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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Nova ameaça às onças do Pantanal: os traficantes de drogas!

Traficantes de droga: nova ameaça às onças do Pantanal
Em foto de 2013, Sally, a onça que provavelmente foi morta por traficantes de droga. uma onça-pintada que vivia no Pantanal no Brasil, quando ela ainda estava viva em 2013. A imagem foi feita por uma turista e ajudou a identificar a carcaça do animal.

Na manhã de 29 de março, Sally foi encontrada boiando no rio Cuiabá. Sem vida e inchado, seu corpo ia boiando lentamente em direção à Bolívia, quando peões de uma fazenda local puxaram-no para a praia. Na sua nuca brilhava o vermelho de dois ferimentos à bala. Na fazenda tiraram fotos, chamaram a polícia local e esperaram as autoridades para recuperar o corpo.

A autópsia revelou que ela provavelmente foi morta no dia anterior, por um tiro de cima - e de bem perto - de um revólver calibre 38. No primeiro semestre de 2014, no Pantanal, Sally foi uma das três onças baleadas e mortas. O Pantanal é a maior área úmida tropical do mundo. Este isolado delta na parte centro-oeste do Brasil abriga a maior população de onças-pintadas do mundo: estima-se que até 11 animais por quilômetro quadrado.


A notícia logo se espalhou pelas fazendas, hotéis e pousadas que pontilham nessa região e pelas organizações conservacionistas no exterior, muitas das quais especializadas na proteção a onça-pintada. Em uma hora a onça foi identificada através de fotos tiradas em 2013 que mostravam marcas singulares no lado esquerdo do corpo. A autora das imagens foi uma turista chamada Sally, e, por isso, seu nome foi dado à onça. Em menos de uma semana surgiu uma fazenda local oferecendo uma recompensa de US $1.000 por qualquer informação relacionada à morte do animal. Á medida que a perplexidade e a desconfiança aumentavam, conservacionistas no exterior se ofereceram para colaborar. No final, a recompensa atingiu mais de US $ 2.000. Se condenado, o responsável por esse tipo de crime pode pegar até cinco anos de prisão - sem fiança - e uma multa de US $ 5.000.

Novos suspeitos

"Sempre que encontramos o corpo de uma onça, ficamos desconfiados", disse Alexandre do Nascimento, chefe da polícia militar em Corumbá, cidade localizado na fronteira com a Bolívia e que é a porta de entrada para o Pantanal. Sua equipe está entre aquelas designadas para investigar o caso. "Se fosse um fazendeiro, teria tido o cuidado de enterrar o corpo, enquanto se fosse alguém que estivesse caçando ilegalmente, teria levado a pele."

Na verdade, as autoridades agora se voltam para um novo tipo de suspeitos neste caso: traficantes transportando cocaína entre a Bolívia e o Brasil. Eles são conhecidos por usar os rios Paraguai, Cuiabá, e Pirigara. Acredita-se também que usem armas curtas - o tipo que disparou dois tiros no pescoço de Sally. Para os traficantes de drogas que se deslocam através do Pantanal, as onças atraem turistas e policiais para rotas fluviais remotas.

Os fazendeiros do Pantanal, antes considerados os maiores inimigos das onças, agora estão entre seus mais ardentes protetores. Junto com grupos conservacionistas, eles começam a tentar novas estratégias para proteger o grande felino da ameaça que emerge do próspero negócio de drogas da região.

"Essas onças agora valem mais do que qualquer pessoa por aqui", disse Nilson Soares, que trabalha em uma empresa de processamento de couro de jacaré em Poconé, uma empoeirada cidade de fronteira no extremo norte do Pantanal. "Mas todo mundo nesta cidade já esteve do outro lado desta questão, mesmo que não falem sobre isso. Eles se lembram de quando as peles de onça circulavam por aqui".

Vaqueiros convertidos em conservacionistas

Durante anos, o Estado fez vista grossa aos fazendeiros que caçavam onças para proteger seus rebanhos de gado. Na década de 1960 e início dos anos 70, o comércio mundial de peles agravou esta tendência, e foi responsável pela morte de cerca de 18.000 onças por ano. Além disso, safáris ilegais traziam turistas endinheirados de todo o mundo para fazendas que ofereciam pacotes de caça, com tudo incluído. É difícil apontar números exatos, mas por volta dos meados dos anos 70, a população de onças pantaneiras caiu sensivelmente.

Mas na década de 1980 duas coisas mudaram em favor das onças. O governo brasileiro, que havia proibido a caça do animal em 1967, começou a intensificar a repressão à atividade. E, ao mesmo tempo, o preço da carne de vaca caiu. Muitos fazendeiros abandonaram suas fazendas durante esses anos, enquanto os que ficaram deixaram de ver o gado como uma fonte confiável de renda.

Hoje em dia, os fazendeiros ganham mais cobrando dos turistas por tours de observação das onças do que as abatendo para proteger o gado. O ecoturismo atrai cerca de 68 mil turistas por ano e passou a ser boa para a indústria de gado. A população de onças da região se recuperou.

"Agora as pessoas percebem que se a onça morre o fazendeiro sofre. As onças podem comer todo o gado que quiserem na minha fazenda", disse Jamil Rodrigues da Costa, um fazendeiro de gado de quarta geração e proprietário do Hotel Porto Jofre, uma pousada ecológica no Pantanal.

Nem sempre foi assim. Seu avô, um dos caçadores mais conhecidos do Pantanal, construiu um patrimônio em terras vendendo peles de onça. "Naqueles dias, os fazendeiros locais, ansiosos por ver as onças mortas, pagavam duas reses para cada onça que ele matava", disse Costa. "Mas esse era o Pantanal de então, e as coisas mudaram muito nos anos que passaram".

Veja a matéria completa no site  ((O)) eco
Fonte:

Acesso em: 07/11/2014

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Cuícas

Cuíca
Gracilinanus microtarsus


No meio de insetos, tamanduás e anfíbios, está um animal bem peculiar: a cuíca (Gracilinanus microtarsus).
Ela tem pelos longos e macios, na maior parte marrom-avermelhado e a base cinza. No dorso, a pelagem é mais clara, como também é no rosto. Possuem anéis escuros ao redor dos olhos negros, amplos e proeminentes. A parte anterior do pescoço é alaranjada. A cauda, preênsil e escamosa, é marrom e as patas, esbranquiçadas, com dedos são relativamente longos, com pequenas garras. É um animal pequeno: tem 105 a 110 mm de comprimento da cabeça e corpo e cauda de 145 a 153 mm. Têm uma massa entre 10 e 45 gramas.

