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segunda-feira, 2 de junho de 2014
Araras livres para voar
sexta-feira, 15 de março de 2013
Seriema:poesia
De manhã, todos os dias
Nasce o sol lindo e dourado
Com seus raios cor de ouro,
Projeta lindos bordados
Nas palmas dos Buritis,
Pelos córregos do Cerrado
Dando vida a este poema
Se escuta da Seriema, o lindo canto afinado!
Seriema, teu canto,
É lindo demais!!
Sentimento profundo, lembrança, saudades
Teu canto me trás
Seriema, teu canto, é lindo demais!
Me faz tão feliz!
Recordando momentos
Inesquecíveis que não voltam mais
Tardezinha, quando o sol,
Se esconde atrás da serra,
Aparece o véu da noite,
Para escurecer a terra!
E a Princesa do Cerrado,
Com seu canto encantador
Abre o bico, ergue a cabeça,
Num ritual de louvor
Agradece a Natureza com seu canto
Sua Alteza, agradece ao Criador.
Fonte:
http://letras.terra.com.br/fruto-do-cerrado/1454991/
Acesso em 10/10/09
Seriema, ave do Cerrado

São aves que andam em casais ou em pequenos grupos e se alimentam de gafanhotos e outros artrópodes, roedores, lagartixas e ainda outros animais de pequeno porte, inclusive cobras. Para devorar suas presas, a seriema tem o hábito de atirá-las muitas vezes contra o solo. Geralmente começam a comer suas vítimas pela cabeça. Podem alimentar-se também de sementes e folhas. Essas aves caminham e correm velozmente, sendo que o voo é raro, só acontecendo quando se sentem obrigadas. Quando se assustam, escondem-se atrás de troncos caídos, deitando-se no chão. São muito desconfiadas, não tolerando a aproximação por parte de possíveis inimigos. À noite empoleiram-se no alto das árvores, onde também são encontrados seus ninhos.
Seu canto característico e que chama a atenção por ser ouvido de muito longe (cerca de 1 km), é composto por uma estrofe longa e de gritos estridentes. O som do seu canto apresenta também outras vocalizações durante a cópula, ao descansar e também quando devora uma presa.
-->http://www.flickr.com/photos/goga/196082229/
Acesso em: 08/10/09
Para ouvir o canto da seriema clique no link abaixo:
http://www.mma.gov.br/port/cgmi/nossoamb/cantoaves/wav/seriema.au
Para saber mais sobre essa linda ave do cerrado, visite as fontes citadas e ainda o link a seguir:
http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,56;4,seriema.aspx
Veja também uma outra postagem feita aqui sobre essa ave no seguinte link:
http://faunadocerrado.blogspot.com/2008/12/seriema.html
E abaixo, um vídeo do You Tube:
Sobre a ema
Você sabia?
"...que duas ou mais emas [...] botam os ovos em um único ninho? O homem do campo, muito observador, fez até uma quadrinha:
__Vou lhe fazer uma pergunta
Seu cabeça de urupema
Quero que você me diga
Quantos ovos põe a ema?
__Quantos ovos põe a ema?
A ema nunca põe só;
Põe a mãe e põe a filha
Põe a neta e põe a avó.
Assim que terminam de botar, saem de fininho e deixam o macho chocando a ninhada, que tem, às vezes mais de 40 ovos.
A ema deixa alguns ovos fora do ninho para apodrecer. Os ovos podres atraem muitas moscas, que servem de alimento para os filhotes quando nascem.”
Fonte: A vida no cerrado. Roberto Antonelli Filho. São Paulo: FTD, 1997 ( Coleção Tropical)
Disputando tocas
Entre os vários animais que lá vivem, consideraremos o tatu-bola e a coruja-do-campo (ou "buraqueira" ). Esses animais tem nichos ecológicos semelhantes, quando se considera a busca de tocas para a construção de ninhos.
O tatu-bola não cava tocas como outras espécies de tatus. Ele faz o seu ninho utilizando tocas abandonadas no solo, assim como a coruja-do-campo.
