chilensis

É uma ave que ocorre da América Central até a Terra do Fogo. No Brasil é encontrado em todo o território. Habita campos, margens de rios, brejos, mangues, restingas e áreas abertas. Frequentemente também pode ser encontrada nas cidades. A reprodução desta espécie de ave tem início no mês de junho e vai até janeiro, quando são formados pares ou trios reprodutivos. As aves constroem seus ninhos em cavidades feitas no solo utilizando ramos secos, gramíneas, gravetos e fragmentos de rocha. O que pode ocorrer tanto em terrenos secos ou úmidos, com ou sem vegetação. A fêmea costuma por de 3 a 4 ovos, que são, de certa forma, parecidos com um pião, cuja casca apresenta manchas escuras, que favorecem a camuflagem. Tanto o macho quanto a fêmea fazem a proteção do ninho. Quando um intruso se aproxima do ninho, as aves fingem estar feridas, ou se afastam levando para longe os possíveis agressores. Porém o macho é agressivo e ataca criaturas que ofereçam perigo. Um das defesas dessa ave é o canto característico, que pode inclusive servir de alerta para outros animais que fogem do perigo ao ouvirem o seu "grito" que tem um som diferenciado ao sentir a presença de intrusos.
Na fase adulta, a ave mede em torno de 35cm e apresenta plumagem nas cores branca, preta e cinzenta, com um penacho visível na cabeça. O bico e as pernas compridas são vermelhos. Outras características são um esporão alaranjado na asa, que é usado para fazer sua defesa e também o fato de que é uma ave que quase não é vista empoleirada, mas sim no ar ou no chão. Alimenta-se de invertebrados aquáticos e peixinhos que encontra na lama e também de artrópodos e moluscos terrestres.

Curiosidades:
  • Pela Lei n 7.418, de 1º de dezembro de 1980, o Estado do Rio Grande do Sul instituiu, como sua Ave-símbolo, o Quero-Quero.
  • É do seu canto que deriva seus vários nomes populares: quero-quero, téu-téu, tetéu, entre outros.
Fontes:
http://www.ao.com.br/download/ao145_41.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quero-quero
http://www.carlosbarbosa.rs.gov.br/novo/noticias/print.php?id=600
Acesso em 08/09/09

Veja abaixo um vídeo meu, feito em uma área próxima a uma praça na cidade de Goiânia, capital de Goiás, em 09/05/09:

Os dentes dos roedores e o bico das aves

Por que os dentes dos roedores e o bico das aves crescem sem parar?

Os dentes dos roedores e o bico das aves crescem sem parar para facilitar as tarefas diárias. Se isso não acontecesse esses bichos teriam dificuldades para cortar galhos e sementes e para cavar e escalar. A cutia é um exemplo. Para se alimentar, ela precisa abrir a duríssima casca do seu prato predileto: a castanha-do-pará. Realizando essa e outras tarefas, seus dentes da frente - os incisivos - se desgastam muito. Como esses dentes foram mesmo feitos para roer, roer e roer as superfícies mais duras tão rapidamente quanto são desgastados, eles crescem sem parar. Além disso, a parte da frente desses dentes possui uma camada de esmalte reforçada. A parte de trás, porém é mais macia e funciona como um alicate.
Essas adaptações engenhosas é que permitem aos roedores as habilidades de cavar, escalar, cortar galhos e sementes duras. Outro exemplo é o castor da América do Norte, um roedor de dentes tão fortes que são capazes de cortar árvores e construir pequenas represas usando apenas seus dentes incisivos, reconstruindo o ambiente ao seu redor semelhante aos humanos.
Com os roedores tudo bem, mas será que os bicos das aves também crescem sem parar? Claro que sim! O bico das aves é formado, principalmente, por um tipo de osso chamado pneumático. Os ossos pneumáticos são muito mais leves que os ossos encontrados nos humanos e em outros animais. Essa leveza é necessária para o equlíbrio durante o voo. Os ossos do bico são cobertos por uma capa formada de queratina, o mesmo material que compõe as nossas unhas. Essa capa é conhecida como ranfoteca e serve para proteger, dar forma e cor ao bico. Ela cresce continuamente em ritmo lento. Mas como o bico é usado constatemente para a alimentação e várias outras funções, essa cobertura vai se desgastando e seu crescimento compensa este desgaste.
Araras, papagaios e periquitos estão entre os animais que possuem uma das maiores taxas de crescimento de seu bico entre todas as aves. Essas aves se alimentam principalmente de sementes duras e frequentemente utilizam o bico como se fossem mãos, que se movimentam entre os galhos das árvores. (Texto adaptado)

Fonte:
Texto de: Salvatore Siciliano e Luciano M. Lima
Projeto Aves, Quelônios e Mamíferos Marinhos da Bacia de Campos
Escola Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ
IN: http://cienciahoje.uol.com.br/147521
Acesso em 24/08/09
Veja lá o texto original, além de outras tantas informações importantes.

