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terça-feira, 3 de junho de 2014

Projeto Malha

Projeto Malha pretende evitar mortes de animais nas estradas

Lançado em setembro de 2013 pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Projeto Malha é a primeira grande iniciativa que visa reduzir os impactos de rodovias e ferrovias nas mortes de animais identificando as áreas críticas em todo o território nacional. Com um banco de dados preciso, revelando regiões e espécies mais atingidas, o CBEE pretende propor ações efetivas para reduzir os atropelamentos, como instalação de túneis, redes de proteção, passarelas ou até cordas que possam ser utilizadas por animais que vivem nas árvores. 

Aves

O CBEE estima que 475 milhões de animais silvestres são atropelados anualmente, 15 a cada segundo, nos 1,7 milhão de quilômetros da malha viária brasileira. Aves são as mais atingidas, seguidas de mamíferos. Em Goiás, espécies ameaçadas  de extinção como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira são vítimas em potencial. Como em qualquer parte do país, não há uma estatística confiável em Goiás sobre o tema. Este ano, até 21 de maio, chegaram ao Centro de Triagem de animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e recursos Naturais (Ibama), 58 animais que sobreviveram ao impacto com veículos nas estradas goianas, 34 deles são aves. 
O Núcleo de Educação Ambiental do Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar também confirma a dificuldade de estimar a dizimação da fauna por atropelamento. A unidade costuma recolher animais mortos às margens de estradas e, após o processo de taxidermia, expõe em eventos, como a Exposição Agropecuária, por exemplo, para orientar a população sobre a preservação das espécies. Até mesmo uma rara onça preta integra a coleção do Núcleo de Educação Ambiental. 

Aplicativo
Fonte da imagem: Google Play

Com o uso da tecnologia, o coordenador do Projeto Malha, professor de ecologia da UFLA, Alex Bager, pretende montar uma grande rede brasileira de monitoramento. Desde abril, o Urubu Mobile, um aplicativo gratuito, por enquanto disponível para Android e Google Play, pode ser baixado por qualquer pessoa. Popularizado e utilizado, o aplicativo vai ajudar a criar o Banco de Dados Brasileiro de Atropelamento de Fauna Selvagem (Bafs) e contribuir para a formulação de políticas públicas que garantam a preservação da fauna em todos os Estados brasileiros. "A ideia é que qualquer pessoa baixe o aplicativo e o utilize por aí: motoristas de caminhão, taxistas, motoristas de ônibus, pessoas que costumam trafegar pelas estradas do Páis de um modo geral. Está sendo estabelecida a maior rede colaborativa de monitoramento de fauna que o Brasil já presenciou", diz Alex Bager. 

Aplicativo auxilia nos registros

Qualquer pessoa que tenha um celular inteligente ou tablet poderá baixar o aplicativo Urubu Mobile e colaborar com a coleta de dados sobre animais silvestres atropelados. Ao encontrar um animal morto na estrada a pessoa abre o aplicativo, fotografa e automaticamente a imagem é georreferenciada. Quando encontrar o sinal de uma rede wireless a imagem é enviada. Antes de ser incluída no banco de dados a foto é analisada por cinco especialistas que identificam a espécie. Sua finalidade não inclui atropelamento de animais domésticos (cães, gatos, vacas ou galinhas) e de humanos. 
Estudos no campo de Ecologia de Estradas realizados nos Estados Unidos mostram relação entre a implantação de uma rodovia e o declínio na diversidade genética da população de fauna  nos fragmentos que foram cortados pelo trecho. No Brasil, a inserção de medidas para a proteção à fauna silvestre em relação a atropelamentos em rodovias é uma prática relativamente recente. Sem planejamento, rodovias funcionam como barreiras ecológicas. Alex Bager, do Projeto Malha, ressalta que gestores públicos devem levar em consideração o atropelamento de fauna e a paisagem. "Isso torna a medida mitigadora estrutural mais econômica do que instalá-la após a rodovia construída."

Flora de Silvânia adere ao Projeto Malha

Em Goiás, até o momento, a única instituição pública que aderiu ao Projeto Malha foi a Floresta Nacional (Flona) de Silvânia. Servidores da unidade de conservação monitoram dois trechos de estradas que cortam o município: 30, 5 quilômetros da GO-010 (pavimentada) e 12 quilômetros da GO-437 (terra). De 30 de setembro de 2013 até 12 de maio de 2014, foram registradas na região 144 ocorrências de atropelamento de fauna silvestre, sendo 131 na primeira e 13 na segunda. 