Portanto, esses animais competem pelas tocas abandonadas."
Fonte:
Ciências - O Meio Ambiente - 5ª série, página 16.
Carlos Barros e Wilson Paulino
Editora Ática, São Paulo, 2006.
Seriema

É uma ave que integra a Fauna do Cerrado.
O canto da seriema é o som mais característico do Cerrado, podendo ser ouvido até a mais de um quilômetro. Ave esbelta, elegante e intrigante, não admite viver no anonimato. Quando uma canta, abrindo bem o bico e jogando a cabeça para trás, as outras respondem formando um coral afinado.
As duas espécies conhecidas da seriema são a Cariama cristata, encontrada no Brasil e Uruguai e a Chunga burmeisteri, conhecida como seriema-de-canela-preta, comum no Paraguai e Norte da Argentina. A espécie brasileira tem pernas e bico avermelhados, um topete de penas na frente da cabeça e mede aproximadamente um metro. A espécie argentina, com bico e penas pretas, não possui topete e mede em torno de 80 centímetros.
Mesmo sendo capaz de voar, a seriema, no processo evolutivo, especializou-se em viver na terra. Em situações de perigo, ela pode correr até 70 km/h e, se for preciso realizar um vôo de curta distância terminando muitas vezes empoleirada.
A ave alimenta-se de pequenos roedores, gafanhotos e outros artrópodes. Costuma matar e comer cobras, mas não é imune ao veneno de serpente.
Para matar um rato, a seriema segura com seu bico forte o animal, levanta-o a uma altura de mais de 70 centímetros e em seguida joga a presa violentamente no chão. Começa sempre a comer a vítima pela cabeça e não se importa com animais encontrados mortos.
Durante o dia, repousa deitada no solo, toma banho de sol e de poeira e empoleira-se em cupinzeiros e tocos para visualizar melhor o horizonte.
No começo da primavera, os casais marcam os territórios onde irão procriar. O ritual de acasalamento consiste em uma dança com o macho saltando e abrindo as asas para seduzir a fêmea.
No cerrado, os ninhos da seriema são rústicos, feitos com gravetos ou galhos frágeis e de fundo forrado com barro, folhas secas ou estrume de gado e é construído a mais ou menos cinco metros do solo. São postos de dois a quatro ovos brancos, ligeiramente rosados, maculados de castanho, que são chocados pelo macho e pela fêmea através de revezamento que dura de 26 a 29 dias. Os filhotes nascem cobertos por penugem parda e têm o bico pardo-escuro e os pés cinzento-escuros. Com 12 dias já abandonam os ninhos.
Fonte (fotos e texto adaptado):
Revista Cerrado – 1995
Wagner José de Oliveira Rolim e Sidney Dutra Corrêa
Universidade Federal de Goiás (Instituto de Ciências Humanas e Letras – Departamento de Comunicação Social)
Gráfica e Editora Bandeirante Ltda
Veja, abaixo, um vídeo do You Tube com a execução da música Seriema do Campo, de Renato Andrade:
Beija-flor - curiosidades
Trochiliformes é uma ordem de aves que inclui apenas a família Trochilidae e respectivos 108 gêneros, onde se classificam as 322 espécies conhecidas de beija-flor, cuitelo ou colibri. No Brasil, alguns gêneros recebem outros nomes, como os rabos-brancos do gênero Phaethornis, ou os bicos-retos, do gênero Heliomaster. No antigo sistema classificativo, a família Trochilidae integrava a ordem Apodiformes, juntamente com os andorinhões. Entre as características distintivas do grupo contam-se o bico alongado, a alimentação à base de néctar, 8 pares de costelas, 14 a 15 vértebras cervicais, plumagem iridescente e uma língua extensível e bifurcada.
Os beija-flores são aves de pequeno porte, que medem em média 6 a 12 cm de comprimento e pesam 2 a 6 gramas. O bico é normalmente longo, mas o formato preciso varia bastante com a espécie e está adaptado ao formato da flor que constitui a base da alimentação de cada tipo de beija-flor. Uma característica comum é a língua bifurcada e extensível, usada para extrair o néctar das flores.