Araras e papagaios

Entre as aves bem típicas do Cerrado estão as araras e papagaios. Essas aves aparecem especialmente nas regiões de veredas, porque apreciam muito o buriti, uma palmeira da qual utilizam os frutos na alimentação, as folhas para pouso e os troncos ocos para a construção dos ninhos. São aves que apresentam colorido em tons verde, amarelo, azul e vermelho. As espécies mais comuns são a arara-canindé, o periquito-de-encontros-amarelos, a maritaca, o papagaio-verdadeiro e o papagaio-galego. O comércio ilegal dessas aves para servirem de animal de estimação, que provoca a captura indiscriminada, bem como a destruição da vegetação do Cerrado tem reduzido as populações de muitas espécies e muitas vezes, levado essas espécies a fazer parte da lista de animais ameaçados de extinção. (Texto adaptado)

Fonte:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004

Falcão-peregrino

Falcão-peregrino, uma ave migratória

"Buscando alimentos ou o local de reprodução, fugindo das mudanças de clima ou por motivos ainda desconhecidos, algumas aves viajam grandes distâncias todos os anos. Esse fenômeno é chamado migração. Entre as aves que o realizam, está o falcão-peregrino(Falco peregrinus).
O Falcão-peregrino pertence ao grupo dos falconiformes - conhecidos como aves de rapina - e é uma das aves mais velozes que conhecemos. Quando mergulha sobre sua presa, com as asas parcialmente fechadas, ele pode atingir 250 km/h.
Fugindo do inverno do hemisfério norte, o falcão-peregrino visita regularmente o Brasil, fazendo escala em paisagens abertas. Não é raro, porém, o seu aparecimento sobre arranha-céus de grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Quando isso acontece, o falcão ganha notoriedade nas primeiras páginas dos jornais.
Os falcões que passam pelo Brasil meridional são procedentes das regiões árticas _ Alasca e Groenlândia - e prosseguem sua viagem até a Argentina e o Chile.
Em vários estados brasileiros eles podem ser observados ao longo do ano: Amazonas, em dezembro; Pará e Pernambuco, em fevereiro; Bahia, em março; Minas Gerais, em janeiro, março e abril; Paraná, em abril; Santa Catarina, em novembro; São Paulo, Mato Grosso e Rio de Janeiro, de outubro a maio."

Para saber mais sobre o falcão-peregrino, visite o site abaixo:
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/falcao-peregrino/

Fonte:
Ciências: Os Seres Vivos
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
São Paulo: Editora Ática, 1999. p.162

Urutau


Urutau
Nyctibius griseus

Pássaro emblemático e misterioso, aparece em lendas, contos, poesias e até nas grandes cidades, onde às vezes sua presença inusitada aparece divulgada pela imprensa. É o que aconteceu em Goiânia, no último dia 05 de junho. Veja uma parte da matéria, abaixo:

"No dia reservado em todo o mundo à defesa do meio ambiente, moradores do Setor Bueno tiveram a oportunidade de apreciar uma cena bela e rara. Sobre a grade de um prédio [...], um urutau permaneceu estático durante todo o dia, alheio ao movimento de carros e de pessoas. Crianças, adultos e idosos, encantados com a ave, fizeram questão de parar por alguns minutos para observá - la detalhadamente.
Pássaro de hábitos noturnos, o urutau tem como habitat a região das matas. Na maioria das vezes, ele pousa sobre galhos e, pelas características físicas, chega a ser confundido com árvore. A ornitóloga Anamaria Achtshim assinala que na Grande Goiânia esse pássaro é encontrado em áreas como o Parque Ecológico, Bosque dos Ipês, a mata perto do campus da Universidade Federal de Goiás e a Ecovila, entre outras localidades.
A fuga da ave para a cidade, conforme a ornitóloga, ocorre em função de queimadas e do desmatamento." A ave foi retirada do local por uma equipe do Corpo de Bombeiros.