São marsupiais da família Didelphidae à qual pertencem os gambás, catitas e cuícas. A cuíca Gracilinanus microtarsus é encontrada apenas no Brasil, natural dos biomas Mata Atlântica e Cerrado, nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul.

Vivem nas florestas úmidas da Mata Atlântica e florestas caducifólias espalhadas nas regiões do sul do Cerrado. A espécie tem hábitos predominantemente arborícola e noturno. Solitários, passam os dias descansando em ocos de árvores. Quando em atividade, frequentemente forrageiam no solo. A locomoção é feita a passos curtos e rápidos, com o auxílio da cauda preênsil.

A sua dieta é composta principalmente por insetos, mas podem se alimentar de comer algumas aranhas, caracóis, e até mesmo frutas. O G. microtarsus atua como importante dispersor das sementes de espécies da família das aráceas em uma área de Mata Atlântica.

A reprodução da cuíca se inicia nos meses de maior pluviosidade. As fêmeas entram em cio uma vez por ano, entre agosto e setembro, e têm ninhadas de até doze filhotes, que nascem durante a estação chuvosa, quando o alimento é abundante. A mãe não possui uma bolsa, mas um conjunto de cerca de 14 mamas. Os filhotes são desmamados após três meses de idade, entre novembro e dezembro.

Os jovens crescem, até os seis meses de idade, e atingem a maturidade sexual com um ano. A maioria das cuícas não sobrevive por muito mais tempo do que um ano, mas podem chegar a dois anos de idade. Além do pouco tempo de vida, têm que lidar com seus predadores: jaguatiricas, gatos-do-mato, guaraxains, lobos-guará e gaviões-de-rabo-branco.

Leia a matéria completa no ((O)) eco

Fonte:
((O)) eco
Acesso em 09/06/2014.
Leia mais no site do ((O)) eco

terça-feira, 3 de junho de 2014

Projeto Malha

Projeto Malha pretende evitar mortes de animais nas estradas

Lançado em setembro de 2013 pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Projeto Malha é a primeira grande iniciativa que visa reduzir os impactos de rodovias e ferrovias nas mortes de animais identificando as áreas críticas em todo o território nacional. Com um banco de dados preciso, revelando regiões e espécies mais atingidas, o CBEE pretende propor ações efetivas para reduzir os atropelamentos, como instalação de túneis, redes de proteção, passarelas ou até cordas que possam ser utilizadas por animais que vivem nas árvores. 

Aves

O CBEE estima que 475 milhões de animais silvestres são atropelados anualmente, 15 a cada segundo, nos 1,7 milhão de quilômetros da malha viária brasileira. Aves são as mais atingidas, seguidas de mamíferos. Em Goiás, espécies ameaçadas  de extinção como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira são vítimas em potencial. Como em qualquer parte do país, não há uma estatística confiável em Goiás sobre o tema. Este ano, até 21 de maio, chegaram ao Centro de Triagem de animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e recursos Naturais (Ibama), 58 animais que sobreviveram ao impacto com veículos nas estradas goianas, 34 deles são aves. 
O Núcleo de Educação Ambiental do Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar também confirma a dificuldade de estimar a dizimação da fauna por atropelamento. A unidade costuma recolher animais mortos às margens de estradas e, após o processo de taxidermia, expõe em eventos, como a Exposição Agropecuária, por exemplo, para orientar a população sobre a preservação das espécies. Até mesmo uma rara onça preta integra a coleção do Núcleo de Educação Ambiental. 

Aplicativo
Fonte da imagem: Google Play

Com o uso da tecnologia, o coordenador do Projeto Malha, professor de ecologia da UFLA, Alex Bager, pretende montar uma grande rede brasileira de monitoramento. Desde abril, o Urubu Mobile, um aplicativo gratuito, por enquanto disponível para Android e Google Play, pode ser baixado por qualquer pessoa. Popularizado e utilizado, o aplicativo vai ajudar a criar o Banco de Dados Brasileiro de Atropelamento de Fauna Selvagem (Bafs) e contribuir para a formulação de políticas públicas que garantam a preservação da fauna em todos os Estados brasileiros. "A ideia é que qualquer pessoa baixe o aplicativo e o utilize por aí: motoristas de caminhão, taxistas, motoristas de ônibus, pessoas que costumam trafegar pelas estradas do Páis de um modo geral. Está sendo estabelecida a maior rede colaborativa de monitoramento de fauna que o Brasil já presenciou", diz Alex Bager. 

Aplicativo auxilia nos registros

Qualquer pessoa que tenha um celular inteligente ou tablet poderá baixar o aplicativo Urubu Mobile e colaborar com a coleta de dados sobre animais silvestres atropelados. Ao encontrar um animal morto na estrada a pessoa abre o aplicativo, fotografa e automaticamente a imagem é georreferenciada. Quando encontrar o sinal de uma rede wireless a imagem é enviada. Antes de ser incluída no banco de dados a foto é analisada por cinco especialistas que identificam a espécie. Sua finalidade não inclui atropelamento de animais domésticos (cães, gatos, vacas ou galinhas) e de humanos. 
Estudos no campo de Ecologia de Estradas realizados nos Estados Unidos mostram relação entre a implantação de uma rodovia e o declínio na diversidade genética da população de fauna  nos fragmentos que foram cortados pelo trecho. No Brasil, a inserção de medidas para a proteção à fauna silvestre em relação a atropelamentos em rodovias é uma prática relativamente recente. Sem planejamento, rodovias funcionam como barreiras ecológicas. Alex Bager, do Projeto Malha, ressalta que gestores públicos devem levar em consideração o atropelamento de fauna e a paisagem. "Isso torna a medida mitigadora estrutural mais econômica do que instalá-la após a rodovia construída."

Flora de Silvânia adere ao Projeto Malha

Em Goiás, até o momento, a única instituição pública que aderiu ao Projeto Malha foi a Floresta Nacional (Flona) de Silvânia. Servidores da unidade de conservação monitoram dois trechos de estradas que cortam o município: 30, 5 quilômetros da GO-010 (pavimentada) e 12 quilômetros da GO-437 (terra). De 30 de setembro de 2013 até 12 de maio de 2014, foram registradas na região 144 ocorrências de atropelamento de fauna silvestre, sendo 131 na primeira e 13 na segunda. 

