ABC da Passarada
Lalau e Laurabeatriz

Porquinho-da-Índia
Poema de Manuel Bandeira
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração eu tinha
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não se importava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.
Fonte: http://www.lainsignia.org/2005/enero/cul_027.htm Acesso em: 27/09/09
Veja logo abaixo um vídeo meu:
De manhã, todos os dias
Nasce o sol lindo e dourado
Com seus raios cor de ouro,
Projeta lindos bordados
Nas palmas dos Buritis,
Pelos córregos do Cerrado
Dando vida a este poema
Se escuta da Seriema, o lindo canto afinado!
Seriema, teu canto,
É lindo demais!!
Sentimento profundo, lembrança, saudades
Teu canto me trás
Seriema, teu canto, é lindo demais!
Me faz tão feliz!
Recordando momentos
Inesquecíveis que não voltam mais
Tardezinha, quando o sol,
Se esconde atrás da serra,
Aparece o véu da noite,
Para escurecer a terra!
E a Princesa do Cerrado,
Com seu canto encantador
Abre o bico, ergue a cabeça,
Num ritual de louvor
Agradece a Natureza com seu canto
Sua Alteza, agradece ao Criador.
Você sabia?
"...que duas ou mais emas [...] botam os ovos em um único ninho? O homem do campo, muito observador, fez até uma quadrinha:
Assim que terminam de botar, saem de fininho e deixam o macho chocando a ninhada, que tem, às vezes mais de 40 ovos.
A ema deixa alguns ovos fora do ninho para apodrecer. Os ovos podres atraem muitas moscas, que servem de alimento para os filhotes quando nascem.”
Fonte: A vida no cerrado. Roberto Antonelli Filho. São Paulo: FTD, 1997 ( Coleção Tropical)