Fonte: Jornal O Popular (Cidades) nº 20.244, ano 71, de 06 de junho de 2009.O urutau também pertence à fauna do cerrado.

João-de-barro

O pássaro arquiteto


"Medindo 19 cm de comprimento e de cor castanho-avermelhada, o joão-de-barro é facilmente encontrado no Brasil , na Argentina, na Bolívia e no Paraguai.
O macho ajuda nos cuidados com os filhotes, que demoram quinze dias para nascer. Corajoso, defende o ninho contra qualquer rival ou inimigo que sse aproxime. Muitas vezes, ele se agarra ao pássaro invasor e os dois rolam pelo chão.
A construção do ninho - basicamente de barro, palha e esterco - é feita pelo casal, que gasta cerca de quinze dias depositando pelotas de barro úmido do tamanho de grãos de ervilha. Dizem que, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um destes pássaros chegou a utilizar argamassa de cimento que encontrava à disposição.
Cuidados com pequenos detalhes na construção não faltam. Apresentando geralmente 30 cm de comprimento e 25 cm de altura, o ninho tem a forma de forno de barro e é extremamente resistente às intempéries. A entrada, disposta em direção contrária à dos ventos e das chuvas da região, é feita de forma que o pássaro não necessite abaixar-se para entrar.
A casa do joão-de-barro tem dois cômodos: um menor, a antecâmara, e outro maior, a câmara incubadora. Neste último, a fêmea choca três ou quatro ovos, três vezes ao ano.
Tanta vontade de construir faz com que, no ano seguinte, o mesmo casal volte a edificar uma nova moradia. É comum encontrarmos verdadeiros "arranha-céus", compostos de seis a dez unidades sobrepostas.
A antiga moradia é sempre cobiçada por outros pássaros, como pardais, andorinhas, canários-da-terra e tuins. Há verdadeiras brigas entre eles na disputa do ninho de joão-de-barro. Até mesmo algumas abelhas utilizam os ninhos vazios para instalar suas colméias, fechando-os com uma parede de cera."
O joão-de-barro é encontrado também na região do cerrado brasileiro.

Fonte: Ciências - Os Seres Vivos -60ª edição. Carlos Barros e Wilson Paulino. Editora Ática, 1999.

O canto do uirapuru

O canto do uirapuru

"O uirapuru é um pássaro típico do norte do país, onde existe uma lenda de que todos os outros pássaros param de cantar para ouví-lo.
Após uma época de seca e logo que começa a chover, as formigas taocas saem de seus formigueiros e atacam todos os pequenos seres que encontram. Isso gera uma movimentação desesperada de vários seres na floresta, chamando a atenção de vários pássaros, inclusive o uirapuru. É um banquete para todos os pássaros que comem formigas.
Enquanto os outros comem, o uirapuru canta. O seu canto, curto e forte, demonstra que ele está dominando o território.
Com um canto longo e melodioso, sua "intenção" é outra: a atração sexual. Esses cantos duram de dez a quinze minutos ao amanhecer e ao anoitecer, na época da construção do ninho.
Durante o ano todo, o uirapuru canta apenas cerca de quinze dias."

Fonte: Ciências - Os Seres Vivos
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
Editora Ática - 60ª edição, 1999, pág. 159

Os pássaros e os fios elétricos

A revista Ciência Hoje das Crianças n° 191, de Junho de 2008, traz uma matéria que explica porque os pássaros não levam choque quando pousam nos fios elétricos. Veja abaixo:

"Por que os passarinhos não levam choque quando pousam nos fios elétricos?