Fonte: 
Texto (incompleto)de Malu Longo, 
Jornal O Popular, de 25 de maio de 2014, página 4.
E clicando aqui, você poderá instalar o aplicativo em seu smarphone ou tablet.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Jaritataca

Jaritataca
(Conepatus semistriatus)

A jaritataca (Conepatus semistriatus) é um animal pequeno, com cerca de 30 a 52 cm de comprimento, cauda entre 16 e 31 cm e que costuma pesar algo entre 1,4 e 4,0kg. Sua cabeça é arredondada, corpo compacto e patas dianteiras com garras longas e negras, focinho longo e sem pelo. A volumosa cauda tem pelos negros na base e brancos até o final. Os pelos do corpo variam de uma coloração preta ou marrom-escuro, com duas listas brancas que correm por cima do dorso, divididas em duas, que seguem paralelas até a base da cauda.

Conhecido popularmente como jitira, jaratataca, jacarambeva, tiaca, cangambá e, também gambá, o Conepatus semistriatus é um mamífero onívoro da família Mephitidae. No entanto, os mefitídeos, que incluem o cangambá e as chamadas doninhas fedorentas, apesar das semelhanças do mecanismo de defesa – uso de odores fétidos contra ameaças –, não podem ser chamadas de gambás, que são marsupiais, como o canguru.

A espécie ocorre no sul do México, norte da Colômbia, Venezuela, Peru e Brasil. No território brasileiro, ocorrendo no Cerrado e Caatinga, da região Nordeste do país ao estado de São Paulo. A espécie é amplamente distribuída na sua área de ocorrência e relativamente abundante, porém pode ser bastante rara em alguns locais como no do Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe.

O C. semistriatus prefere as áreas de vegetações abertas típicas de seus habitats, evitando regiões de matas mais densas. A espécie apresenta boa tolerância a ambientes alterados pela ação humana, além de serem tolerantes à áreas de lavoura, como canaviais e plantações de eucalipto.

É um animal solitário e de hábitos noturnos. Ele se torna ativo logo após o pôr do sol quando sai de sua toca, uma estrutura que, quando não é cavada pela própria jaritataca, é um buraco cavado por outra espécie – como cupinzeiros ou tocas de tatus – que pegou "emprestado". Tem como arma de defesa própria e de seu território a secreção de um líquido de odor bastante desagradável.

Alimenta-se de insetos e outros invertebrados, pequenos vertebrados e frutos.

Pouco se sabe sobre o comportamento reprodutivo da espécie: unem-se ao sexo oposto apenas durante o período de reprodução. A duração da gestação é de aproximadamente 60 dias onde nascem de 4 a 5 filhotes.


As ameaças comuns à espécie são fragmentação e perda do habitat. Além disso, esses animais são também observados próximos a habitações humanas, o que pode torná-los passíveis de ameaças, como predação por cães domésticos ou atropelamentos nas rodovias brasileiras. Outro fator é a caça: apesar de sua pele possuir pouco valor, a espécie é caçada em alguns países e, na região da Caatinga brasileira, caçada para subsistência, utilizada como alimento e/ou medicamento.

Fonte:
((O)) eco
Acesso em 23/05/2014.
Leia mais no site do ((O)) eco

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Anfíbios do Cerrado

Preservado, potencial farmacológico existente nos anfíbios do Cerrado poderá ajudar a humanidade



Os cientistas já conseguiram identificar 160 espécies de anfíbios (sapos, rãs e pererecas) no Cerrado. Desse total, 35 por cento são endêmicas, ou seja, ocorrem exclusivamente nos domínios do bioma. Depois de anos de pesquisas e observação em laboratório, descobriu-se que muitos desses anfíbios possuem propriedades farmacológicas, principalmente as antimicrobianas. Entre as espécies mais estudadas estão as rãs do gênero Leptodactylus e as pererecas do gênero Phyllomedusa.
Na pele das Phyllomedusa, encontra-se uma classe de peptídeos antimicrobianos chamados phyllomedusinas. Descoberta nos arredores do Distrito Federal, a Phyllomedusa oreades  (foto acima) está sendo estudada com muita atenção, pois esse animalzinho de apenas três centímetros guarda na em sua pele a dermaseptina, que pode ajudar a curar o mal de chagas. A doença afeta cerca de 18 milhões de pessoas em todo o mundo.
No Laboratório de Espectometria de Massa da Embrapa, pesquisadores brasileiros chefiados pelo biólogo Carlos Bloch descobriram que a dermaseptina age contra o agente da doença de chagas, o Trypanosoma cruzi. Por essas e outras razões, a manutenção da biodiversidade do Cerrado – seja ela por meio da conservação ou do manejo sustentável – pode trazer para a humanidade benefícios que hoje nem sequer suspeitamos.

Fonte:
ISPN.
Veja o texto completo visitando o site:  http://www.ispn.org.br/anfibios-do-cerrado/
Acesso em: 19/06/2013.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Gato-maracujá

O gato-maracujá
Leopardus wiedii 


O gato-maracajá é encontrado do sul do México, na América Central e norte da América do Sul a leste dos Andes. No Brasil, são encontrados em florestas densas, como a floresta tropical e a floresta de altitude, nas regiões da Amazônia,Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Do mesmo gênero Leopardus que a jaguatirica, o gato-maracajá tem aparência muito semelhante àquele animal, no entanto, sua cabeça é um pouco menor, os olhos maiores, e a cauda e as pernas mais longas. É um felino de pequeno porte, com peso médio de 3,4 kg, comprimento do corpo de 53,6 cm e uma cauda longa, com média de 37,6 cm.
Exímio escalador de árvores, também tem uma habilidade pouco comum aos felinos: suas patas traseiras têm articulações flexíveis que permitem uma rotação de até 180º, o que lhe dá habilidade de descer de uma árvore de cabeça para baixo, como os esquilos. A destreza com as patas e a cauda longa lhe conferem uma excepcional adaptação à vida arbórea, onde passa a maior parte do tempo. O período de gestação de 81 a 84 dias produz apenas um filhote. Capaz de viver por 13 anos (20, se mantidos em cativeiro), a espécie tem hábitos essencialmente noturnos e predominantemente solitários.
Carnívoros, comem uma grande variedade de presas de vertebrados (mamíferos, aves, répteis e anfíbios), com preferência para pequenos roedores arborícolas e pequenas aves.
A destruição das florestas é a principal ameaça para essa espécie, seguido do tráfico ilegal. Somado a isto, está o pouco conhecimento sobre a biologia da espécie, que limita a possibilidade de estratégias de conservação eficazes.
É classificado pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) como espécie “Quase ameaçada” e pelo ICMBio, como vulnerável.

 Fonte:
 ((O)) eco
Visite o site do Eco abaixo, onde poderá ler a matéria completa.
http://www.oeco.org.br/fauna-e-flora/27255-um-gato-do-mato-com-pedigree-real? 
Acesso em: 17/06/2013.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Lontra


Lontra

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Mustelidae

Nome científico: Lutra longicaudis

Nome vulgar: Lontra

Categoria: Vulnerável

Características

As características que contribuem para a existência de populações mais numerosas da espécie são a abundância de ambientes aquáticos, que em sua maior parte devem estar livres de poluição química e orgânica, e a baixa densidade populacional humana.

As lontras ocupam vários tipos de ambientes aquáticos, tanto de água doce (rios, lagos) quanto salgada (lagunas, baías, enseadas).

Sua ocorrência está também relacionada à presença de substratos duros, que formam costões rochosos, onde os animais encontram abrigo.

A dieta consiste principalmente de peixes, sendo suplementada por crustáceos, anfíbios, mamíferos, insetos e aves.Camarões também são citados na sua dieta.

A lontra é um carnívoro de hábitos semi-aquáticos que ocorre em todo o Brasil, exceto nas porções mais áridas da região nordeste.

É um animal de porte médio, medindo cerca de 1 m de comprimento total e pesando de 5 a 12 kg. Sua taxonomia é confusa, havendo várias sinonímias.

É uma espécie de ampla distribuição, ocorrendo no México, América Central e América do Sul até o norte da Argentina.

Ocorrência Geográfica: Amazônia, Cerrado, Floresta Atlântica, Pantanal e Campos do Sul.

Categoria/Critério: Ameaçada/Vulnerável - Destruição de habitat, caça, perseguição, populações isoladas e em declíneo

Cientista que descreveu: Olfers, 1818

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/lontra.php
Acesso em: 02/06/09. No Portal São Francisco, você verá também outros textos sobre a lontra, inclusive com mais informações sobre este animal.

Veados no Cerrado


Os veados encontrados no Cerrado

"Os veados são mamíferos da ordem dos artiodáctilos pertencentes, em senso estrito, à família Cervidae. Entretanto, várias espécies semelhantes, de outras famílias da mesma ordem, são também chamados veados.

São encontrados em todo o mundo, exceto na Austrália (as espécies que lá vivem, embora em estado selvagem, foram introduzidas na colonização). Os machos da maioria das espécies desenvolvem esgalhos ou galhadas (e não cornos, o que distingue o grupo dos outros ruminantes) no crânio, que são renovados anualmente. São usados como arma durante a estação de acasalamento, nos combates entre machos. Os veados sem esgalhos possuem longos caninos superiores, que usam como arma. Os veados são polígamos.

Os veados são herbívoros com alimentação específica devido à pouca especialização do seu estômago, que não digere vegetação fibrosa como erva. Assim, alimentam-se principalmente de rebentos, folhas, frutos e líquenes. Têm ainda elevados requerimentos nutricionais de minerais que lhes permitam crescer novos esgalhos todos os anos."

Fonte : Wikipedia, a enciclopédia livre. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/VeadoAcesso em: 02/07/09.


Vários veados são encontrados na região dos cerrados. Os principais são: o veado-campeiro, o veado-mateiro, o veado catingueiro e, mais raramente, o cervo-do-pantanal (mais encontrado na região do Pantanal). Entre esses, o mais ameaçado de extinção é o campeiro, o maior deles. O veado-campeiro habita áreas mais abertas de cerrado, especialmente os campos. O campeiro possui um círculo branco ao redor dos olhos e apresenta também a parte interna das coxas e a parte inferior da cauda brancas, exibindo-as durante sua fuga de algum perigo. O veado-campeiro pode ser observado sozinho ou em grupos com até mais de vinte animais. Alimenta-se de partes mais tenras das plantas, como botões florais, flores e folhas novas. Apenas os machos possuem chifres., que caem todo ano dando lugar a outros novos que nascem em seu lugar. Os chifres do campeiro são ramificados, mas o catingueiro e o mateiro apresentam chifres simples.

Fonte:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004

A alimentação do tamanduá-bandeira

" Todos nós sabemos que os tamanduás se alimentam de formigas e cupins. Mas não deve ser fácil caçar formigas, principalmente as lava-pés. Essas formigas liberam ácido fórmico, que irrita a pele do tamanduá. Já os cupins se defendem produzindo certas substâncias que podem ser irritantes para alguns predadores.
O tamanduá-bandeira, animal habitante do cerrado brasileiro, consegue driblar essa situação. Usando o olfato muito apurado, ele procura os cupinzeiros e formigueiros e, quando os encontra, cava um buraco com as patas e enfia todo o focinho lá dentro. Nesse instante entra em ação a língua fina e pegajosa.
O tamanduá produz uma saliva bem viscosa, parecida com uma cola, onde os cupins e as formigas ficam grudados. Como não possui dentes, é seu estômago que tritura os insetos.
A velocidade do ataque é a arma do tamanduá para evitar as defesas dos cupins e das formigas. Atacando de surpresa, ele os apanha rapidamente com movimentos ágeis de língua e logo se afasta. Assim, ele percorre cerca de dez quilômetros todos os dias para se alimentar.
Caminhando longas distâncias diariamente seria necessário gastar muita energia. Mas o tamanduá possui algumas adaptações que permitem economizá-la. Além de ter metabolismo mais baixo, ele possui pêlos compridos e uma cauda de cerca de 80 cm que funcionam como um cobertor que evita maiores perdas de calor."

Fonte:
Ciências - Os Seres Vivos - 60ª edição
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
Editora Ática - 1999

A anta

Anta
Tapirus terrestris

A anta ou tapir, maior mamífero da América do Sul, é no entanto muito menor que seus parentes da África e da Ásia. Teorias recentes buscam a explicação para este fenômeno na última glaciação, quando a América teria secado demais para permitir a sobrevivência de animais de grande porte.

A anta chega a pesar 300 kg. Tem três dedos nos pés traseiros e um adicional, bem menor, nos dianteiros. Tem uma tromba flexível, preênsil e com pêlos que sente cheiros e umidade. Vive perto de florestas úmidas e rios: toma freqüentemente banhos de água e lama para se livrar de carrapatos, moscas e outros parasitas.

Herbívora, come folhas, frutos, brotos, ramos, plantas aquáticas, grama e pasta até em plantações de cana-de-açúcar, arroz, milho, cacau e melão. De hábitos noturnos, esconde-se de dia na mata, saindo à noite para pastar.