O esqueleto e constituição muscular dos beija-flores estão adaptados de forma a permitir um voo rápido e extremamente ágil. São as únicas aves capazes de voar em marcha-ré e de permanecer imóveis no ar. O batimento das asas é muito rápido e as espécies menores podem bater as asas 70 a 80 vezes por segundo. Em contraste, as patas dos beija-flores são pequenas demais para a ave caminhar sobre o solo. As fêmeas são em geral maiores que os machos, mas apresentam coloração menos intensa.Vivem em média 12 anos e seu tempo de gestação é de 13 á 15 dias.
Fonte: Wikipédia
Acesso em: 03/04/2009. Lá você verá o texto completo e também algumas fotos.
Cuidado! Você pode estar matando beija-flores sem querer, com as "famosas" garrafinhas de água com açúcar (pior ainda são as adoçadas com mel).
Quando ficam no sol fermentam e matam os beija-flores que se alimentam nelas.
Quando ficam mais que 24 horas também fermentam e matam os beija-flores de dor de barriga.
Quando não são perfeitamente higienizadas, diariamente, criam um fungo que atacam a língua e garganta dos beija-flores matando-os por asfixia! Muito cuidado! É melhor plantar flores troquilógamas! São mais bonitas, são alimento natural e com elas os beija-flores não correm riscos!
Fonte: http://www.flickr.com/photos/flaviocb/sets/72057594067118778/
Acesso em 16/04/2009. Lá encontrarás mais informações sobre o beija-flor.
Para saber mais sobre o Beija-Flor, veja também os endereços: http://www.labcon.com.br/curiosidades/passaros/beija_flor.htm
http://www.petbrazil.com.br/bicho/aves/20.htm
Maritaca
Veja abaixo, parte de uma matéria sobre a maritaca, que encontrei no referido site.
"A maritaca é uma ave característica da região onde predomina o cerrado. Pertence à família dos Psitacídeos, que abrange também araras e papagaios. Maritaca - termo genérico usado para designar uma ave que emite um ruído um tanto quanto desagradável. Dentro da denominação geral existem três espécies: Pionus mentrus (Maitaca de cabeça azul),Pionus maximiliani (Maitaca bronzeada) espécie mais comum na região de cerrado e Pionus fuscus (Maitaca roxa). O animal adulto mede 27cm. Pesa entre 230 e 250 gramas. Representante relativamente grande, de cauda curta. Cabeça verde uma tanto enegrecida, quase sem azul e bico amarelo de base denegrida. O sexo da maritaca não é visível. Para identificá-lo é preciso um exame de sexagem, ou de DNA (por gotas de sangue ou com quatro ou cinco penas), ou ainda por laparoscopia onde se visualiza o órgão sexual que é interno. O par freqüentemente permanece junto dentro do ninho, mesmo durante o dia.
Quando ouvem um ruído estranho põem meio corpo para fora do buraco, inspecionando os arredores e, se assustados, saem um depois do outro, sem emitir o menor som, podendo ficar horas a fio na entrada do seu ninho, expondo unicamente a cabeça e permanecendo absolutamente imóvel enquanto espiona os arredores.
O ninho é forrado com as próprias penas da fêmea. O acasalamento costuma ser de agosto a janeiro, resultando cerca de três ovos (às vezes cinco) chocados por 23 a 25 dias, em média. Os pais alimentam os filhotes até saírem do ninho, com cerca de dois meses de idade.Procuram seu alimento (geralmente frutos) tanto nas copas das árvores mais altas, como em certos arbustos. Para subir nos ramos das plantas, utilizam o bico como um terceiro pé; usam as patas para segurar a comida, levando ao bico. Gostam mais das sementes do que da polpa das frutas. São atraídos por árvores frutíferas como mangueiras, jabuticabeiras, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. Os cocos de muitas palmeiras constituem sua alimentação predileta, procuram também as frutas da imbaúba. Tem um modo peculiar de manter-se no ar, bate as asas levantando-as mais abaixo do corpo que qualquer outro psitacídeo. Dentro da mata, a curta distância, voa sem fazer o menor ruído. Emite um sinal de satisfação e tranqüilidade, no poleiro, através de um estalo produzido pela raspagem da mandíbula contra as ondulações da superfície do palato. O sinal de susto é um sacudir vigoroso de toda plumagem. Quando saem à longa distância são muito barulhentos."
