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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Tubarão bota ovo??

Você sabia que algumas espécies de tubarão botam ovos??

Não são todas as espécies de tubarão que botam ovos. Mas alguns sim. É o caso dos tubarões-lixa, animais nativos do litoral do Nordeste brasileiro, que correm risco de extinção. Prova disso é que, em um aquário localizado em Natal (RN), uma das quatro fêmeas que habitam o local botou ovos. Trata-se da primeira vez que esses animais, que chegam a medir 2,80 m de comprimento e a pesar 200 kg, cada um, se reproduzem em cativeiro. Eles vivem em um aquário brasileiro.

E, para alegria da equipe que trata dos peixões, pelo menos metade dos ovos foi fecundada. 

Os ovos vão permanecer separados dos tubarões, em um tanque, até que os bebês nasçam. Depois de saírem dos ovos, os filhotes continuarão longe dos adultos, pois é comum tubarões comerem recém-nascidos de sua espécie.

Veja a matéria completa no site do R7.

Fonte:
Acesso em 21/04/2016

sábado, 24 de maio de 2014

Espécies brasileiras ameaçadas de extinção

Mais de mil espécies da fauna brasileira correm risco de extinção


Em comemoração ao Dia Internacional da Biodiversidade,  (22/05/2014), o Ministério do Meio Ambiente apresentou o inventário da fauna brasileira, onde foram analisadas mais de 7,6 mil espécies, entre 2010 e 2014. Na Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, realizada por 929 especialistas do Brasil e do mundo, 14% das espécies, 1.051 do total, ainda estão em risco de extinção, sendo 121 com risco agravado.

Entre as espécies ameaçadas, 73% estão sob regime de proteção, em unidades de Conservação ou dentro de um Plano de Ação Nacional. Para o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, não há dúvida que a criação de unidades de conservação é uma medida necessária para proteger as espécies “em uma realidade como a brasileira, em que a dinâmica de ocupação dos habitats naturais é muito intensa”.

Para reforçar o trabalho dentro dessas unidades, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou portaria que permite a aplicação de recursos de compensação ambiental, em até 10%, em atividades para a conservação de espécies ameaçadas. “Saímos de 1.022 para mais de 7 mil espécies inventariadas e nós queremos 14 ou 15 mil nesse catálogo, para isso precismos ter estratégia de médio e longo prazo, de redes de pesquisa de áreas prioritárias, como também recursos para serem dirigidas. Então estamos vinculando às unidades de conservação recursos com vistas à pesquisa e proteção dessas espécies”, afirmou.

A ministra anunciou a retirada de 77 espécies da lista de espécies ameaçadas de extinção, que será publicada pelo ICMBio, no segundo semestre deste ano. Uma dessas espécies,  a baleia jubarte.

Segundo Izabella Teixeira, um conjunto de ações permitiram a saída da jubarte da lista, como “a visão de longo prazo com a estratégia de aumentar a proteção dos animais, de proibir a captura, somados ao grande programa de conservação feito pelo Instituto Baleia Jubarte, de estudar o comportamento da espécie, mapear as rotas migratórias e estabelecer, nestas áreas, medidas de manejo e conservação.”

O governo brasileiro também anunciou uma campanha mundial pela criação do Santuário Internacional do Atlântico Sul para as Baleias. A proposta será avaliada em setembro pela Comissão Baleeira Internacional e tem o objetivo de impedir a caça comercial nessa área do oceano, onde ainda vigora a moratória internacional sobre a captura desses animais.

Além disso, o ministério apresentou um conjunto de medidas destinadas a proteger toda a fauna brasileira, como a criação de uma força tarefa especial dedicada ao combate ao tráfico ilegal das espécies ameaçadas de extinção. Segundo Izabella Teixeira, o Ibama, ICMBio, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal já estão realizando ações, de caráter permanente, em torno de espécies como o peixe-boi da Amazônia, boto-cor-de-rosa, arara-azul-de-lear, onça-pintada e o tatu-bola.

Também foi foram anunciadas a criação do Prêmio Nacional da Biodiversidade, editado anualmente, a Bolsa Verde para comunidades que vivem em regiões relevantes para conservação de espécies ameaçadas, a reintrodução do peixe-boi-marinho no Caribe e acordos com os ministérios da Pesca e Aquicultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Por Andreia Verdélio, da Agência Brasil

Fonte: 
Acesso em 23/05/2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Veado-catingueiro

Veado-catingueiro
Mazama gouazoubira


O veado-catingueiro (Mazama gouazoubira) é, provavelmente, a espécie de cervídeo mais abundante do Brasil, presente em todos os seus biomas. Por essa razão, é reconhecida por uma variedade de nomes, tais como: veado-virá, virá, virote, guaçutinga, guaçucatinga, cabra silvestre, guaçubirá. Também é encontrado desde o México até a Argentina, onde recebe os nomes de corzuela común, corzuela parda, guazu, guazu virá.

Bem adaptável, o Mazama gouzazoubira pode habitar áreas altamente modificadas pelo homem, o que explica a sua abundância: provavelmente, a própria ação humana tenha beneficiado a espécie em algumas localidades, pela remoção da floresta originalmente presente em grande parte de sua área de distribuição, o que permitiria seu avanço sobre áreas antes indisponíveis. Importante ressaltar que esta é uma característica preocupante, já que dá à espécie um alto potencial invasor, pois vai competir com vantagem sobre os habitats de outras espécies do gênero Mazama, que são menos competitivas e ecologicamente mais próximas (isto é, mais raras).