Fonte: 
Texto (incompleto)de Malu Longo, 
Jornal O Popular, de 25 de maio de 2014, página 4.
E clicando aqui, você poderá instalar o aplicativo em seu smarphone ou tablet.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Araras livres para voar

Araras livres para voar

Retornaram à liberdade no dia 27/05/2014, 20 araras-canindé (Ara ararauna). Elas foram soltas pelo Ibama no município de Aragoiânia, que fica a uma hora de Goiânia,  na Fazenda Cachoeirinha, cujos proprietários são parceiros do instituto desde 2006. As aves são oriundas de apreensão  de tráfico e entregas voluntárias. Destas, 19 vieram do Rio de Janeiro, onde passaram por treinamento de voo para fortalecimento muscular e exames clínicos que atestam sua saúde. 
Na soltura branda,  como é conhecida , o viveiro fica como ponto de apoio durante alguns dias, enquanto os animais reconhecem a área.
A Fazenda Cachoeirinha é grande parceira do Ibama tanto na soltura como no cuidado de animais silvestres. A área já recebeu mais de 1.400 pássaros e psitacídeos. E é pra lá que o Ibama encaminha os filhotes de tamanduá-bandeira recolhidos ao Cetas/GO cujas mães morreram atropeladas. A proprietária Elizabeth Guimarães não permite que os animais em sua propriedade tenham um contato muito grande com humanos, para que não se acostumem e, quando soltos, sejam facilmente capturados. 
"É importante as pessoas saberem que os animais devolvidos à natureza conseguem se adaptar e voltar a ter suas funções ecológicas normalizadas, como procriar", informou o chefe do Setor de  Fauna do Ibama/GO, Leo Caetano. Ele critica as pessoas que dizem tratar os animais silvestres como filhos mas cortam as asas e os mantêm longe de seus companheiros. Ele informou que as araras, por exemplo, chegam a voar 10 quilômetros por dia, são seres que gostam de companhia de outras araras e mantêm um relacionamento monogâmico. O que normalmente não acontece em cativeiro. 
A reabilitação será monitorada. As araras receberam tinta atóxica no peito, que sairá nas próximas chuvas, e todas possuem microchip ou anilha para que pessoas que irão acompanhar o processo de reintrodução dos psitacídeos na natureza possam analisar seu comportamento. 

Fonte: 
Jornal Diário da Manhã, de 28/05/2014
Cidades, página 06
É possível ver a matéria no Diário da Manhã Digital no link abaixo:

  

sábado, 24 de maio de 2014

Espécies brasileiras ameaçadas de extinção

Mais de mil espécies da fauna brasileira correm risco de extinção


Em comemoração ao Dia Internacional da Biodiversidade,  (22/05/2014), o Ministério do Meio Ambiente apresentou o inventário da fauna brasileira, onde foram analisadas mais de 7,6 mil espécies, entre 2010 e 2014. Na Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, realizada por 929 especialistas do Brasil e do mundo, 14% das espécies, 1.051 do total, ainda estão em risco de extinção, sendo 121 com risco agravado.

Entre as espécies ameaçadas, 73% estão sob regime de proteção, em unidades de Conservação ou dentro de um Plano de Ação Nacional. Para o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, não há dúvida que a criação de unidades de conservação é uma medida necessária para proteger as espécies “em uma realidade como a brasileira, em que a dinâmica de ocupação dos habitats naturais é muito intensa”.

Para reforçar o trabalho dentro dessas unidades, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou portaria que permite a aplicação de recursos de compensação ambiental, em até 10%, em atividades para a conservação de espécies ameaçadas. “Saímos de 1.022 para mais de 7 mil espécies inventariadas e nós queremos 14 ou 15 mil nesse catálogo, para isso precismos ter estratégia de médio e longo prazo, de redes de pesquisa de áreas prioritárias, como também recursos para serem dirigidas. Então estamos vinculando às unidades de conservação recursos com vistas à pesquisa e proteção dessas espécies”, afirmou.

A ministra anunciou a retirada de 77 espécies da lista de espécies ameaçadas de extinção, que será publicada pelo ICMBio, no segundo semestre deste ano. Uma dessas espécies,  a baleia jubarte.

Segundo Izabella Teixeira, um conjunto de ações permitiram a saída da jubarte da lista, como “a visão de longo prazo com a estratégia de aumentar a proteção dos animais, de proibir a captura, somados ao grande programa de conservação feito pelo Instituto Baleia Jubarte, de estudar o comportamento da espécie, mapear as rotas migratórias e estabelecer, nestas áreas, medidas de manejo e conservação.”