Você já deve ter feito essa pergunta ao olhar para as inúmeras aves que pousam nos fios de alta-tensão. E elas parecem audaciosas. Pousam sem qualquer cuidados em fios, muitas vezes, desencapados, sem arrepiar uma pena sequer! Será que os passarinhos têm alguma técnica especial ou é pura sorte?
A explicação é ciência pura. Afinal, o que causa o choque é a corrente elétrica que atravessa um pedaço do corpo de uma pessoa ou de um animal. O choque ocorre quando se fecha o circuito da eletricidade, ou seja, quando essa corrente entra por alguma parte do nosso corpo - por exemplo, os nossos dedos, se encostarmos em um fio - e sai por outra - por exemplo, pelos nossos pés. Isso quer dizer que a eletricidade que passa pelo fio só será transmitida a alguém, se esse alguém estiver encostado em outro material, como uma parede ou no solo. Por isso, se tocarmos em um fio desencapado, levaremos choque, um risco que pode ser diminuído se estivermos usando sapato com solado de borracha, que é um material isolante, ou seja, que não deixa passar a corrente elétrica.
No caso dos passarinhos, como eles pousam e se equilibram num único fio, sem se encostar em algo, não há risco de que a corrente elétrica passe por dentro de seu corpo. Logo, não há risco de levarem choque, por mais que o fio esteja desencapado e transportando muita corrente.
Porém, nem mesmo os emplumados podem abusar. Caso eles, por algum desequilíbrio, encostem com qualquer parte do seu corpo em outro fio, certamente, levarão um choque. E, dependendo da quantidade de eletricidade que esteja passando pelos fios, a descarga elétrica pode ser fatal. Isso porque o fio que passa paralelamente ao outro é o elemento-chave para fechar o circuito, ou seja, para que a corrente elétrica atravesse o corpo do passarinho, ocasionando o choque.

Jorge Bruno Nacinovic,
Setor de Ornitologia,
Museu Nacional/RJ

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças N° 191, de Junho de 2008

O passarinho e o espantalho

O Passarinho e o Espantalho
Marciano Vasques


Quando se aninha
num coração de palha
um passarinho,
o seu canto se espalha aquecido,
e o espantalho,
com a alma repleta de vôos,
desperta querendo gorjear.

Espigas o sáudam.
Amarelos brincam ao redor
do seu vulto esfarrapado.

Campos acordam em festa
com o orvalho anunciando
que o dia está sorrindo.

Quando o Sol se espreguiça
e o passarinho vai embora,
o espantalho se entristece com o ninho vazio
no peito, mas o dia gorjeia em seu lugar.


"Espantalhos são grandes bonecos de palha que os camponeses acreditam - quando colocados nas plantações - espantar pássaros. Este poema é de Marciano Vasques - professor e escritor paulista nascido em 26 de agosto de 1952 - e foi retirado do Livro Espantalhos, publicado pela Editora Noovha América."

Fonte:Revista Ciência Hoje das Crianças n° 189, de Abril de 2008.

As aves pesam na economia brasileira

Você sabia??
De todas as aves, a galinha é, sem dúvida nenhuma, a mais importante para o homem. E ela é importante porque fornece carne, ovos e penas. Em qualquer lugar do mundo podem ser encontradas criações dessa ave.
O Brasil é um dos maiores exportadores de carne de galinha do mundo. Exporta sobretudo para o Oriente Médio, região habitada por povos muçulmanos, que não consomem carne de porco.
Além das galinhas, no Brasil criam-se patos, gansos, marrecos, codornas, etc., num total de cerca de 530 milhões de aves.

Fonte: Ciências - Os Seres Vivos
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
60ª Edição - Editora Ática - São Paulo, 1999.

O instinto de propriedade

Você já deve ter ouvido dizer que a maior realização de uma pessoa é possuir a casa própria. Para isso luta e trabalha incansavelmente. Será que esse comportamento é apenas mais um ato consumista de nossa sociedade ou instinto natural de delimitar nosso território?
No mundo animal, a delimitação de território garante o sucesso de muitas espécies. Os pássaros anunciam, através de mudanças no canto, a aproximação de algum invasor e deixam claro que aquele local já tem dono. Se não se intimidar, o invasor pode até ser agredido.
Já os mamíferos têm nos odores o principal instrumento de demarcação. Usam odores da urina ou de glândulas para delimitar a área em que vivem. Os cervos esfregam nas árvores uma substância oleosa e de cheiro forte produzida por glândulas localizadas acima dos olhos.
Mesmo animais presos em zoológicos ou até os domésticos são levados pelo instinto a demarcar a área em que estão confinados.

Fonte: Ciências - Os Seres Vivos
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
Editora Ática - 60ª edição - São Paulo, 1999.

Tucano

Tucano
Libério Neves



O tucano tem um bico
que não bica
big bico de enfeite.


O tucano de perfil
tem no bico
esse ar de respeito.


O tucano tem no bico
esse ritmo
esse jeito perfeito.

"Libério Neves nasceu em Goiás, em 1934. Formou-se em Direito e escreveu livros para adultos e crianças. Este poema foi retirado do livro "Voa, palavra", publicado pela Editora Formato. Nele, o autor faz rimas inspirado nas aves."

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças nº 177, de Março de 2007.