O catingueiro é um cervo de pequeno porte, pesando em torno de 18 Kg, com altura média de 50 a 65 cm e entre 88,2 e 106 cm de comprimento. A coloração geral dos indivíduos é extremamente variável, podendo ir do cinza escuro até o marrom avermelhado. A região ventral é mais clara, com áreas brancas na parte inferior da cauda e face interna da orelha. A maioria dos indivíduos tem uma pinta branca acima dos olhos, que é característica exclusiva dessa espécie. Os chifres, quando presentes, não são ramificados, possuem entre 6 e 12 cm de comprimento.

Ele parece evitar florestas altas, preferindo áreas de vegetação densa como capoeiras, bordas de mata e matas em regeneração inicial. Sua grande flexibilidade ecológica – como já observado – também permite que ocupe áreas modificadas pelo homem e áreas agrícolas como: canaviais e plantios comerciais de eucalipto e pinheiro.

São animais geralmente diurnos e solitários, mas podem formar pequenos grupos em período de escassez de alimentos ou na época de acasalamento. Demonstram um comportamento fortemente territorialista, com marcação de território feita principalmente pelos machos através do uso de sinais odoríferos e visuais (exemplos: retirada de cascas de árvores com os incisivos inferiores, a deposição de fezes e urina ou a sinalização através de glândulas odoríferas). Apesar disto, são tímidos e esquivos, presas constantes de onças – onça-pintada (Panthera onca) e a onça-parda (Puma concolor) são seus principais predadores –, pumas, cachorros-do-mato e principalmente do homem.

Alimentam-se de frutas, flores e folha. Embora a disponibilidade de alimentos ao longo do ano afeta diretamente a reprodução dos cervídeos, o veado-catingueiro ainda é capaz de se reproduzir em todos os meses do ano, mesmo quando há escassez periódica. Uma fêmea pode ter duas ninhadas em um mesmo ano. A gestação dura cerca de 7 meses e gera um filhote por vez. Os filhotes com pintas brancas na pelagem que começam a desaparecer do quarto até o sexto mês. Os pequenos ficam escondidos na vegetação densa nas primeiras semanas de vida e permanecem com a mãe durante oito meses ou até o nascimento da próxima cria. A desmama ocorre por volta do 3° ao 4° mês de vida.

Embora a espécie apresente tendência de ampliação de área de ocorrência e da área de ocupação, e uma população total de indivíduos maduros maior que 10 mil indivíduos, em razão da destruição de hábitat, por doenças transmitidas por animais domésticos (zoonoses) e à caça, a espécie já está presente na lista de Referência da Fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul, na categoria de "vulnerável" e na lista das espécies ameaçadas de extinção do estado do Rio de Janeiro, como "em perigo". Mesmo assim, pela característica da abundância é globalmente avaliada como MenosPreocupante (LC) pela IUCN e pelo ICMBio.

Acesso em 19/05/2014


sábado, 17 de maio de 2014

Gestão comunitária está salvando o pirarucu na Guiana

Gestão comunitária está salvando o pirarucu na Guiana

A quantidade de pirarucus na Guiana (Arapaima arapaima) está se recuperando graças a um plano de gestão comunitário que envolve o governo, comunidades indígenas e organizações ambientais. Durante um período de aproximadamente 10 anos, o número de pirarucus adulto com mais de 1 metro de comprimento passou de 400 para mais de 5.000 peixes, de acordo com as contagens feitas pelas comunidades da região do Rupununi. Um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu é um gigante que atinge comprimentos de até 3 metros e pode pesar 250 quilos. Estes peixes passam até 20 minutos debaixo de água, mas precisam completar seu suprimento de oxigênio indo à superfície para respirar. Esta capacidade advém de bexigas natatórias modificadas, que funcionam como pulmões e é especialmente usada durante a estação seca, quando as águas estão baixas e pobres em oxigênio. Entretanto, vir à superfície torna-os alvos fáceis para os pescadores. Na Guiana, pirarucus são protegidos por lei, junto com o jacaré-açu (Melanosuchus niger), a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), e a ariranha (Pteronura brasiliensis). A espécie está listada pela CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Selvagens Ameaçadas de Fauna e Flora), em seu Anexo II, o que significa que ainda não está ameaçada, mas será a menos que a pesca excessiva termine. Na Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas, a espécie é listada como "Dados Insuficientes" (Data Deficient).
"Até recentemente, ninguém estava prestando atenção ao pirarucu", disse Deidre Jafferally, que participa do plano de manejo do pirarucu desde o seu início. Ela é uma estudante de doutorado ligada ao Centro Internacional Iwokrama, uma das organizações ambientais envolvidas neste projeto de conservação. "Embora já soubéssemos que havia problemas, não havia dados internacionais que apoiassem esta conclusão, porque faltava uma metodologia de contagem dos peixes".
Por volta de 2001, verificou-se que a sobrevivência da espécie estava ameaçada, pois as primeiras contagens revelaram o declínio das populações de pirarucu. Embora a redução tenha sido detectada na década de 1990, os pesquisadores acreditam que ela é resultado de um período de 30 ou 40 anos de pesca excessiva. Os relatos indígenas confirmaram as impressões dos pesquisadores e deram impulso para criar um plano de manejo. Organizações ambientais como a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e WWF Guiana (World Wildlife Fund Guianas) forneceram os recursos em um total de 122 mil dólares para o desenvolvimento e execução do plano de gestão do pirarucu.
No entanto, enquanto o pirarucu ressurge, a receita advinda da pesca sustentável ainda não alcançou o vulto previsto, o que levou os moradores a pedir mudanças no plano.
Rebecca Xavier é uma indígena da tribo Wapishana, da Guiana. Ela vem da aldeia de Wowetta, uma das comunidades indígenas do Rupununi do Norte. "Em 2011, fiz parte do projeto de contagem do pirarucu. Eu trabalhava como assistente do gerente do projeto, um trabalho que pagava um salário mensal e que me manteve por um ano", disse ela.
No entanto, ela diz que o dinheiro gerado a partir da venda de carne de pirarucu, nas quantidades permitidas pelo plano de manejo, não é suficiente para os habitantes de Wowetta, uma aldeia com população de cerca de 330 pessoas. "Esta comunidade não tem realmente se beneficiado com o projeto, apesar do crescimento da população de pirarucus", disse Xavier.
No início, prometeu-se aos moradores que cada comunidade iria ganhar perto de $1 milhão em dólar da Guiana (equivalente a 5 mil dólares americanos) por ano com a venda de carne de pirarucu. Mas Xavier disse que nenhuma das aldeias, incluindo a sua própria, fez dinheiro substancial com a implementação do plano devido ao baixo percentual de pesca permitida. O número de peixes pescados foi uma fração do inicialmente previsto e a receita produzida com a venda, insignificante.
"Estamos vendo mais pirarucu nos rios e lagos", disse Michael Williams, coordenador de implementação do plano e também membro de uma das comunidades envolvidas. Segundo ele, o retorno financeiro decepcionante para as aldeias fez com que pedissem mudanças no plano, de modo a aumentar a taxa de captura permitida, na medida em que a população de pirarucus aumenta.
Surgiram também novas ideias. O plano original só englobava a pesca e venda da carne. Hoje, as comunidades pensam em outros negócios potenciais como a pesca desportiva e a aquicultura.