O governo brasileiro também anunciou uma campanha mundial pela criação do Santuário Internacional do Atlântico Sul para as Baleias. A proposta será avaliada em setembro pela Comissão Baleeira Internacional e tem o objetivo de impedir a caça comercial nessa área do oceano, onde ainda vigora a moratória internacional sobre a captura desses animais.

Além disso, o ministério apresentou um conjunto de medidas destinadas a proteger toda a fauna brasileira, como a criação de uma força tarefa especial dedicada ao combate ao tráfico ilegal das espécies ameaçadas de extinção. Segundo Izabella Teixeira, o Ibama, ICMBio, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal já estão realizando ações, de caráter permanente, em torno de espécies como o peixe-boi da Amazônia, boto-cor-de-rosa, arara-azul-de-lear, onça-pintada e o tatu-bola.

Também foi foram anunciadas a criação do Prêmio Nacional da Biodiversidade, editado anualmente, a Bolsa Verde para comunidades que vivem em regiões relevantes para conservação de espécies ameaçadas, a reintrodução do peixe-boi-marinho no Caribe e acordos com os ministérios da Pesca e Aquicultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Por Andreia Verdélio, da Agência Brasil

Fonte: 
Acesso em 23/05/2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Museu de Londres recebe carcaça de mamute

Museu de Londres recebe carcaça mais bem conservada de mamute

Segundo cientistas, é o mais completo resto mortal desta espécie, já extinta no planeta.
O espécime de mamute foi encontrado congelado na Península Yamal, na Sibéria, em 2007. Estima-se que Lyuba, nome derivado da palavra amor, em russo, tenha morrido há 42 mil anos, com um mês de idade. O mamute mede 85 centímetros de altura e 130 de comprimento.

O corpo foi levado com todo cuidado para o museu londrino, onde será exposto na exposição “Mamutes: Gigantes da Era do Gelo”, que teve início em março e segue até setembro. A peça pertence ao Museu de Shemanovsky, na Rússia.

Extintos
Os mamutes apareceram na África há três milhões ou quatro milhões de anos. Há dois milhões de anos, emigraram para Europa e Ásia, e chegaram à América do Norte há 500 mil anos, passando pelo Estreito de Bering.

Para a ciência, continua sendo uma incógnita a causa de seu desaparecimento, que começou há 11 mil anos, quando a população destes animais reduziu drasticamente até a total extinção dos últimos exemplares siberianos, há 3,6 mil anos.

Fonte: 
G1 - Acesso em 21/05/2014
Para  ler a matéria completa e ver as fotos, clique aqui e visite o site do G1.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Países se unem contra tráfico de animais silvestres

Países se unem contra tráfico de animais silvestres

Líderes de 46 países se comprometeram a ‘“tomar ações decisivas e urgentes” para combater o tráfico internacional de espécies selvagens. A “Declaração de Londres” foi assinada essa semana, na capital inglesa, após dois dias de negociações a portas fechadas. Entre as medidas que as nações se comprometeram a adotar estão ações para erradicar o mercado de produtos oriundos da caça ilegal, acordos para fortalecer a aplicação das leis e promoção de alternativas sustentáveis para a sobrevivência e o engajamento das populações locais na luta contra a caça ilegal de animais selvagens.

A reunião foi acompanhada por organizações não-governamentais que lutam contra o tráfico internacional de espécies e também por instituições que podem agir ou oferecer recursos para combater esse tipo de crime. O Fundo Mundial para o Meio Ambiente (WWF) e a Traffic, rede internacional que monitora o tráfico de animais e plantas, divulgaram uma nota onde acolhem a declaração. Segundo as organizações, o documento reconhece as graves consequências econômicas, sociais e ambientais do  tráfico internacional da fauna e da flora, destacando que a caça ilegal e o tráfico estão sendo controlados por organizações criminosas que minam o estado de direito, a boa governança e encorajam a corrupção.

Para a conselheira-chefe para espécies do WWF do Reino Unido, Heather Sohl, os governos que assinaram a declaração enviaram uma forte mensagem: “Crime contra a vida selvagem é um crime sério e tem que ser interrompido. Esse tráfico assola populações de espécies, mas também tira a vida de guardas-florestais, impede o desenvolvimento econômico dos países e desestabiliza a sociedade por meio da corrupção”, afirmou. Heather Sohl acrescentou que existe uma crise que precisa de atenção global urgente. Para ela é preciso garantir apoio político para a nomeação de um representante especial das Nações Unidas para tratar do tema.