De hábitos solitários, são encontrados juntos apenas durante o acasalamento e a amamentação. A fêmea tem geralmente apenas um filhote, e o casal se separa logo após o acasalamento. A gestação dura de 335 a 439 dias. Os machos marcam território urinando sempre no mesmo lugar. Além disso, a anta tem glândulas faciais que deixam rastro.

Quando ameaçada mergulha na água ou se esconde na mata. Ao galopar derruba pequenas árvores, fazendo muito barulho. Nada bem, e sobe com eficiência terrenos íngremes.

Emite vários sons: o assobio com que o macho atrai a fêmea na época do acasalamento, o guincho estridente que indica medo ou dor, bufa mostrando agressão e produz estalidos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anta
Acesso em: 23/06/09.

A anta

As antas são animais fortes.Comem frutos, folhas, caules, brotos, pequenos ramos, grama, plantas aquáticas, cascas de árvores, organismos aquáticos e pastam inclusive sobre plantações de cana, melão, cacau, arroz e milho.

Durante o acasalamento, os machos atraem as fêmeas com assobios estridentes. A cópula pode ocorrer tanto dentro quanto fora da água. O casal se separa após isso.

Raramente nasce mais de um filhote; este possui uma coloração diferente dos adultos: são rajados de marrom e branco. Ele é amamentado até quando a mãe estiver lactando. Em um ano e meio já está crescido e com a aparência dos adultos.

Durante o dia, a anta fica escondida na floresta. À noite, deixa o esconderijo para pastar. Suas pegadas, difíceis de serem confundidas, podem ser vistas logo ao amanhecer nas trilhas abertas na floresta, nas margens dos rios e até no fundo das lagoas.

A anta toma banhos freqüentes de lama e de água para se livrar de parasitas como carrapatos, moscas, etc. Por isso é encontrada próxima a rios e florestas úmidas.

Anta brasileira

A anta brasileira pertence à espécie Tapirus terrestris. Mede 1,10 m de altura e 2,20 (a fêmea) ou 2 m (o macho) de comprimento. Pesa cerca de 250 kg. Ocorre na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica e no Pantanal.

A anta é encontrada também na Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela - ou seja, toda a América do Sul exceto Uruguai e Chile.

Segundo a Lista Vermelha da IUCN seu estado de conservação é "vulnerável" (VU), mas a anta se encontra "criticamente ameaçada" (CR) em alguns estados brasileiros, como Paraná e Minas Gerais. O tipo de ameaça que sofre é a destruição de seu habitat, a caça, o fato de as populações estarem isoladas e em declínio. Além do homem, são seus predadores a sucuri e a onça.

Embora a anta tenha pêlo curto acinzentado, o filhote nasce com estrias claras no meio de pêlo castanho, uma camuflagem eficiente no meio da mata. Ele já nasce com o nariz alongado, uma tromba curta que a anta movimenta para cima e para baixo. Os índios tupis chamam a anta de “tapir” e os norte-americanos adotaram esse nome, mas para os índios guaranis a anta é “emborebi”.
Habitat: Florestas Tropicais, Pantanal e Cerrado.

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/anta.php
Acesso em: 23/06/09.

Cupins

A importância dos cupins para os ecossistemas

A fauna de invertebrados do Cerrado ainda é pouco conhecida, porém estima-se que o número de espécies endêmicas seja bastante grande. Entre as espécies de invertebrados, encontram-se os cupins, que são um grupo importantíssimo para os ecossistemas do Cerrado pelo seu papel na cadeia alimentar como decompositores e base da dieta de vários animais. Os cupinzeiros são locais de acúmulo de matéria orgânica e servem como abrigo para muitas outras espécies de animais.
Esses invertebrados são muito importantes para a continuidade dos ecossitemas, porque além de servirem de alimento para muitos animais, modificam as condições do solo e influenciam a vegetação.
Os cupins tem uma forma de organização social semelhante à das formigas, grande parte das espécies de abelhas e parte das espécies de vespas. A organização social dentro da colônia acontece com a divisão do trabalho. Os indivíduos de uma casta são adaptados para a reprodução e o de outras castas nunca se reproduzem. As castas estéreis cuidam do trabalho e limpeza do cupinzeiro. Algumas espécies como o Cornitermes cumulans, constroem galerias subterrâneas e montes de dois metros ou mais de altura. Já outros, como algumas espécies de Neocapritermes, fazem sua colônia só subterrânea. Numa colônia existem três tipos de indivíduos: o casal de reprodutores formado pelo rei e a rainha, os soldados que são encarregados da defesa da colônia e o grupo dos operários que buscam os alimentos, fazem a limpeza do cupinzeiros e cuidam dos jovens. Os soldados e operários podem ser machos ou fêmeas mas são estéreis. O rei e a rainha estão periodicamente copulando e ela põe os ovos com novos soldados e operários para a colônia. Geralmente, uma vez por ano, um grupo de ovos eclode com indivíduos sexuados e que vão ter vida alada. Mesmo muito jovens já apresentam já apresentam asas e dentro de três ou quatro meses as asas crescem e os cupins ficam adultos. Com a chegada das chuvas, os cupins alados saem em revoada. Eles vão fundar novas colônias. Nesse momento, são chamados de aleluias ou siriris. Quando pousam, fazem um movimento no corpo para perder as asas e saem procurando um parceiro ou parceira. Assim como ocorre com outros animais, entre os cupins também acontece um ritual de corte. Se ocorrer a aceitação de ambos os indivíduos, eles caminham juntos procurando o local adequado para fundarem uma nova colônia. Ao encontrarem, começam a cavar e no final do túnel criam um espaço maior para iniciar a colônia. Copulam, e enquanto a fêmea não põe os ovos e eles não eclodem para formar a nova geração, o rei e a rainha fazem todo o trabalho dos soldados e operários. Buscam alimentos, defendem a colônia e cuidam dos jovens que vão nascendo. As revoadas desses insetos podem ser de centenas ou milhares de cupins alados. No entanto, poucos conseguem montar a nova colônia. Muitos não conseguem encontrar o parceiro e outros são predados. (Texto adaptado)

Fontes:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004

e
Revista Cerrado – 1995
Wagner José de Oliveira Rolim e Sidney Dutra Corrêa
Universidade Federal de Goiás (Instituto de Ciências Humanas e Letras – Departamento de Comunicação Social)
Gráfica e Editora Bandeirante Ltda