Fonte : 
((O)) eco
Acesso em: 17/05/2014.
Veja a matéria completa no site do ((O)) eco, clicando aqui.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Tropeiro-da-serra

Tropeiro-da-serra
Lipaugus lanioides

Nome popular: tropeiro-da-serra
Tamanho médio: 25 centímetros
Peso médio: 84 gramas.
Habitat: Mata Atlântica (regiões Sul e Sudeste).

O cantor das chuvas

De acordo com a lenda, quando o tropeiro-da-serra canta é sinal de que a chuva se aproxima. Não há dados que comprovem a crença popular, mas os pesquisadores já fizeram outras observações sobre o comportamento dessa ave, que é encontrada no Sul e Sudeste do Brasil, em regiões montanhosas da Mata Atlântica pouco exploradas pelo homem. 
Pertencente à família das arapongas, o tropeiro-da-serra é uma ave tímida e difícil de ser avistada, assim também não é nada fácil avistar seu ninho. Seu parente do mesmo gênero, Lipaugus vociferans, que vive na Amazônia, constrói o ninho a, aproximadamente, sete metros acima do chão, empilhando gravetos em emaranhados de cipó, e coloca um único ovo. Os pesquisadores acreditam que o tropeiro-da-serra tenha um ninho parecido, mas encontrá-lo ainda é um desafio.
O tropeiro-da-serra é marrom e não apresenta dimorfismo sexual, isto é, aparentemente não há nada que  diferencie os machos da fêmeas, tornando difícil a distinção do animal. No que se refere à sua alimentação, é uma ave frugívora, ou seja, alimenta-se basicamente de frutos. Entre suas preferências estão os coquinhos de palmeiras, como a do palmito e a do açaí, e frutos como os da bucuva-vermelha, que podem ser abocanhados por seus largos bicos. Os insetos complementam a dieta, mas é comendo frutos que esse animal contribui para a disseminação de plantas. Engolindo-os inteiros, as sementes passam por seu sistema digestivo e são eliminadas nas fezes. Como as aves são animais bastante móveis, elas podem alimentar-se em determinado local e defecar em outro bem distante, dispersando as sementes, contribuindo para uma nova planta brotar bem distante daquela que foi a fonte do alimento. 
Conhecer melhor os hábitos do tropeiro-da-serra é uma tarefa cada vez mais difícil para os biólogos. A ave encontra-se ameaçada de extinção por causa da destruição das matas e da exploração sem controle do palmito para o comércio. Atualmente, a Mata Atlântica está desaparecendo. Só tomando providências para preservar o que ainda resta dela é que estaremos contribuindo para que o tropeiro-da-serra e os outros animais que dependem desse hábitat continuem a existir. 

Texto de : Paula Ritter e Maria Alice S. Alves, 
Setor de Ecologia - IBRAG, 
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças nº 117
Setembro de 2001 págs. 13 e 16. 







segunda-feira, 8 de abril de 2013

Macaco em perigo

Macaco em perigo

"Pesquisadores do Centro de Primatas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão mapeando os refúgios da Amazônia em que um dos macacos mais ameaçados de extinção luta para sobreviver. O caiarara ou macaco-cara-branca foi descrito cientificamente em 1992 e, de imediato classificado como espécie "criticamente em perigo de extinção". O animal habita regiões do Pará e do Maranhão, dentro do chamado Arco do Desmatamento, onde estão as parcelas da Floresta Amazônica mais degradadas, reduzidas a apenas 30% da vegetação original. Os pesquisadores do Projeto Kaapori, do Ibama, realizaram quatro expedições nos últimos dois anos para localizar esses primatas. Entre os locais em situação mais crítica para a conservação do caiarara está a Reserva Biológica Gurupi, no Maranhão, atingida por impactos ambientais e problemas sociais."

Fonte:
Revista Horizonte nº 108, ano 19, pág. 20

Lobo cinzento

Seria muito bom ver publicadas aqui no Brasil, notícias sobre a retirada de animais da lista de animais ameaçados de extinção, como esta abaixo sobre o lobo cinzento, lá nos Estados Unidos.


Lobo cinzento está fora de perigo
fonte: Redação Portal CONPET

"Os lobos cinzentos estão saindo da lista de extinção em três estados dos Estados Unidos. Há apenas alguns anos, a população da espécie era tão reduzida que era preciso que uma lei proibisse a matança destes animais, sob risco deles desaparecerem.

A medida deu certo: atualmente existem cerca de 4 mil lobos cinzentos nos estados de Michigan, Minnesota e Wisconsin, contra apenas 200 em 48 estados americanos há apenas algumas decadas. Em três outros estados, Idaho, Montana e Wyoming, estuda-se estender a medida em breve.

O diretor do Serviço Americano de Pesca e Caça, Dale Hall, considerou o resultado um sucesso. "Estamos muito orgulhosos de anunciar que os lobos já não estão mais em perigo", informou Hall, em teleconferência.

Com a saída da lista de extinção, cessam as medidas de proteção dos lobos, e poderá também ser aberta um cota de caça destes animais. As organizações não-governamentais de proteção à espécie estão divididas: se por um lado sair da lista é uma grande vitória, significando que os esforços para preservar o animal deram certo, por outro o fim da proteção pode levar à caça indiscriminada.

São três os fatores que ameaçam os lobos: a caça, a destruição de seu habitat natural e outros tipos de perseguição."

Leia o texto completo no site abaixo:

Fonte:http://www.conpet.gov.br/noticias/kids_int.php?segmento=kids&id_noticia=1076
Acesso em 11/12/2008

A jararaca da ilha

Veja abaixo uma curiosidade interessante, com o título acima, que encontramos na revista Ciência Hoje das Crianças:

" Uma pequena ilha, localizada a cerca de 30 km do litoral sul do estado de São Paulo, é o lar de diferentes espécies de animais e, abriga, em especial, serpentes. Isso mesmo!
Muitas, muitas, mas muitas cobras mesmo povoam a Ilha da Queimada Grande, lugar que não é mais habitado pelo ser humano há, pelo menos, 83 anos. A jararaca-ilhoa é uma espécie endêmica dessa ilha, ou seja, ela não existe em outro lugar do planeta!
A jararaca-ilhoa foi descoberta pelo herpetólogo Afrânio do Amaral, em 1921.Desde então, diversos estudos revelaram características curiosas que diferenciam a ilhoa de outras espécies de jararacas que vivem no continente.
A jararaca-ilhoa, quando jovem, tem hábitos parecidos com os das jararacas do continente: ambas se alimentam à noite e comem, principalmente, pequenas pererecas, râs, lagartos e centopéias. Porém, quando se tornam adultas, surgem as diferenças. As jararacas do continente continuam sendo noturnas, vivem quase exclusivamente no chão e passam a se alimentar, principalmente, de pequenos roedores. Como não há roedores em Queimada Grande, a jararaca-ilhoa desenvolveu o hábito de se alimentar das aves que visitam a ilha, como o coleirinha, o sabiá-una e o tuque. Para capturar suas presas, a jararaca-ilhoa adulta trocou a caça noturna pela diurna e freqüentemente é vista subindo em árvores e arbustos.
O veneno da jararaca-ilhoa é cinco vezes mais poderoso que o da jararaca comum. Ele age rapidamente, paralisando a presa, que ela devora na hora. Mas não pense que todas as aves da ilha são presas fáceis para a ilhoa. Algumas, como a corruíra, parecem reconhecer a serpente, de forma que quase sempre conseguem evitar seus ataques e podem morar também na ilha sem sustos.
Hoje, a Ilha da Queimada Grande possui uma das maiores populações de serpentes por metro quadrado no mundo, mas, devido ao pequeno tamanho do local, as cobras que lá vivem estão criticamente ameaçadas de extinção. Mesmo não sendo habitada por pessoas, a ilha ainda apresenta algumas alterações no ambiente da região da época em que foi povoada por humanos. A jararaca-ilhoa, assim como outras espécies de animais que possam ser exclusivas da Ilha da Queimada Grande, desaparecerá da natureza para sempre, se a região não for preservada.
(Henrique Caldeira Costa e Vinícius de Avelar São Pedro - Museu de Zoologia João Moojen, Universidade Federal de Viçosa)"

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças
 Nº 187, de Janeiro/Fevereiro de 2008


A alimentação do tamanduá-bandeira

" Todos nós sabemos que os tamanduás se alimentam de formigas e cupins. Mas não deve ser fácil caçar formigas, principalmente as lava-pés. Essas formigas liberam ácido fórmico, que irrita a pele do tamanduá. Já os cupins se defendem produzindo certas substâncias que podem ser irritantes para alguns predadores.
O tamanduá-bandeira, animal habitante do cerrado brasileiro, consegue driblar essa situação. Usando o olfato muito apurado, ele procura os cupinzeiros e formigueiros e, quando os encontra, cava um buraco com as patas e enfia todo o focinho lá dentro. Nesse instante entra em ação a língua fina e pegajosa.
O tamanduá produz uma saliva bem viscosa, parecida com uma cola, onde os cupins e as formigas ficam grudados. Como não possui dentes, é seu estômago que tritura os insetos.
A velocidade do ataque é a arma do tamanduá para evitar as defesas dos cupins e das formigas. Atacando de surpresa, ele os apanha rapidamente com movimentos ágeis de língua e logo se afasta. Assim, ele percorre cerca de dez quilômetros todos os dias para se alimentar.
Caminhando longas distâncias diariamente seria necessário gastar muita energia. Mas o tamanduá possui algumas adaptações que permitem economizá-la. Além de ter metabolismo mais baixo, ele possui pêlos compridos e uma cauda de cerca de 80 cm que funcionam como um cobertor que evita maiores perdas de calor."

Fonte:
Ciências - Os Seres Vivos - 60ª edição
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
Editora Ática - 1999

Anfíbios ameaçados

"Sapos e rãs são conhecidos comedores de insetos, entre outros animais. O sapo americano da espécie Bufus americanus, por exemplo, chega a encher e esvaziar seu estômago de insetos devorados cerca de quatro vezes por dia. Alguns sapos conseguem comer até 50 mosquitos por minuto. No estômago de sapos, já se constatou que mais da metade dos insetos capturados eram daninhos à agricultura.
Os anfíbios, entretanto, não são tão úteis aos interesses humanos apenas por devorarem insetos que prejudicam as lavouras. A carne das rãs, por exemplo, é bastante apreciada por muita gente. Na França, um dos países que mais consomem carne de rãs, estima-se que a cada ano são comidos de 60 a 80 milhões desses animais.
Algumas substâncias vem sendo isoladas da pele dos anfíbios. Por suas propriedades antibacterianas e fungicidas, essas substâncias eventualmente poderão ser úteis na indústria farmacêutica.
O emprego abusivo de agrotóxicos, as derrubadas e queimadas de grandes florestas e a drenagem de regiões alagadas, entre outras atividades humanas, vem , entretanto, ameaçando de extinção muitos anfíbios. Muitas populações desses animais estão em declínio ou já foram extintas de certos locais. Esse fato preocupante vem ocorrendo em diversos pontos do planeta. Certamente, o homem será muito prejudicado, caso esse processo continue."

Fonte:
Ciências - Os Seres Vivos
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
60ª edição - Editora Ática - 1999

Os mono-carvoeiros

Mono-Carvoeiro
Brachyteles arachnoides


"Os mono-carvoeiros vivem somente na região Sudeste do Brasil, que vai do sul da Bahia até o norte do Paraná. Por esses 300 mil km² de Mata Atlântica viviam, na época do descobrimento, mais ou menos quatrocentos mil monos-carvoeiros. Hoje, tanto a Mata Atlântica quanto os monos estão à beira da extinção. Eles só existem agora em 11 localidades, sendo quatro fazendas particulares e 7 reservas oficiais. De cor acastanhada, os monos são animais grandes, barrigudos, de cabeça arredondada, corpo pesado (pesam até 15 quilos), pernas e braços finos e compridos, com um rabo também grande, pelado na parte de baixo.
Os monos alimentam-se de folhas, frutos, flores retirados desta ou daquela árvore durante boa parte do dia. Passam praticamente metade do tempo descansando à sombra. Os filhotes aproveitam esse intervalo para se divertir e ensaiar os primeiros passos longe das mães. Os adultos são geralmente tranquilos e quietos, irritando-se apenas quando um membro de outro grupo invade seu território. Os filhotes de mono nascem um de cada vez, de dois em dois anos, depois de uma gestação de sete meses.
Considerados como símbolo nacional e internacional dos movimentos pela conservação da natureza no Brasil, os mono-carvoeiros infelizmente, fazem parte da Lista dos Animais da Fauna Brasileira Ameaçados de Extinção. E dessa lista ninguém gosta de fazer parte."(Eduardo Marcelino Veado)

Fonte: ( Ciência Hoje das Crianças, SBPC, nº 31, maio/jun.1993.)
IN: Os Caminhos de Estudos Sociais - História e Geografia. Maria Luiza Favret. Atual Editora. São Paulo, 1996.

Para saber mais sobre os animais acima e ver imagens visite o sites abaixo:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/mono-carvoeiro.php
http://www.institutoaqualung.com.br/info_mono_carvoeiro19.html

A anta

Anta
Tapirus terrestris

A anta ou tapir, maior mamífero da América do Sul, é no entanto muito menor que seus parentes da África e da Ásia. Teorias recentes buscam a explicação para este fenômeno na última glaciação, quando a América teria secado demais para permitir a sobrevivência de animais de grande porte.

A anta chega a pesar 300 kg. Tem três dedos nos pés traseiros e um adicional, bem menor, nos dianteiros. Tem uma tromba flexível, preênsil e com pêlos que sente cheiros e umidade. Vive perto de florestas úmidas e rios: toma freqüentemente banhos de água e lama para se livrar de carrapatos, moscas e outros parasitas.

Herbívora, come folhas, frutos, brotos, ramos, plantas aquáticas, grama e pasta até em plantações de cana-de-açúcar, arroz, milho, cacau e melão. De hábitos noturnos, esconde-se de dia na mata, saindo à noite para pastar.

De hábitos solitários, são encontrados juntos apenas durante o acasalamento e a amamentação. A fêmea tem geralmente apenas um filhote, e o casal se separa logo após o acasalamento. A gestação dura de 335 a 439 dias. Os machos marcam território urinando sempre no mesmo lugar. Além disso, a anta tem glândulas faciais que deixam rastro.

Quando ameaçada mergulha na água ou se esconde na mata. Ao galopar derruba pequenas árvores, fazendo muito barulho. Nada bem, e sobe com eficiência terrenos íngremes.

Emite vários sons: o assobio com que o macho atrai a fêmea na época do acasalamento, o guincho estridente que indica medo ou dor, bufa mostrando agressão e produz estalidos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anta
Acesso em: 23/06/09.

A anta

As antas são animais fortes.Comem frutos, folhas, caules, brotos, pequenos ramos, grama, plantas aquáticas, cascas de árvores, organismos aquáticos e pastam inclusive sobre plantações de cana, melão, cacau, arroz e milho.

Durante o acasalamento, os machos atraem as fêmeas com assobios estridentes. A cópula pode ocorrer tanto dentro quanto fora da água. O casal se separa após isso.

Raramente nasce mais de um filhote; este possui uma coloração diferente dos adultos: são rajados de marrom e branco. Ele é amamentado até quando a mãe estiver lactando. Em um ano e meio já está crescido e com a aparência dos adultos.

Durante o dia, a anta fica escondida na floresta. À noite, deixa o esconderijo para pastar. Suas pegadas, difíceis de serem confundidas, podem ser vistas logo ao amanhecer nas trilhas abertas na floresta, nas margens dos rios e até no fundo das lagoas.

A anta toma banhos freqüentes de lama e de água para se livrar de parasitas como carrapatos, moscas, etc. Por isso é encontrada próxima a rios e florestas úmidas.

Anta brasileira

A anta brasileira pertence à espécie Tapirus terrestris. Mede 1,10 m de altura e 2,20 (a fêmea) ou 2 m (o macho) de comprimento. Pesa cerca de 250 kg. Ocorre na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica e no Pantanal.

A anta é encontrada também na Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela - ou seja, toda a América do Sul exceto Uruguai e Chile.

Segundo a Lista Vermelha da IUCN seu estado de conservação é "vulnerável" (VU), mas a anta se encontra "criticamente ameaçada" (CR) em alguns estados brasileiros, como Paraná e Minas Gerais. O tipo de ameaça que sofre é a destruição de seu habitat, a caça, o fato de as populações estarem isoladas e em declínio. Além do homem, são seus predadores a sucuri e a onça.

Embora a anta tenha pêlo curto acinzentado, o filhote nasce com estrias claras no meio de pêlo castanho, uma camuflagem eficiente no meio da mata. Ele já nasce com o nariz alongado, uma tromba curta que a anta movimenta para cima e para baixo. Os índios tupis chamam a anta de “tapir” e os norte-americanos adotaram esse nome, mas para os índios guaranis a anta é “emborebi”.
Habitat: Florestas Tropicais, Pantanal e Cerrado.

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/anta.php
Acesso em: 23/06/09.

Cuíca-d'água

Cuíca-d'água
Chironectes minimus

É um animal que só costuma ser visto à noite, geralmente, nadando ou mergulhando, daí a origem do seu nome popular.
Seu corpo mede cerca de 40cm e sua cauda aproximadamente 43cm. Apresenta peso em torno de 600 gramas.
Suas patas traseiras tem membranas semelhantes às dos pés dos patos, o que a ajuda na natação, que ela realiza com o corpo submerso e apenas com a cabeça acima da água. Sua cauda funciona como um leme, orientando na direção a seguir. E é na água que esse animal consegue a maior parte de seus alimentos: peixes, anfíbios, crustáceos, insetos e, às vezes, algumas plantas aquáticas.
A cuíca-d'água é um marsupial, assim como os coalas, cangurus e gambás. Nas fêmeas, o marsúpio serve para dar continuidade ao desenvolvimento dos filhotes. Os machos também tem marsúpio, mas a função é proteger os testículos enquanto nadam.
Para dar à luz seus filhotes, a cuíca-d'água constrói ninhos em tocas subterrâneas escavadas às margens de rios e riachos onde vive. Normalmente, tem duas ou três crias por gestação. Os bebês cuícas - logo depois de nascidos - vão para o marsúpio, onde ficam protegidos e mamando até estarem fortes o suficiente para viver do lado de fora.
Dentro do marsúpio os filhotes ficam protegidos mesmo com a mãe cuíca na água, por causa do pelo. A pelagem dessa espécie é curta e impermeável, não deixando passar água para dentro da bolsa marsupial, cuja abertura é voltada para trás. Assim a fêmea consegue mantê-la fechada, impedindo que a água entre enquanto nada.
A cuíca-d'água é encontrada do sul do México até o Peru, parte central da Bolívia, sul do Paraguai e nordeste da Argentina. No Brasil, ocorre nos estados das regiões Sul, Centro-oeste e Sudeste.
Está na lista de animais ameaçados de extinção, por causa do desmatamento e das queimadas que prejudicam o ambiente, ou melhor, as florestas e matas ciliares onde a cuíca-d'água vive. Para evitar o desaparecimento da espécie, é preciso criar novas áreas de preservação ambiental e ampliar as que já existem. (Texto adaptado)

Fonte:
Texto de: Jânio Cordeiro Moreira
Laboratório de Mastozoologia,
Departamento de Zoologia,
Universidade do Rio de Janeiro
IN: Revista Ciência Hoje das Crianças nº 197 de Dezembro de 2008.