Entre os países que assinaram a declaração estão alguns dos mais impactados pela caça ilegal de elefantes, como a República Democrática do Congo, o Gabão, o Quênia e a Tanzânia. Outros países, que representam pontos de passagem do marfim que vai da África para a Ásia assinaram, como Togo, Filipinas, Malásia e, o maior mercado ilegal do marfim, a China. África do Sul, Moçambique e Vietnã, afetados pela caça dos rinocerontes, também participaram das negociações e aceitaram o acordo.

Fonte:
((O)) eco
Acesso em 16/05/2014

Veja matéria completa no site do Eco, clicando aqui.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Tartaruga pininga

Conhecida como pininga, esta espécie só existe no Maranhão.
Vinte anos atrás, o pesquisador Antenor Leitão de Carvalho, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, entrou no laboratório do biólogo Paulo Vanzolini, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), com uma tartaruga debaixo do braço. Carvalho queria estudá-la mas, por falta de tempo, o animal acabou se aboletando em seu jardim e gerando filhotes. Há quatro anos, Vanzolini decidiu recolher algumas dessas tartarugas para analisá-las. “Com a ajuda de uma aluna maranhense, em 1993 descobri que se tratava de um animal das lagoas dos Lençóis conhecido como pininga”, diz Vanzolini. Terminada a pesquisa, o biólogo da USP não teve dúvidas de que era uma nova espécie de tartaruga. Um dos traços característicos são faixas e círculos em amarelo e laranja na carapaça.

Fontes:

http://super.abril.com.br/ecologia/lencois-areia-436749.shtml

http://www.portalaz.com.br/noticia/municipios/139774

http://www.labohidro.ufma.br/upload_art/vol22_artigo08.pdf 

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=143090

Acesso em 25/01/2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Macaco em perigo

Macaco em perigo

"Pesquisadores do Centro de Primatas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão mapeando os refúgios da Amazônia em que um dos macacos mais ameaçados de extinção luta para sobreviver. O caiarara ou macaco-cara-branca foi descrito cientificamente em 1992 e, de imediato classificado como espécie "criticamente em perigo de extinção". O animal habita regiões do Pará e do Maranhão, dentro do chamado Arco do Desmatamento, onde estão as parcelas da Floresta Amazônica mais degradadas, reduzidas a apenas 30% da vegetação original. Os pesquisadores do Projeto Kaapori, do Ibama, realizaram quatro expedições nos últimos dois anos para localizar esses primatas. Entre os locais em situação mais crítica para a conservação do caiarara está a Reserva Biológica Gurupi, no Maranhão, atingida por impactos ambientais e problemas sociais."

Fonte:
Revista Horizonte nº 108, ano 19, pág. 20

Piracema

Fiscalização antes da piracema

"A polícia ambiental aumentou a fiscalização nos rios de Mato Grosso do Sul. Nesta época, que antecede a piracema, a pesca costuma ser maior.

A tão esperada chuva chegou ao Pantanal. O nível dos rios começou a subir e os cardumes apareceram mais cedo. Os pescadores forma trás. Com a água turva não dá para ver os cardumes, mas os pescadores sabem exatamente onde lançar o anzol. E até quem fica dentro d'água consegue pescar muitos peixes. Dai a preocupação com a reprodução das espécies.

A piracema, oficialmente, não começou, mas os policiais já intensificaram a fiscalização nos rios pantaneiros.

No Pantanal, uma lei limita o tamanho mínimo das espécies que podem ser pescadas. Peixe pequeno tem de voltar para a água. "Tem de ser consciente , senão daqui a alguns dias nossos recursos pesqueiros vão acabar", comenta o motorista Joel Ferreira. Mas nem todos pensam assim. Para retirar um dourado do rio só se ele tiver mais de 65 centímetros. A preocupação é com a pesca predatória. No último mês de temporada de pesca, em alguns rios do Pantanal o número de pescadores dobra, e é quando se retira a maior quantidade de pescado.

A piracema na bacia do rio Paraguai começa dia 5 de novembro e vai até fevereiro."

Vocabulário:
Piracema: migração que algumas espécies de peixes fazem, subindo o rio até a nascente para a desova.
Dourado: peixe de água doce que apresenta uma coloração dourada com reflexos avermelhados. O tamanho mínimo para a pesca é de 65 cm.
Pesca predatória: pesca em excesso, que não dá chance de as espécies se reproduzirem nas quantidades necessárias para a sua preservação.