Obs: O texto acima foi baseado nas fontes citadas, sendo que na " Revista Cerrado - o que você precisa saber para preservá-lo", a matéria é uma entrevista muito interessante com o professor da UFG Divino Brandão, um estudioso das diversas espécies de cupins.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Morceguinho do Cerrado

Morceguinho do cerrado - Lonchophylla dekeyseri
Foto: Daniela Coelho
O morceguinho do cerrado é uma espécie endêmica do cerrado que pesa entre 10 e 12 gramas, apresenta pelagem parda amarelada. Seu focinho é alongado, a língua é comprida e a cauda é curta. O animal pode ser encontrado na região do Distrito Federal, Serra do Cipó em Minas Gerais e Sete Cidades no Piauí, e vive tanto em ambientes naturais ou rurais como em ambientes urbanos. Possui modificações para utilizare néctar e pólem das plantas, mas pode também predar insetos. Porém, são espécies frágeis e que tem suscetibilidade para a extinção.
Sua dieta é composta de insetos, recursos florais e frutos. As plantas identificadas como recurso alimentar do morceguinho do cerrado são embiruçu-do-cerrado
( Pseudobombax longiflorum), pata-de-vaca (Bauhinia cf angulicaulis), açoita-cavalo (Luehea grandiflora) e jatobá-da-mata (Hymenaea stilbocarpa), que florescem no período da seca.

Para conhecer mais visite o link: http://cerradobrasil.cpac.embrapa.br/

Fonte:
AGUIAR, L.M.S.; MAURO, R.A.; Morceguinho do cerrado - Lonchophylla dekeyseri. Fauna e Flora do Cerrado, Campo Grande, Agosto 2004. Disponível em: < http://www.cnpgc.embrapa.br/rodiney/~series/fauna/morceguinho.html >. Acesso em: < -->4 , Outubro > 09 .

Sapo

É descrita uma nova espécie de sapo do cerrado

Batizado de Chaunus veredas, uma nova espécie de sapo foi identificada no sudoeste baiano.
O novo sapo habita regiões de cerrado ( predominantemente formações abertas de cerrado e áreas de solos arenosos). Na época de seca, ele permanece enterrado e só sai nas estações chuvosas, para se alimentar e se reproduzir.
Encontrado em 2002 por Reuber Brandão - herpetólogo do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UNB), o novo sapo se diferencia de outros espécies de sapos.
Os animais dessa nova espécie alimentam-se de invertebrados, assim como
os outros representantes do grupo marinus , que agrega diversas espécies de sapo-cururu. Os machos apresentam coloração amarelada distribuída de forma homogênea e podem medir de 8,7 a 11 cm. Já as fêmeas têm o corpo com padrão marmoreado nas cores marron-atijolado e verde-água ou azul-piscina e podem medir de 8,3 a 11,8 cm.
Essa é uma evidência de que o bioma Cerrado possui uma biodiversidade muito grande e de que é preciso mais estudos para revelar a grande riqueza que pode existir no bioma.

Para ler a matéria na íntegra, acesse o site abaixo.

Fonte:
Ciência Hoje On-line
Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/97438
Acesso em 20/10/09

Capivara

Fonte da imagem: Wikipédia

Capivara

Hydrochaeris hydrochaeris

Encontrada em certas áreas das Américas do Sul (inclusive nas regiões do Cerrado) e Central, próximo a rios e lagos, a capivara é o maior roedor vegetariano do mundo. É um animal mamífero. Alimenta-se de capins e ervas, comuns em várzeas e alagados. Tem como característica a cor marrom, pode chegar a pesar até 80 kg, com cerca de 1,20 metros em média de comprimento, podendo viver em torno de 15 a 20 anos.

As capivaras vivem em grupos familiares que podem chegar a 20 indivíduos ou mais. Geralmente, o grupo é composto por um macho dominante, várias fêmeas adultas com filhotes e outros machos subordinados. Os machos têm uma grande glândula sebácea sobre a cabeça, que utilizam para demarcar sua dominância através do cheiro. São encontradas próximo da água, em florestas ao longo de rios e em lagoas. As capivaras alimentam-se de grama e também de vegetação aquática. Quando estão em perigo, as capivaras mergulham dentro d'água e nadam sob a superfície até escapar. São excelentes nadadoras e podem permanecer submergidas por vários minutos.

É uma excelente nadadora, tendo inclusive pés com pequenas membranas. Ela se reproduz na água e a usa como defesa, escondendo-se de seus predadores. Ela pode permanecer submersa por alguns minutos. A capivara também é conhecida por dormir submersa com apenas o focinho fora d'água.

Seus principais períodos de atividade são pela manhã e à tardinha, mas em áreas mais críticas podem tornar-se exclusivamente noturnas. As capivaras são às vezes, caçadas por sua pele e pelo seu óleo, considerado como tendo propriedades medicinais.

A capivara, como animal pastador, utiliza a água como refúgio, e não como fonte de alimentos, o que a torna muito tolerante à vida em ambientes alterados pelo homem.

Uma notícia da Emprapa Cerrados sobre a recuperação de espermatozóides extraídos de bovinos mortos, diz que "O pesquisador Carlos Frederico Martins, da Embrapa Cerrados, planeja utilizar a mesma técnica, testada com sucesso em bovinos, para realizar fecundação in vitro em mamíferos silvestres como o lobo-guará, capivara, jaguatirica, gato-do-mato e outros. “São animais que podem ser encontrados mortos ao longo das rodovias do Bioma Cerrado”, destaca." http://www.cpac.embrapa.br/noticias/noticia_completa/10/(Embrapa Cerrados)


Fontes:
http://www.cpap.embrapa.br/fauna/capivara.html
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/capivara.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capivara
http://www.cpac.embrapa.br/noticias/noticia_completa/10
http://www.suapesquisa.com/mundoanimal/capivara.htm
Acesso em 01/11/09

Clique no link abaixo e veja um vídeo do R7 que mostra uma capivara em plena cidade de Brasília, que é salva por seguranças, de dois homens que queriam matá-la a pauladas!
http://entretenimento.r7.com/bichos/noticias/capivara-desperta-curiosidade-de-moradores-em-brasilia-20091029.html
Acesso em 01/11/09

terça-feira, 2 de abril de 2013

Tamanduaí

Tamanduaí
Cyclopes didactylus
 

O tamanduaí é o menor tamanduá do mundo. É encontrado na região que vai do sul do México até a parte central da América do sul, no Brasil e em países como Bolívia, Venezuela e Colômbia. Conhecido popularmente como tamanduaí, ele vive em nosso país na Amazônia, em áreas da Mata Atlântica do Nordeste e em matas ao longo de cursos d'água no Cerrado, nas áreas mais próximas a Amazônia. Com cerca de 45 cm de comprimento e pesando em torno de 400 gramas, ele é o menor de todos os tamanduás.
Animal, que emite um som semelhante a um assobio suave, possui pelo longo, macio, sedoso e levemente ondulado e tem olhos redondos e pretos. O tamanduaí possui orelhas  tão pequenas que ficam escondidas no meio da densa pelagem, que é cinza, dourada, com reflexos prateados, na parte superior de seu corpo. Nas costas, bem no meio, ele apresenta uma lista marrom escuro, que vai dos ombros até a garupa. Sua cabeça é dourada, assim como suas pernas, que também podem ser cinza. Já o seu peito é marrom-escuro ou com uma mancha marrom.
Encontrado em matas tropicais, o tamanduaí, aparentemente, não vive em áreas de vegetação aberta. Porém, não se conhece bem a sua distribuição em diferentes tipos de floresta. O que se sabe é que o menor tamanduá do mundo vive nas árvores e raramente desce ao chão. Por isso, o animal pode ser prejudicado pelo desmatamento, já que as árvores são o seu lar.
De hábitos noturnos e solitários, o tamanduaí passa o dia repousando, geralmente em um emaranhado de cipós, com o corpo curvado de tal maneira que forma uma bola. Em atividade, se locomove vagarosamente por pequenos galhos e cipós, dobrando as suas patas traseiras para agarrá-los com firmeza.
A alimentação do tamanduaí é composta principalmente por formigas, mas ele se alimenta também de outros insetos, como os cupins. Ao se alimentar usa suas garras - uma menor e outra menor nas patas dianteiras e quatro garras longas nas patas traseiras. Com elas, faz uma fenda em algum buraco do galho que esteja ocupado por formigas e as lambe com sua língua. As afiadas garras das patas dianteiras também são úteis na defesa. Os machos as usam contra seus atacantes.
A cada gestação, o tamanduaí fêmea gera um único filhote. A cria é deixada em uma árvore à noite, enquanto a mãe se alimenta, e é amamentada por ela até que tenha idade para, sozinha, procurar e comer formigas. As fêmeas adultas de tamanduaí têm territórios grandes e o território de um macho inclui o de várias fêmeas, o que significa que ele tem sempre à sua disposição várias fêmeas.

Texto de José de Sousa e Silva Júnior
Coordenação de Zoologia
Museu Paraense Emílio Goeldi

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças nº 174, pág. 16
Novembro de 2006
Veja aqui um vídeo do You Tube com esse animalzinho:



Para saber mais:
http://tamandua.org/especies/16

Macaco-prego

Macaco-prego
Cebus apella

É um macaquinho muito inteligente e hábil que consegue abrir  frutas de casca dura usando pedras e pedaços de pau. Vive em bandos nas matas e florestas da Amèrica do Sul. E passa a maior parte do tempo nas árvores, onde dorme e consegue alimento: frutas, nozes, sementes, flores, insetos, ovos e pequenos vertebrados. Só desce para beber água ou atacar plantações. Por ser encontrado em todo o Brasil, é um dos dez mamíferos mais capturados pelo tráfico de animais silvestres. O tráfico e a perda de habitat são as maiores ameaças a essa espécie. 

Fonte: 
Boniteza Silvestre
Lalau e Laurabeatriz
Editora Peirópolis - 2007

Jaguatirica

Jaguatirica
(Felis pardalis)

Tamanho: 1 metro de comprimento e cerca de 15 quilos, no caso do macho.
Onde vive: nas Américas.
Tempo de vida: cerca de 20 anos.
Alimentação: coelhos, porcos selvagens, lagartos, rãs e peixes.
Predadores: não tem.
Reprodução: gestação de 70 dias, com nascimento de dois a quatro filhotes.
Comportamento: caça durante a noite e só vive em grupo no tempo da reprodução.
Ameaças: a a caça e a destruição do ambiente em que vive.

sexta-feira, 15 de março de 2013

A riqueza do Cerrado

Como um baú cheio de tesouros

Conheça a região que abriga um terço das plantas e animais do Brasil!

"Tente imaginar um lugar que abrigue metade das aves brasileiras e 40 de cada 100 mamíferos do país, além de muitos outros animais e de quase sete mil espécies de plantas. Como você acha que deve ser esse espaço? Para começar, deve ser enorme, não é? Também precisa ter clima favorável e água para todos, concorda?

Pois bem. Esse lugar existe e é ocupado pelo que chamamos de cerrado. Ele contém nada menos que um terço da biodiversidade do nosso país, ou seja, de cada 100 espécies de seres vivos brasileiros, cerca de 33 vivem por lá. O cerrado é considerado o segundo maior bioma do Brasil, isto é, o segundo maior conjunto de espécies animais e vegetais que vivem em uma mesma área, atrás apenas da Amazônia.

O cerrado é um tipo de savana - vegetação que ocorre em lugares que sofrem períodos de seca - e ocupa boa parte do território brasileiro. Só para você ter uma ideia, caso o Brasil fosse dividido em cem partes iguais, esse bioma preencheria vinte e uma delas. A área central do cerrado está concentrada nos estados do Piauí, Maranhão, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, mas ele chega também a Rondônia, Amazonas, Roraima e Amapá.

Localizado sobre o Planalto Central, o cerrado brasileiro estende-se por um terreno plano, com algumas depressões e vales onde nascem importantes rios do país, como o São Francisco e o Tocantins. Ele tem períodos de seca e chuva bem definidos e, apesar de não ser rico em nutrientes, seu solo pode ser adaptado com facilidade à agricultura.

Mas a marca registrada desse bioma é mesmo a variedade de espécies animais e vegetais. São bichos e plantas tão distintos que, passeando pelo cerrado, podemos ficar surpresos com as diferentes paisagens que encontramos. Quer um exemplo? Ao longo dos cursos d’água, nascem árvores como o jatobá e o jacarandá, que formam as 'matas de galeria'. "

Riqueza ameaçada

Diversos bichos do cerrado estão na lista de animais ameaçados de extinção

"Você sabia que, de cada dez espécies de animais, plantas e microrganismos, uma ocorre no Brasil? Não? Pois é verdade. E o cerrado, que abriga cerca de 32 mil espécies, é um dos biomas que mais contribui para esse número tão impressionante!

Infelizmente, com a destruição que vem sofrendo, a importante variedade de espécies do cerrado está ameaçada. Diversos animais que vivem nesse bioma correm risco de extinção -- e o pior é que alguns deles não são encontrados em outras partes do Brasil nem do mundo!

Quer exemplos? Então, lá vai: quase 200 espécies de mamíferos habitam o cerrado. Entre elas, o grupo mais variado é o dos morcegos, com 81 espécies registradas. No entanto, 17 estão oficialmente ameaçadas de extinção, entre elas o morceguinho-do-cerrado (Lonchophylla dekeyseri), que só existe nesse bioma. E essa lista pode crescer ainda mais com a revisão dos estudos sobre o tema! E tem mais: das 177 espécies de répteis do cerrado, pelo menos 22 estão ameaçadas, incluindo todas as espécies de jacarés que vivem por lá.

A destruição do habitat natural dos bichos é uma das principais ameaças à sua sobrevivência, mas não a única. A caça de animais silvestres, apesar de proibida por lei, ainda é uma prática comum. Além disso, acidentes em estradas que cortam o Cerrado são um perigo a mais para as espécies."

Fonte:
http://cienciahoje.uol.com.br/materia/view/1492
http://cienciahoje.uol.com.br/materia/view/1495
Acesso em 23/06/09.
Visite o site da CH on line das Crianças e veja os textos completos, além de belas imagens.


Morcegos

A vida nas trevas

"Os morcegos são mamíferos que possuem uma alimentação variada. Entre as quase 1000 espécies conhecidas, apenas três se alimentam de sangue. Os morcegos das demais espécies alimentam-se de: frutas (manga, banana, mamão, goiaba, por exemplo); néctar e de pólen de flores, como as do ipê e do maracujá-de-restinga; folhas diversas; insetos, muitos dos quais daninhos às lavouras (gafanhotos e certas mariposas, por exemplo); animais (como ratos, pássaros, lagartos, pequenos peixes e rãs).
Ao se alimentarem de flores, os morcegos podem transportar pólen de uma flor para outra e assim contribuir para a reprodução de certas espécies de plantas. Ao alimentar-se de frutos, podem dispensar sementes, contribuindo também para a reprodução dessas espécies vegetais. Alimentando-se de animais, como gafanhotos e ratos, os morcegos têm importante papel no controle de algumas pragas agrícolas.
Os morcegos também podem auxiliar na manutenção da vida em cavernas escuras. Nesses ambientes, em virtude da ausência de luz solar, não se desenvolvem seres fotossintetizantes. Os morcegos saem das cavernas em busca de seu alimento. Quando retornam, eliminam fezes ricas em nutrientes, que se acumulam no piso das cavernas. As fezes dos morcegos podem então alimentar animais, como certas espécies de grilos, moscas e besouros que habitam as cavernas. Esses animais, por sua vez, podem servir de alimento para outras espécies desse mesmo ambiente, como certas aranhas e centopéias.
Se os morcegos abandonarem as cavernas à procura de outro local em que possam se instalar, grilos, besouros, aranhas e centopéias, entre outros animais, ficam à míngua de alimentos, e a vida corre o risco de desaparecer pouco a pouco nesse ambiente.
Assim, trazendo matéria e energia do mundo banhado de luz para o interior das cavernas escuras, os morcegos atuam como o elo entre o mundo iluminado e o mundo das trevas.
Como você vê, nem sempre as cadeias alimentares na natureza são iniciadas por organismos produtores."


Fonte:
Ciências - O Meio Ambiente - 5ª série, página 30.
Carlos Barros e Wilson Paulino
Editora Ática, São Paulo, 2006.

Leia mais sobre morcegos no site: http://www.morcegolivre.vet.br/tt_morcegos.html

Comedor de formigas

Tamanduá
Myrmecophaga tridactyla

"Myrmecophaga tridactyla foi a maneira mais elegante que os cientistas encontraram para denominar um legítimo comedor de formigas. Aliás, myrmeco quer dizer formiga e phaga, alimentação. Você, que está a ponto de dar um nó na língua, pode simplificar essa história toda dizendo simplesmente: tamanduá-bandeira.
Mamífero pertencente à ordem dos Edentata e ao mesmo grupo dos tatus, das preguiças e de outros tamanduás - como o mirim e o de dois dedos - o tamanduá-bandeira só é encontrado no continente americano.[...]
O tamanduá-bandeira é o maior representante dos tamanduás, podendo pesar até 40 quilos. Tem uma cauda com pelos compridos, que ele ergue e balança quando anda, lembrando, de longe, uma bandeira. Dai a razão do seu nome.
O focinho do tamanduá-bandeira é bem longo e a boca, totalmente banguela, fica na ponta dele. Quando bate a fome, ele introduz sua língua grudenta e comprida, com cerca de 50 centímetros, na abertura de cupinzeiros e formigueiros. Se a quantidade de insetos capturada não for suficiente para encher sua barriga, ele não tem dó: com as patas da frente, quebra esses cupinzeiros e formigueiros para comer melhor.
Talvez por parentesco com o bicho preguiça, o tamanduá anda sempre devagar. Ele se apoia na parte dorsal das mãos e se locomove com as garras voltadas para cima sem tocar o chão. Quando é atacado, vira uma fera! Fica sentado para abraçar o agressor e dar golpes com suas garras, ao mesmo tempo. É por isso que para o abraço de falsos amigos, usa-se a expressão "abraço de tamanduá".
Tanto de dia como de noite, o tamanduá-bandeira pode ser visto perambulando atrás de alimento. Normalmente está sozinho, sem formar grupos.
O olfato é o principal sentido de orientação da espécie, já que os olhos e as orelhas são pouco desenvolvidos. O período de gestação dura cerca de 190 dias e a fêmea carrega na barriga só um filhote por vez. Quando nasce, o pequeno tamanduá permanece nas costa da mãe até completar pouco mais de um mês de vida.
Grande e lento para se locomover, o tamanduá-bandeira tornou-se vítima de caçadores e da perseguição de cães. Aliados à destruição de seu habitat, esses fatores contribuem para caracterizar a espécie como uma das mais ameaçadas de nosso país." (Renato Feio)

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças. Rio de Janeiro, SBPC, nº 70, 1997,p.13-17.
Texto de Renato Feio. Departamento de Biologia Animal, Universidade Federal de Viçosa. IN:
Trilhos e Trilhas - História. Jane Gasparotto Fernandes e Maria Ângela Borges Salvadori
Editora Saraiva, São Paulo, 2004.