Pirá-brasília

Pirá-brasília – o peixe anual da capital federal
É um peixe que só aparece de ano em ano e é uma espécie ameaçada de extinção. Ele vive no Planalto Central, mais especificamente na capital do Brasil, em lagoas que se formam uma vez por ano, no período das chuvas, entre janeiro e agosto. Depois, essas extensões de água secam e ele some, mas deixa um rastro que quase ninguém percebe. Um ano depois, reaparece, como que por encanto. Esse é o pirá-brasília, o chamado peixe anual da capital federal.
Mas como isso acontece?
Quando as chuvas param, os brejos começam a secar na região e o pirá-brasília, que só existe no Distrito Federal, acaba morrendo. Nesse momento, ocorre algo bastante interessante... Antes de darem os últimos suspiros esses animais enterram seus ovos no solo, e eles permanecem ali, esperando a próxima estação das chuvas. Os ovos, que já estavam enterrados na terra seca, depois de um ano, na presença de água, eclodem e os alevinos – como são chamados os peixes recém-nascidos – rapidamente se desenvolvem. E assim nasce uma nova leva de pirá-brasília!
Os machos e as fêmeas apresentam características bem diferentes. As fêmeas são castanho-claras, com uma ou duas manchas pretas no meio do corpo e têm nadadeiras transparentes. Os machos são vermelhos, com faixas azul-metálicas próximas à cabeça e têm pintas da mesma cor no resto do corpo e nas nadadeiras.

Fonte:
Texto de:
Pedro De Podestà Uchôa de Aquino
Departamento de Zoologia
Universidade de Brasília
http://cienciahoje.uol.com.br/145015
Acesso em: 24/08/09
Obs: Visitando o site acima você verá a matéria completa, além de um vídeo do mesmo autor do texto e também imagens.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Morceguinho do Cerrado

Morceguinho do cerrado - Lonchophylla dekeyseri
Foto: Daniela Coelho
O morceguinho do cerrado é uma espécie endêmica do cerrado que pesa entre 10 e 12 gramas, apresenta pelagem parda amarelada. Seu focinho é alongado, a língua é comprida e a cauda é curta. O animal pode ser encontrado na região do Distrito Federal, Serra do Cipó em Minas Gerais e Sete Cidades no Piauí, e vive tanto em ambientes naturais ou rurais como em ambientes urbanos. Possui modificações para utilizare néctar e pólem das plantas, mas pode também predar insetos. Porém, são espécies frágeis e que tem suscetibilidade para a extinção.
Sua dieta é composta de insetos, recursos florais e frutos. As plantas identificadas como recurso alimentar do morceguinho do cerrado são embiruçu-do-cerrado
( Pseudobombax longiflorum), pata-de-vaca (Bauhinia cf angulicaulis), açoita-cavalo (Luehea grandiflora) e jatobá-da-mata (Hymenaea stilbocarpa), que florescem no período da seca.

Para conhecer mais visite o link: http://cerradobrasil.cpac.embrapa.br/

Fonte:
AGUIAR, L.M.S.; MAURO, R.A.; Morceguinho do cerrado - Lonchophylla dekeyseri. Fauna e Flora do Cerrado, Campo Grande, Agosto 2004. Disponível em: < http://www.cnpgc.embrapa.br/rodiney/~series/fauna/morceguinho.html >. Acesso em: < -->4 , Outubro > 09 .

Cuxiú-preto


Cuxiú-preto
Chiropotes satanas

O cuxiú-preto é um macaco único. A maior parte de seu corpo é preto. Tem um rabo peludo e comprido. Mede cerca de 40 cm de comprimento de corpo e 40 cm de cauda. No queixo, tanto os machos quanto as fêmeas tem uma barba grossa. O seu peso médio é de 3 a 4 quilos. É encontrado em parte da Amazônia, no leste do estado do Pará e no oeste do estado do Maranhão. Ele habita áreas de florestas, com árvores altas e está ameaçado de extinção. Desloca-se rapidamente durante todo o dia pelas copas de árvores altas, em busca de comida: flores, brotos, insetos, aranhas e frutas. Dos frutos, o cuxiú gosta é das sementes, quando elas ainda estão verdes e macias.
É um animal veloz e arisco, o que facilita sua fuga de qualquer um que tenta se aproximar. A espécie vive em grandes grupos, com até 40 indivíduos, onde o número de machos e fêmeas é bem equilibrado.
O desmatamento e destruição das matas onde mora o cuxiú-preto são grandes ameaças à espécie. Ele também é caçado por causa de sua carne, que é usada para a alimentação e por causa de seu rabo que é vendido como espanador.

Para saber mais sobre o macaco cuxiú-preto, clique nos links:
http://animais.bicodocorvo.com.br/informacoes/mamiferos/pequenos/cuxiu-preto
http://www.anda.jor.br/?p=32347
http://portalamazonia.globo.com/pscript/amazoniadeaaz/artigoAZ.php?idAz=838
Acesso em 07/06/2010

Fontes:
Os links acima e Revista Ciência Hoje das Crianças
Nº 207, de Novembro de 2009
Página 16
Texto de Liza M. Veiga e Iran Veiga
(adaptado e com cortes)

Tigres

Tigres podem ser extintos em duas décadas

O Ecodebate publicou hoje (30/10/09) uma reportagem da Agência Reuters. A notícia é mais uma comprovação do que a ação humana é capaz de fazer para a destruição da natureza.
De acordo com a matéria, os tigres livres de todo o mundo podem desaparecer dentro de até duas décadas, se não forem tomadas medidas urgentes para frear o declínio acelerado da população de tigres que vivem livres na natureza.
Entre os fatores que estão levando a essa diminuição da população de tigres, estão a caça ilegal para a retirada de peles, a destruição de seus habitats e a redução de suas fontes de alimentação.

Veja a matéria na íntegra, clicando no link abaixo:

Fonte:
Ecodebate, cujo endereço é: http://www.ecodebate.com.br/2009/10/30/tigres-correm-risco-de-extincao-nos-proximos-15-a-20-anos/
Acesso em: 30/10/09

Ariranha

Ariranha
Pteronura brasiliensis
A ariranha é uma espécie de lontra., porém se distingue dela, por causa do grande porte. Sua distribuição original cobre a bacia Amazônica, do São Francisco e a Alta Bacia do Paraguai e do Paraná. Pode ser encontrada em quase todo território brasileiro, com exceção da Caatinga e florestas de baixada.Mas a região amazônica é que concentra o maior número de indivíduos da espécie. No Pantanal, vivem ao longo de rios, corixos e lagoas, preferindo os corpos d'água de margens expostas, onde escavam suas tocas. Vivem em grupos familiares de 5 a 9 indivíduos, são raramente solitárias e são especializadas em pescar e comer peixes grandes, mas provavelmente também podem comer crustáceos, moluscos ou outros vertebrados como cobras e filhotes de jacarés. Os indivíduos são facilmente identificados devido à suas manchas brancas na pelagem preta do pescoço.
Em cativeiro, o período de gestação registrado esteve entre 65 a 70 dias. As ariranhas defendem seus filhotes atacando bravamente em grupo.
Por causa de sua pele macia e sedosa, foram intensivamente caçadas em décadas passadas e como resultado desta caça associada à destruição de seu hábitat, a ariranha encontra-se ameaçada de extinção. No Pantanal, ainda há locais onde se pode avistar grupos de ariranhas com relativa facilidade, como na região do Rio Negro, onde foi feita a imagem ao lado. A espécie é citada como vulnerável na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção do IBAMA, atualizada em 2003.

Fontes:
http://www.cpap.embrapa.br/fauna/ariranha.html
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/793
Acesso em: 01/02/2010

Peixe-boi-marinho

Peixe-boi marinho


"A confecção de um novo mapa de distribuição do peixe-boi marinho no Nordeste brasileiro pode ser mais um aliado na preservação da espécie, hoje considerada criticamente ameaçada de extinção. A estratégia ousada de três pesquisadores, coordenados pela Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA), foi colocada em prática com o auxílio de um monomotor modelo Cessna 172 A, que sobrevoou a costa litorânea de Pernambuco, de Alagoas e da Paraíba. As informações coletadas ao longo de quatro dias, na semana passada, vão ajudar os cientistas a detectar previamente locais onde não há mais incidência de animais."

Veja a matéria completa, publicada pelo Ecodebate de 04 de fevereiro de 2010.


Fonte:
http://www.ecodebate.com.br/2010/02/04/pesquisadores-sobrevoam-litorais-de-tres-estados-do-ne-para-identificar-areas-habitadas-pelos-peixes-bois-marinhos/
Acesso em 04/02/2010

"Infográfico do Correio Braziliense. Para acessar o infográfico no tamanho original clique aqui."Operação de salvamento de peixes-bois marinhos. Dados servirão para ações de preservação."

Copaíba do Cerrado: risco de extinção

Genética ajuda a preservar a Copaíba do Cerrado paulista
Genética ajuda a preservar a Copaíba do Cerrado paulista

"Estudos realizados na Estação Ecológica de Assis (EEA) em São Paulo, cuja área é de 1.760 hectares (17,6 milhões de metros quadrados), avaliaram a diversidade genética e o sistema reprodutivo de uma espécie de copaíba (Copaifera langsdorffii). O trabalho realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, traz subsídios para ações eficientes em relação à conservação e manejo da planta.

A copaíba tem propriedades medicinais e é utilizada na indústria de cosméticos. “Desde o século 17, o bálsamo extraído do tronco da planta é utilizado no tratamento de problemas respiratórios, e também como antiinflamatório e cicatrizante. Em cidades do sudeste do País, 100 mililitros (ml) do bálsamo envasado chegam a custar R$20,00. Mas devido à devastação que ocorre no Cerrado, a copaíba está em risco de extinção em diversos estados”, conta o biólogo Roberto Tarazi." Para ver o texto completo clique aqui.

Esta é mais uma matéria publicada pelo
Ecodebate
Data: 30/03/2010