Fonte:
Globo Rural/G1
Disponível em: http://www.noticiasagricolas.com.br.
IN: Ciências - 5º ano ( Coleção Brasiliana ) p. 233
Sonia Bonduki e Carolina Reuter Camargo
Companhia Editora Nacional. São Paulo, 2008

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Em favor dos animais

Pele artificial é desenvolvida pela USP
Uma pele artificial desenvolvida por professores da Universidade de São Paulo (USP) pode ser uma saída para reduzir a utilização de animais como cobaias em testes de cosméticos e farmacológicos. O uso de peles artificiais vem sendo uma tendência mundial, agora o Brasil, que antes tinha que importar a tecnologia ou mandar as fórmulas para serem testadas no exterior, desenvolveu tecnologia própria.
A pele artificial criada pela USP apresenta uma estrutura completa com três elementos: o melanócito, responsável pela pigmentação; o queratinócito, que cuida da proteção; e o fibroblasto, que são células presentes na segunda camada da pele, a derme.
Com esta tecnologia, testes de cosméticos, como protetores solares e cremes para tratar rugas, não precisarão mais ser feitos em animais, minimizando o sofrimento dos bichos.
Além de poupar as cobaias, o que é tido como imoral e antiético pelos defensores dos animais, outro fator que motivou os cientistas da USP pelo invento é o de que os resultados obtidos com a pele artificial são mais seguros. E assim, não corre-se o risco de, após ser lançado no mercado, o produto causar danos às pessoas.
A pele criada pela USP é concebida a partir de tecidos humanos oriundos de cirurgias plásticas no próprio hospital da universidade. A partir daí, esses materiais são cultivados em laboratório onde os tecidos são preparados para os testes farmacológicos.

Fonte:
Jornal Tribuna do Planalto
Edição nº 1194, de 25 a 31 de outubro de 2009
Suplemento: Escola nº 441 página 3

Tigres

Tigres podem ser extintos em duas décadas

O Ecodebate publicou hoje (30/10/09) uma reportagem da Agência Reuters. A notícia é mais uma comprovação do que a ação humana é capaz de fazer para a destruição da natureza.
De acordo com a matéria, os tigres livres de todo o mundo podem desaparecer dentro de até duas décadas, se não forem tomadas medidas urgentes para frear o declínio acelerado da população de tigres que vivem livres na natureza.
Entre os fatores que estão levando a essa diminuição da população de tigres, estão a caça ilegal para a retirada de peles, a destruição de seus habitats e a redução de suas fontes de alimentação.

Veja a matéria na íntegra, clicando no link abaixo:

Fonte:
Ecodebate, cujo endereço é: http://www.ecodebate.com.br/2009/10/30/tigres-correm-risco-de-extincao-nos-proximos-15-a-20-anos/
Acesso em: 30/10/09

Mostra de cinema ambiental do Ibama

Mostra Nacional Ambiental – Caminhos da Sustentabilidade

Na sede do Ibama, em Brasília , acontecerá a Mostra de Cinema Ambiental, de 3 a 7 de novembro, durante a Mostra Nacional Ambiental - Caminhos da Sustentabilidade. É o que diz a notícia no site do Ibama.
"É a Mostra de Cinema Ambiental, que traz a discussão do meio ambiente através da linguagem do cinema, com mais de 80 filmes, nacionais e internacionais. A Mostra de Cinema Ambiental, que terá lugar no Auditório do Ibama, com capacidade para 150 espectadores, acontece de 3 a 7 de novembro, com uma programação variada que vai do início do dia ao final da noite. São 86 títulos em cartaz, que somam cerca de 32 horas de exibição, durante os seis dias do evento. A programação é composta por 9 filmes de longa-metragem, 8 de média-metragem e 69 de curta-metragem, com espaço para documentários, animações, ficções e mesmo experimentais. As produções estão divididas em sessões temáticas que têm como intuito aglutinar temas semelhantes, e mostrar diferentes pontos de vista sobre os mesmos problemas, e como eles acontecem nas diferentes regiões do Brasil. Todos os filmes serão exibidos no formato DVD, com sessões gratuitas. A mostra tem caráter não-competitivo e não possui fins lucrativos."

Veja a notícia na íntegra no site do Ibama, cujo endereço é:

http://www.ibama.gov.br/2009/10/mais-de-80-filmes-sobre-o-meio-ambiente-serao-exibidos-na-mostra-nacional-ambiental/
Acesso em: 02/11/09.

Cativeiro ilegal de animais silvestres

Operação do Ibama no MT flagra cativeiro ilegal de animais silvestres


O Ibama de Barra do Garças (MT), através de sua Gerência Executiva e em parceria com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, apreendeu um arsenal de armamentos na fazenda Pequi - município de Cocalinho.
Na fazenda foi encontrado um criadouro irregular de animais silvestres, sendo apreendidos 38 animais, inclusive uma jaguatirica, que estava debilitada e com a mandíbula fraturada.
Foram encontrados também partes de animais silvestres que ficavam expostas na fazenda, além de armadilhas e viveiros.