Fonte:http://www.4elementos.bio.br/trilha-virtual/fauna_flora_html/maritaca.htm
Acesso em 02/02/2009
Vale a pena visitar o site para conhecer mais sobre os animais do cerrado.
Lá você vai encontrar também muitas informações importantes sobre o cerrado e sobre o meio ambiente.
Ema
A ema pode ser considerada a velocista dos cerrados. Não sendo adaptada para vôos, suas asas atrofiadas servem apenas para manter o equilíbrio da ave que pode correr a 60 km/h. Em terra, a ema é o pássaro mais veloz das Américas. Perde em velocidade apenas para o avestruz africano, primo-irmão da ema, que atinge facilmente os 80 km/h. A ema possui tres dedos no pé e o avestruz apenas dois.Ao nascerem, os filhotes já são muito espertos e correm com desenvoltura. Isso ajuda as eminhas a ficarem bem distantes da mãe, pouco carinhosa e que pode até matar seus filhotes. Mas o pai, que constrói o ninho e choca os ovos, é um atento protetor, acompanhando as pequenas emas até a idade adulta.
Mesmo com sua extrema agilidade e esperteza, ao perceber qualquer estranho em seu território, a ema tem sido presa fácil para os caçadores. Há algumas décadas, elas habitavam quase todos os estados brasileiros, mas hoje, estão praticamente extintas no Sul e no Nordeste do páis. No Centro-Oeste, com a expansão agrícola, seu habitat natural está cada vez mais reduzido. Nas migrações para outros locais, muitas vezes morrem ao ingerirem agrotóxicos ou são atropeladas nas estradas por caminhões e carros de passeio.
Fonte (fotos e texto adaptado):
Revista Cerrado – 1995
Wagner José de Oliveira Rolim e Sidney Dutra Corrêa
Universidade Federal de Goiás (Instituto de Ciências Humanas e Letras – Departamento de Comunicação Social)
Gráfica e Editora Bandeirante Ltda
Arara-canindé
Beija-flor
Vídeo: Araras azuis
Fonte:
Globo Vídeos
Disponível em: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1173897-7823-ARARASAZUIS+ESTAO+CADA+VEZ+MAIS+AMEACADAS+DE+EXTINCAO,00.html
Acesso em: 10/12/09.
Como o vídeo que postei anteriormente já não está mais disponível, resolvi disponibilizar aqui um outro, também muito bonito. Veja abaixo:
Fonte:
You Tube, no link:
http://www.youtube.com/watch?v=dNEmQZVJVG4
Acesso em: 22/09/2010
Araras e papagaios
Fonte:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004
quinta-feira, 14 de março de 2013
Migração de aves do Cerrado para Sudeste?
Pesquisa do Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília (UNB), encabeçada por Miguel Angelo Marini, aponta que a elevação da temperatura na região do Cerrado (consequências do aquecimento global), pode levar espécies de aves mais sensíveis ao calor, entre elas a codorna-pequena, codorna-mineira, capacetinho-do-oco-do-pau e o jacu a se deslocarem para regiões mais frias (Sudeste) como alternativa de sobrevivência.
O estudo aponta também para a necessidade de mais proteção ambiental para regiões do Cerrado, como forma de evitar a extinção de espécies.
Veja a matéria na íntegra clicando no link abaixo.
Fonte:
http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/22105-migracao-alada-do-cerrado-ao-sudeste
Acesso em 16/10/09