Fatos como o relatado acima ( o criadouro ilegal) só ocorrem porque existem pessoas que compram animais silvestres mesmo sabendo que isso é ilegal e que os animais são perseguidos, capturados, ficam em cativeiros em condições precárias, o que provoca a morte de muitos e é uma das causas do risco de extinção de espécies importantes para o meio ambiente.
É preciso conscientizar as pessoas para que não contribuam com esse tipo de ação, não comprando animais silvestres ilegalmente.

O Ibama tem realizado um importante trabalho, mas é preciso que a população também faça a sua parte!

Fonte:
Ecodebate
Disponível em: http://www.ecodebate.com.br/2009/12/02/ibama-flagra-cativeiro-ilegal-de-animais-silvestres-e-apreende-arsenal-no-mt/Acessos em: 04/12/09.

Comércio de peles: crueldade nas fazendas chinesas

Denúncia: comércio de peles é sinônimo de crueldade com animais na China
Recebi por e-mail uma gravíssima denúncia: a crueldade que acontece com animais em fazendas chinesas que comercializam pele de animais. Investigadores disfarçados, fizeram filmagens que mostram como é feita a retirada de peles nessas fazendas: uma verdadeira crueldade! A pele é retirada de forma brutal, quando muitos animais ainda estão vivos e lutando desesperadamente pela vida! Depois que a pele é arrancada, os corpos ensanguentados e em carne viva, são jogados uns em cima dos outros, onde muitos permanecem respirando por cerca de 5 a 10 minutos! É simplesmente horrível de se ver! São imagens chocantes!
Segundo o site do Peta "A globalização do comércio de peles tornou impossível de saber de onde vem a pele comercializada. A China fornece mais de metade das peças de vestuário de peles... "E completa: "A única maneira de evitar a crueldade inimaginável é nunca usar peles."

É preciso denunciar barbaridades como essa. E para isso, o site fornece um link do lado esquerdo onde é possível participar de um abaixo-assinado contra o abate cruel de animais para a retirada de peles. O link direto para participar é: http://www.furisdead.com/pledge-furfree.asp?c=chfrplg

E para ver o vídeo, o link é: http://www.peta.org/feat/ChineseFurFarms/index.asp

Assine, participe e principalmente, não use roupas de pele! Somos seres humanos e não podemos permitir e muito menos colaborar para que algo tão terrível continue a acontecer! Protegendo os animais nos tornamos maiores!

Cientistas criam mosquito antidengue

Cientistas criam mosquito antidengue

"A engenharia genética produziu mosquitos Aedes aegypti capazes de suprimir populações naturais do transmissor da dengue. A invenção mereceu um artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e é considerada arma promissora contra uma doença que atinge, ao menos, 50 milhões de pessoas por ano. Os insetos transgênicos carregam um gene que impede as fêmeas de voar quando atingem a idade adulta. Elas têm dificuldade para sair da água, não conseguem se reproduzir e se alimentar de sangue. Assim, morrem sem deixar descendentes ou transmitir a doença.
Os machos podem voar normalmente. O que não acarreta problema, pois eles se alimentam apenas de néctar e sucos vegetais. São incapazes de transmitir o vírus. Além disso, ao chegar à fase adulta, os machos transgênicos cruzam com as fêmas presentes no ambiente e conferem à sua descendência o gene que impede as fêmeas de voar, diminuindo a população dos mosquitos.
"A ideia não é nova", explica Osvaldo Marinotti, cientista brasileiro da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI) que assina o artigo. "Algo semelhante já é usado contra insetos na agricultura há muito tempo". Normalmente, as pragas são esterilizadas com o uso de radioatividade e, depois, liberadas na plantação. No artigo da PNAS, os pesquisadores substituíram a irradiação por engenharia genética, técnica mais barata e que não diminui o desempenho reprodutivo dos mosquitos."

Fonte:
Jornal O Popular, pág. 08
Ano 71 nº 20.506
De 23 de fevereiro de 2010

Biologia Sintética

Publicada no Ecodebate, uma matéria interessante. O artigo fala sobre biologia sintética e uma cartilha que é disponibilizada para donwload . Veja uma parte do mesmo, logo abaixo.

"A biologia sintética é uma tecnologia que permite obter um novo código genético usando DNA fabricado, a partir do qual é possível projetar e construir, ou reprogramar, organismos vivos para que executem tarefas diferentes das que seriam naturais.

As grandes empresas transnacionais que controlam agrocombustíveis, sementes (inclusive transgênicas), comercialização de grãos, petróleo, fabricação de automóveis, monocultivos florestais, fabricação de celulose e de produtos farmacêuticos apostam nessa tecnologia.

A biologia sintética oferece uma nova plataforma tecnológica capaz de transformar os setores de alimentação, agricultura, saúde, indústria manufatureira, e toda a natureza. Ela também significa um instrumental mais barato e acessível para construir armas biológicas, patógenos virulentos e organismos artificiais que podem representar graves ameaças para os seres humanos e para o Planeta.

Essa tecnologia permite amplas alianças entre corporações de setores distintos, por exemplo, entre companhias petroleiras, de reflorestamento e do agronegócio, associadas a empresas recentes de biologia sintética.

Já está ocorrendo um massivo e deliberado redirecionamento na economia do planeta, buscando aproveitar ao máximo a produção de biomassa para transformá-la em químicos, combustíveis e novos materiais ‘verdes’ de alto valor. É a chamada ‘economia de carboidratos’ ou ‘economia do açúcar’. O objetivo é substituir recursos fósseis (carvão, petróleo e gás) por carboidratos vivos (plantas) e monetarizar o valor ecológico da flora, fauna e dos chamados ‘serviços ambientais’."

Para baixar diretamente a cartilha, clique aqui.

E para ver a matéria completa visite o site do Ecodebate.

Fonte:
Ecodebate, de 15/03/2010
Acesso em 16/03/2010

Copaíba do Cerrado: risco de extinção

Genética ajuda a preservar a Copaíba do Cerrado paulista
Genética ajuda a preservar a Copaíba do Cerrado paulista

"Estudos realizados na Estação Ecológica de Assis (EEA) em São Paulo, cuja área é de 1.760 hectares (17,6 milhões de metros quadrados), avaliaram a diversidade genética e o sistema reprodutivo de uma espécie de copaíba (Copaifera langsdorffii). O trabalho realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, traz subsídios para ações eficientes em relação à conservação e manejo da planta.

A copaíba tem propriedades medicinais e é utilizada na indústria de cosméticos. “Desde o século 17, o bálsamo extraído do tronco da planta é utilizado no tratamento de problemas respiratórios, e também como antiinflamatório e cicatrizante. Em cidades do sudeste do País, 100 mililitros (ml) do bálsamo envasado chegam a custar R$20,00. Mas devido à devastação que ocorre no Cerrado, a copaíba está em risco de extinção em diversos estados”, conta o biólogo Roberto Tarazi." Para ver o texto completo clique aqui.

Esta é mais uma matéria publicada pelo
Ecodebate
Data: 30/03/2010

sexta-feira, 15 de março de 2013

Urutau


Urutau
Nyctibius griseus

Pássaro emblemático e misterioso, aparece em lendas, contos, poesias e até nas grandes cidades, onde às vezes sua presença inusitada aparece divulgada pela imprensa. É o que aconteceu em Goiânia, no último dia 05 de junho. Veja uma parte da matéria, abaixo:

"No dia reservado em todo o mundo à defesa do meio ambiente, moradores do Setor Bueno tiveram a oportunidade de apreciar uma cena bela e rara. Sobre a grade de um prédio [...], um urutau permaneceu estático durante todo o dia, alheio ao movimento de carros e de pessoas. Crianças, adultos e idosos, encantados com a ave, fizeram questão de parar por alguns minutos para observá - la detalhadamente.
Pássaro de hábitos noturnos, o urutau tem como habitat a região das matas. Na maioria das vezes, ele pousa sobre galhos e, pelas características físicas, chega a ser confundido com árvore. A ornitóloga Anamaria Achtshim assinala que na Grande Goiânia esse pássaro é encontrado em áreas como o Parque Ecológico, Bosque dos Ipês, a mata perto do campus da Universidade Federal de Goiás e a Ecovila, entre outras localidades.
A fuga da ave para a cidade, conforme a ornitóloga, ocorre em função de queimadas e do desmatamento." A ave foi retirada do local por uma equipe do Corpo de Bombeiros.

Fonte: Jornal O Popular (Cidades) nº 20.244, ano 71, de 06 de junho de 2009.O urutau também pertence à fauna do cerrado.

Inventário de aranhas

Inventário de aranhas


"O Museu de História Natural de Nova York está fazendo um inventário mundial de aranhas com a participação de 16 centros de pesquisa de 9 países, inclusive duas do Brasil - o Instituto Butantan e o Museu Paraense Emílio Goeldi. A iniciativa, que pode parecer estranha a princípio, tem grande importância. Uma vez que muitos grupos desses animais têm uma distribuição geográfica restrita, as espécies são consideradas excelentes indicadores de biodiversidade. Isso significa que elas poderão ser usadas, no futuro, para a delimitação das áreas importantes para a conservação. A América do Sul é a região mais rica em variedades de aranhas. Das mais de 5 mil mil espécies existentes no mundo, apenas 200 já foram devidamente estudadas."

Fonte:
Revista Horizonte nº 108, ano 19, pág. 17

quinta-feira, 14 de março de 2013

Aquecimento da Terra coloca espécies em perigo

Terra fica mais quente e coloca espécies em perigo
No dia 28/09/09, o R7 publicou uma matéria com o título acima na seção "bichos".

De acordo com o artigo, várias ações humanas estão causando o aquecimento da superfície do planeta Terra.
São vários os efeitos que poderão ocorrer com esse aumento de temperatura como a elevação do nível do mar, com inundação de parte do litoral de todo o planeta. A saúde da população também poderá ser diretamente afetada pelo aquecimento global, com a ocorrência de doenças respiratórias e aquelas transmitidas por pragas como os mosquitos e outros insetos, que ocorrem com mais frequência em regiões mais quentes.
Como a temperatura é um aspecto importante para os processos biológicos das espécies, plantas e animais também serão afetados.

Fonte: R7
Acesso em 28/09/09

Para ler a notícia na íntegra, clique na imagem ou no link abaixo:
http://entretenimento.r7.com/bichos/noticias/terra-fica-mais-quente-e-coloca-especies-em-perigo-20090928.html


Dez motivos para o Cerrado se tornar Patrimônio Nacional

Dez motivos para o Cerrado se tornar Patrimônio Nacional, de acordo com o Movimento Cerrado Vivo:

1- É no Cerrado que nascem rios importantes como: o São Francisco, o Jaguaribe, o Parnaíba, o Tocantins, o Araguaia, o Xingu, o Madeira, os formadores do Paraguai ( o Pantanal), o Paranaiba, o Grande e o Rio Doce, o que dá ao bioma Cerrado, o título de "caixa d'água" do Brasil. Sua devastação ameaça o fornecimento de água doce no País, e pode nos levar a uma crise energética. Estima-se que 95% da população brasileira depende da energia gerada pelas água do Cerrado.

2- 30% da biodiversidade brasileira está no Cerrado. Com a devastação, uma riqueza incalculável ainda não pesquisada está desaparecendo. 44% das espécies do Cerrado são endêmicas, ou seja, só existe aqui. O Cerrado é a savana mais rica do mundo.

3- 70% do Cerrado já foi destruído. Dos 30% restantes, apenas 5% constituem áreas suficientemente grandes para manter a biodiversidade, os outros 25% tendem a desaparecer.

4- Contem metade dos pássaros do Brasil. A grande diversidades de espécies animais apresenta uma forte associação com os ecossistemas locais. Várias espécies como a onça-pintada, o lobo-guará, o tatu-canastra e a águia cinzenta estão ameaçadas de extinção.

5- Cumpre um importante papel de interligação entre os biomas Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Amazônia, sendo o único bioma brasileiro com essa característica. Como na natureza tudo funciona de forma integrada, ao se arrancar o "miolo" de um ser vivo, ele obviamente morre.

6- Encontra-se na lista dos 34 hotspots - as regiões do mundo que concentram os mais altos níveis de biodiversidade e onde as ações de conservação são mais urgentes - elaborada pela Conservation International.

7- Abriga imensa sociodiversidade de povos e comunidades tradicionais, indígenas, sertanejos, ribeirinhos e quilombolas, que estão com suas culturas ameaçadas pelo impacto do avanço da fronteira agrícola. Tais culturas têm o conhecimento, trazido pela vivência, de como lidar com a complexidades do Cerrado, para mantê-lo vivo.

8- O ritmo de devastação é três vezes maior do que o da Amazônia, da ordem de 3 milhões de hectares/ano. Apenas 2% da área é preservada por lei.

9- A estimativa é de que o bioma Cerrado desapareça em 22 anos, caso o atual modelo predatório de desenvolvimento seja mantido.

10- As emissões de carbono do Cerrado aproximam-se da quantidade emitida pela Amazônia. A redução destas emissões pode justificar compensação financeira e fortalecer o nome do Brasil nas negociações internacionais.


Fonte:
http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2008/09/08/noticia_interna,id_sessao=13&id_noticia=30646/noticia_interna.shtml
Acesso em 05/04/2009

Veja abaixo, um vídeo produzido por Wagner Oliveira e Sidney Dutra, em 1994, que retrata bem as belezas e também os problemas que o Cerrado enfrenta: