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terça-feira, 27 de maio de 2014

Peixe-leão: o que já sabíamos e o que podemos fazer

Peixe-leão: o que já sabíamos e o que podemos fazer

A questão da invasão do peixe-leão nas nossas águas é, antes de tudo, perturbadora. Já enfrentamos, ou pelo menos devíamos enfrentar a invasão de diversas espécies exóticas prejudicando a nossa biodiversidade marinha e de águas interiores. Entre os exemplos destaco o desastre do mexilhão dourado, trazido da Ásia provavelmente pela água de lastro de navios, que já se espalhou pelas principais bacias hidrográficas do país, principalmente no sudeste e centro-oeste, causando enormes prejuízos econômicos e ambientais; e o coral sol, uma espécie coralínea exótica que foi introduzida no ecossistema marinho da Baía da Ilha Grande, provavelmente por navios e plataformas de petróleo e gás, e que já foi encontrado até na Baia de Todos os Santos, no estado da Bahia.

Estudos sobre os impactos da introdução de espécies exóticas no Brasil têm sido realizados desde o início do século vinte, porém por longas décadas o foco primário das poucas ações de gestão ocorreu sobre organismos de importância comercial e fitossanitária para a agricultura. Nas décadas de 70 e 80, os esforços da comunidade científica nacional recaíram principalmente sobre as espécies exóticas de água doce. Apenas nos últimos anos esta preocupação foi estendida ao ambiente marinho.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) conduziu a primeira reunião relacionada ao tema amplo em 2001, com a participação de representantes dos países da América do Sul, e elaborou, em 2009, um “Informe sobre as Espécies Exóticas Invasoras Marinhas no Brasil”. Na época em que o informe foi elaborado já existiam 58 espécies exóticas registradas e divididas entre as categorias de detectadas (28), estabelecidas (21) e invasoras (9). Já estavam nessas contagens o mexilhão dourado e o coral sol, porém ainda nem se sonhava com o temido peixe-leão.

Mas a questão das espécies exóticas e invasoras, principalmente no caso marinho, é antes de mais nada, uma questão internacional. É praticamente impossível conter tais invasões sem parcerias e ações integradas entre todos os países.

Leia a matéria completa no ((O)) eco

Fonte:
((O)) eco
Acesso em 27/05/2014.
Leia mais no site do ((O)) eco

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Rato da Serra

Rato da Serra
(Drymoreomys albimaculatus)


No início de 2011, um grupo formado por Alexandre Reis Percequillo, do Departamento de Ciências Biológicas da USP de Piracicaba, Marcelo Weksler, do Museu Americano de História Natural, e Leonora Costa, da Universidade Federal do Espírito Santo, publicaram na revista científica Zoological Journal of the Linnean Society a descoberta de uma nova espécie: Drymoreomys albimaculatus.

A descoberta é mais uma demonstração de que a Mata Atlântica, o bioma brasileiro mais estudado e, infelizmente, devastado, ainda guarda muitas surpresas.

O nome científico da espécie Drymoreomys albimaculatus significa, literalmente, rato das florestas e montanhas (Drymoreomys) com manchas brancas (albimaculatus). Tem esse nome porque é encontrado somente na floresta úmida das encostas orientais da Serra do Mar de São Paulo e Santa Catarina, o que o torna um gênero endêmico da Mata Atlântica.

O D. albimaculatus é um roedor de tamanho médio com cerca de 30 cm de comprimento da cabeça à ponta da cauda, e com massa corporal de 44 a 64 gramas. Os pelos do corpo são longos e densos, laranja-avermelhados na maior parte. As pequenas e arredondadas orelhas são cobertas com pelos dourados na parte externa e castanho-avermelhados na superfície interna. O ventre é acinzentado com manchas brancas. A cauda longa é completamente castanha e tem entre 14 e 17 centímetros.

A espécie parece ser adaptada às áreas montanhosas e de encosta, com densa floresta úmida. Foi encontrada em florestas perturbadas e secundárias, bem como em florestas intactas. Apesar disso,  seus descobridores especulam que precisa floresta contígua para sobreviver. A época reprodutiva foi observada em diferentes momentos, o que sugere que a espécie se reproduza o ano todo. Devido às suas características morfológicas, como as grandes almofadas nas patas, acredita-se que tenha hábitos arbóreos, isto é, uma espécie que vive em árvores.

Embora a área de ocorrência do D. albimaculatus seja relativamente grande e inclua algumas áreas protegidas (por exemplo, o Parque Nacional da Serra do Itajaí), a distribuição é pequena – só foi encontrado em sete localidades – e o habitat – a Mata Atlântica – é ameaçado. Por esta razão, os descobridores recomendam que a espécie seja classificada como Quase ameaçada na lista vermelha da IUCN.

Fonte:
((O)) eco
Acesso em:22/05/2014
Leia mais matérias no site do ((O)) eco.





quarta-feira, 21 de maio de 2014

Museu de Londres recebe carcaça de mamute

Museu de Londres recebe carcaça mais bem conservada de mamute

Segundo cientistas, é o mais completo resto mortal desta espécie, já extinta no planeta.
O espécime de mamute foi encontrado congelado na Península Yamal, na Sibéria, em 2007. Estima-se que Lyuba, nome derivado da palavra amor, em russo, tenha morrido há 42 mil anos, com um mês de idade. O mamute mede 85 centímetros de altura e 130 de comprimento.

O corpo foi levado com todo cuidado para o museu londrino, onde será exposto na exposição “Mamutes: Gigantes da Era do Gelo”, que teve início em março e segue até setembro. A peça pertence ao Museu de Shemanovsky, na Rússia.

Extintos
Os mamutes apareceram na África há três milhões ou quatro milhões de anos. Há dois milhões de anos, emigraram para Europa e Ásia, e chegaram à América do Norte há 500 mil anos, passando pelo Estreito de Bering.

Para a ciência, continua sendo uma incógnita a causa de seu desaparecimento, que começou há 11 mil anos, quando a população destes animais reduziu drasticamente até a total extinção dos últimos exemplares siberianos, há 3,6 mil anos.

Fonte: 
G1 - Acesso em 21/05/2014
Para  ler a matéria completa e ver as fotos, clique aqui e visite o site do G1.

terça-feira, 20 de maio de 2014

O venenoso Peixe-leão é encontrado no Brasil

O venenoso Peixe-leão é encontrado no Brasil


No dia 10/05/2014, mergulhadores encontraram um exemplar do peixe-leão (Pterois volitans) em Arraial do Cabo, na região dos lagos, no Rio de Janeiro. Na terça, pesquisadores realizaram uma operação para capturar o animal que foi enviado ao Laboratório de Ecologia e Conservação de Ambientes Recifais da Universidade Federal Fluminense (LECAR-UFF).

Dono de um apetite feroz, o Pterois volitans é originário da região oceânica do Indo-Pacífico que foi introduzido de maneira acidental nas ilhas do Caribe. Venenoso e sem predador no local, se transformou numa praga que dizimou (e dizima) centenas de peixes menores e crustáceos. Por isso, a notícia de que um exemplar tenha sido avistado na costa brasileira preocupa especialistas.

De acordo com a Associação das Empresas de Mergulho Recreativo, Turístico e de Lazer de Arraial do Cabo (AMA), cuja equipe participou da captura da espécie, o próximo passo é esperar o relatório que os pesquisadores da UFF farão para tentar identificar como o animal chegou no país e se ele é o único.

Fonte:
((O)) eco
Acesso em 20/05/2014
Veja mais no site do ((O)) eco
Veja também outra matéria sobre o peixe-leão no mesmo site:  ((O)) eco


quinta-feira, 1 de maio de 2014

O beija-flor violeta

O beija-flor violeta
(Colibri coruscans)


Durante a sua expedição ao Monte Roraima, o colunista de ((o))eco e biólogo Fábio Olmos, relatou ter encontrado, dentre muitas aves, um curioso beija-flor-violeta (Colibri coruscans). Este breve encontro inspira o post desta semana.

Beija-flores são aves de pequeno porte, que medem em média de seis a doze centímetros de comprimento e pesam entre dois e seis gramas. O Colibri coruscans tem 13 a 15 centímetros de comprimento. Os machos pesam de 7,7 a 8,5 gramas, enquanto as fêmeas pesam de 6,7 a 7,5 gramas. Isto faz desta espécie, sem dúvida, o maior dos beija-flores.

A plumagem do beija-flor-violeta é na sua maior parte de um verde azulado brilhante, à exceção das asas que são de roxo escuro e dos bicos e pés, que são pretos.

Ele é encontrado nas terras altas do norte e oeste da América do Sul, incluindo uma grande parte dos Andes, a faixa costeira venezuelana e os tepuis. Também é encontrado na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Guiana e Peru. No Brasil, está na região norte, no estado de Roraima. Ele consegue viver em ampla gama de habitats verdes semiabertos, como florestas de coníferas ou de eucaliptos, planície e até em jardins e parques.

O beija-flor-violeta é uma ave nectívora (isto é, se alimenta de néctar), mas sua dieta também inclui pequenos insetos, que é capaz de capturar em pleno voo.

Uma ave bastante vocal e agressivamente territorial. Solitários, eles demarcam seu território através do canto, atividade que ocupa boa parte do seu dia. Os cantos variam entre os subgrupos, que desenvolvem suas próprias chamadas.


O período reprodutivo varia de região a região, mas o procedimento é o mesmo: as fêmeas vão encontrar seus companheiros em leks, áreas onde grupos de machos se exibem na tentativa de atrair uma fêmea para o acasalamento. Após o acasalamento, o macho parte e deixa as responsabilidades de nidificação para a fêmea. A mãe coloca dois ovos em um pequeno ninho em forma de taça feita de galhos e folhas. Os ovos eclodem em 17 a 18 dias e os jovens deixarão o ninho em breves três semanas.

Fonte:
((O)) eco
Acesso em:01/05/2014
Conheça mais no site do ((O)) eco

terça-feira, 15 de abril de 2014

Formiga Lava-pés

Lava-pés são capazes de se transformar em ponte e flutuar sobre a água

Você já deve ter visto vários tipos de ponte por aí, mas aposto que nunca viu uma feita de formigas. Até agora. No Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, esse fenômeno foi observado e estudado.

Não é qualquer tipo de formiga que sai fazendo pontes por aí. O comportamento foi observado apenas em formigas-lava-pés (Solenopsis invicta), conhecidas também como formigas-de-fogo – por sua picada dolorosa – e encontradas em gramados do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil.

Segundo o estudante de engenharia mecânica Sulisay Phonekeo, essas formigas conseguem formar pontes graças à sua força e a perninhas especiais. “Elas podem suportar até 20 vezes o próprio peso”, conta o pesquisador. “Além disso, usam suas pernas pegajosas como ganchos para se prender umas às outras e suportar a ponte”.

A ponte de formigas é tão resistente que os pesquisadores provocaram pequenos tremores ao redor dela e os insetos resistiram firmes e fortes. “Elas podem manter a ponte porque cada formiga dentro da estrutura ajuda as que estão fora”, explica Sulisay. “Se elas percebem que há um ponto fraco na ponte, as formigas que estão fora vão para lá para ajudar a preencher esse espaço vazio que está enfraquecido”.

Na natureza, as formigas formam essa estrutura para chegar a certos lugares mais rapidamente, passar por buracos ou fazer uma ligação entre duas folhas.

Imitando formigas

Os pesquisadores ficaram tão encantados com a habilidade das formigas de construir pontes que querem imitá-las. Eles acreditam que a técnica usada por esses insetos pode ser aplicada em estruturas construídas pelo homem. “Se nós humanos fôssemos capazes de construir materiais que pudessem se reparar antes de quebrar, assim como fazem as formigas com suas pontes, poderíamos prevenir desastres e economizar dinheiro”, aposta Sulisay.

Além de fazer pontes, as formigas-de-fogo têm outros ‘superpoderes’ fantásticos. “Juntas, elas podem se comportar como um líquido ou se organizar para ficarem fortes”, conta o pesquisador. “Até nadar elas conseguem: durante inundações, elas fazem ‘jangadas’ ao unirem seus corpos e com isso não afundam, ao contrário do que aconteceria se estivessem sozinhas”.

Fonte:
Ciência Hoje das Crianças
Acesso em 15/04/2014
Leia a matéria completa, veja fotos e vídeos  visitando o site da CHC online.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Morcegos ajudam a preservar as florestas

Você sabia que os morcegos ajudam a preservar as florestas?

Os morcegos são animais muito interessantes. São os únicos mamíferos capazes de voar e ainda ajudam a manter as florestas   vivas e saudáveis.
Sabia que apenas três entre as mais de mil espécies conhecidas se alimentam de sangue de aves ou de outros  mamíferos , e evidentemente  não fazem isso por mal, mas porque o seu organismo necessita deste alimento. Os demais morcegos têm cardápio variado, que inclui insetos, anfíbios, mamíferos menores e até outros morcegos. Há, ainda, os que comem frutas e os que se alimentam do néctar das flores. São justamente estes, os morcegos frugívoros e os nectarívoros, que desempenham um papel muito importante para a flora.
No caso  dos frugívoros, o organismo deles aproveita os nutrientes das frutas ingeridas e libera, com as fezes, as sementes, que caem no solo da floresta e dão origem a uma nova planta.
Já os morcegos nectarívoros fazem a conhecida polinização. Enquanto se alimentam do néctar de determinada flor,os grãos de pólen (que são os gametas masculinos da plantas) se grudam em seu corpo e, ao pousarem em outras flores, esses grãos vão caindo, possibilitando a fecundação entre elas.
Espalhando sementes e pólen,os morcegos favorecem o nascimento de novas plantas e garantem a boa saúde da floresta.

Texto (adaptado) de João Pedro Garcia Araújo,
Departamento de Zoologia,
Instituto de Biologia,
Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças
Nº 251 - Novembro de 2013 - página 19

domingo, 16 de junho de 2013

A reprodução dos cogumelos

Você sabia que alguns cogumelos se reproduzem de maneira parecida com as plantas?

Cogumelo não é planta!! Os cogumelos não pertencem ao reino animal, nem tampouco ao vegetal. Eles são de um reino à parte, o reino fungi. Por mais curiosos que sejam, os cogumelos não são difíceis de encontrar. Eles costumam aparecer nos jardins depois de muita chuva. Podem, também, ser vistos em pratos, uma vez que alguns são muito utilizados na culinária. Mas quanto à reprodução, assim como todos os seres vivos, os cogumelos precisam se reproduzir para manter seu ciclo de vida. E eles se reproduzem por células muito pequenas, invisíveis a olho nu. Essas células são chamadas de esporos e possuem a mesma função que a semente de uma planta: dar origem a um novo organismo. Em geral, os cogumelos apresentam três partes principais: chapéu, as lamelas (que ficam embaixo do chapéu) e o pé, que lhe dá sustentação. Os esporos - as células de reprodução - são produzidos nas lamelas do cogumelo e o vento é quem os leva para outro lugar. Mas isso não é regra. Os cogumelos que têm o formato de taças, por exemplo, liberam seus esporos quando são atingidos por gotas de chuva, ou seja, os esporos são dispersados pela água. Um outro tipo, chamado pelos cientistas de Coprinus, possui uma estratégia diferente: suas lamelas derretem! Assim, quando o Coprinus é jovem, suas lamelas são da cor branca. Com o tempo, quando os esporos estão prontos para serem liberados, as lamelas ficam pretas e derretem. Dessa maneira, os esporos ficam grudados na grama, esperando uma chuvinha para levá-los embora.

Texto (adaptado) de Larissa Trierveiler Pereira,
Departamento de Micologia,
Universidade Federal de Pernambuco.

Fonte:
Revista Ciência Hoje da Crianças
Nº 198, Janeiro/Fevereiro de 2009. pág. 11

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O bioma Cerrado

 Você sabia que existem outros ambientes dentro do Cerrado?

"Bioma" quer dizer vida em conjunto. Significa que, naquele ambiente, existem certas características de clima, solo, vegetação, e que diferentes seres vivos se desenvolvem inter-relacionados, nesses locais. Visto de perto, o Cerrado revela não só um, mas vários ambientes.
No Cerrado há várias paisagens diferentes. Alguma são mais abertas, com menos vegetação, enquanto outras são mais fechadas, formando um emaranhado de árvores e arbustos que dificultam a passagem.
No chamado Cerradão a vegetação é bem densa, há árvores altas e arbustos espalhados entre elas. Já no Cerrado  sensu stricto, ou Cerrado propriamente dito, a vegetação é mais baixa e mais espalhada, facilitando a chegada dos raios solares. Há também o Campo Sujo que, apesar do nome, não tem nada de sujeira. O batismo se deu assim porque seus grandes campos, na visão dos cientistas, são poluídos visualmente, ou seja, apresentam ervas e arbustos. Já no Campo Limpo veem-se poucos arbustos e, dessa forma, é possível enxergar longe. Há também a Vereda, uma paisagem que se forma na beira dos rios do Cerrado. E o Campo Rupestre que fica no alto das serras e chapadas, onde a paisagem é ampla e bonita.

Texto  (adaptado e com cortes) de Nina Nazario,
Ecóloga,
Universidade de São Paulo.
Escritora e Editora de livros de ciências.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças Nº 212
Maio de 2010, pág. 19.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Piraputanga: obesidade em peixes??

Piraputanga

Esse é o nome de um dos peixes símbolos da cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul.
Você sabia que a maior parte dos cardumes está com até  25% a mais de peso? Isso por causa da grande quantidade de alimentos oferecida pelos turistas. Confira abaixo uma reportagem exibida no Domingo Espetacular da Rede Record.



 Fonte: You Tube
 Acesso em: 27/05/2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Formiga Saúva

Formiga saúva
Atta spp

"Apenas dois gêneros de animais foram espertos o bastante para fugir às incertezas da vida e garantir a sobrevivência por meio daquilo que semeiam e colhem. O primeiro é definitivamente um novato. Existe há pouco mais de 2 milhões de anos, é o Homo sapiens sapiens. Em comparação, seu formidável concorrente existe há um tempo que se mede na casa dos 100 milhões de anos, trouxe praticamente do berço as técnicas agrícolas e se multiplicou em quarenta espécies sobre a Terra.
São as saúvas, que aprenderam a cultivar um fungo sobre um canteiro de folhas cortadas, para depois usá-lo como alimento. Por isso, muitos entomologistas, estudiosos de insetos, as consideram os mais avançados animais dessa categoria — talvez mais que as abelhas, suas primas. Não é à toa que saúvas e abelhas têm tanta importância no mundo moderno. Ambas são tataranetas de um inseto genial, que há mais de 200 milhões de anos descobriu um meio de colonizar o subsolo. Este era, então, um vasto e inexplorado ambiente, apenas à espera de um aventureiro que o ocupasse.
Mas fazer ninho em tal lugar significava nada menos que oferecer a prole à inexorável carnificina de fungos, bactérias e outros microorganismos que ocupavam o lugar desde tempos imemoriais. A menos que se tivesse um bom desinfetante à mão — e foi isso que descobriram os ancestrais de formigas, abelhas e vespas, coletivamente chamados himenópteros. Contemporâneos dos dinossauros, os antigos himenópteros guardavam remota semelhança com os seus descendentes. Logo após a invenção do anti-séptico do solo, eles começaram a se transformar rapidamente. E quando se toma consciência do resultado é difícil evitar a sensação de que o planeta, em boa parte, pertence a eles, por mais desagradável que isso soe aos ouvidos humanos. É chocante perceber que as formigas não são pragas — como ensina o geneticista americano Edward Wilson, da Universidade Harvard. “Se elas desaparecessem, centenas de milhares de espécies seriam extintas e muitos ecossistemas ficariam perigosamente desestabilizados.”
Fonte: 
Revista Super Interessante
Abril de 1993

Para ver a matéria completa visite o site abaixo:
Acesso em: 31/05/2013

E clicando nos links abaixo você pode conhecer mais sobre as formigas saúvas.
Acesso em: 31/05/2013

Veja abaixo um vídeo interessante feito pela bióloga Joana Fava Alves e publicado pela Pesquisa FAPESP:

As formigas saúvas - parte 1  As formigas saúvas - parte 2
 

You Tube - Acesso em 31/05/2013.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Formiga-de-fogo

Formiga-de-fogo

"A complexa estrutura social da formiga-de-fogo ('Solenopsis invicta'), um inseto invasivo de rápida disseminação que deve seu apelido à picada dolorosa, é possibilitada por uma fusão de DNA conhecida como supergene, informaram biólogos esta quarta-feira(16/01/2013).
Este é o primeiro estudo a vincular supergenes ao comportamento animal, reportaram cientistas em artigo publicado na revista Nature, antecipando que um efeito similar pode ser encontrado em outras espécies. Nativas da América do Sul e comuns no Brasil, as formiga-de-fogo se organizam em dois tipos distintos de estrutura social, um com uma rainha única para toda a colônia e outro com centenas de rainhas.
Embora pertençam à mesma espécie, as operárias de cada grupo matariam as rainhas do outro, explicaram os pesquisadores. Os dois grupos também diferem psicologicamente entre si. Um produz rainhas grandes que acumulam muita gordura e saem para iniciar novas colônias, onde alimentam suas primeiras larvas com as próprias reservas corporais. O outro grupo produz rainhas menores que permanecem em uma colônia estabelecida com as operárias e outras rainhas."

Veja matéria completa visitando o site da Revista Exame abaixo:
Fonte:
http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/supergene-sustenta-comportamento-social-da-formiga-de-fogo
http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/supergene-sustenta-comportamento-social-da-formiga-de-fogo?page=2
Acesso em: 31/05/2013.

sábado, 18 de maio de 2013

Abelhas sem ferrão

Você sabia que existem abelhas sem ferrão?

Ao contrário do que se imagina em muitas abelhas, o ferrão não é um mecanismo de ataque e, sim de proteção. Em geral as abelhas fazem uso dele quando sentem suas colônias ameaçadas. Mas algumas abelhas não têm ferrão para se defenderem. Ou seja, algumas abelhas são absolutamente inofensivas porque o ferrão é atrofiado, isso quer dizer que não se desenvolveu. Elas são conhecidas como "abelhas indígenas sem ferrão", porque há muito tempo têm sido criadas pelos índios para a produção de mel. São encontradas principalmente nas regiões tropicais.
No Brasil, há uma grande variedade dessas abelhas, que desempenham um importante papel na polinização da maioria das árvores nativas do nosso território e a assim a reprodução de muitas árvores depende da visita destes insetos.
E como não têm ferrão, essas abelhas se protegem tentando se esconder. Suas colônias ficam camufladas na mata e em local de difícil acesso. Diferentemente das abelhas com ferrão, que têm suas colmeias abertas, as sem ferrão constroem as suas dentro de troncos de árvores com paredes grossas ou até em buracos no solo, aproveitando-se dos ninhos e da proteção de formigas agressivas.
Para evitar a invasão de outros insetos, as abelhas sem ferrão espalham uma substância pegajosa na entrada da colmeia, o que dificulta o acesso de invasores. Já contra os inimigos maiores, como os vertebrados, a tática é enrolar-se nos pelos ou cabelos e aplicar pequenas mordidas na pele do predador com suas mandíbulas afiadas, que podem ser bem dolorosas.
A explicação mais provável dos pesquisadores para o atrofiamento do ferrão das abelhas é de que todas as abelhas tinham o ferrão desenvolvido no passado. A seleção natural cuidou para que as abelhas que tivessem ferrões menos desenvolvidos se adaptassem melhor ao meio ambiente.  O mesmo aconteceu com o seu tamanho: abelhas sem ferrão são muito pequenas  em relação às abelhas com ferrão, e para sobreviverem no ambiente precisariam mesmo ser bem menores.


Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças
Nº 241 - Dezembro de 2012

Texto (adaptado) de :
Karlla Patrícia Silva,
Departamento de Entomologia do Museu nacional,
Universidade Federal do Rio de Janeiro

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Tartaruga pininga

Conhecida como pininga, esta espécie só existe no Maranhão.
Vinte anos atrás, o pesquisador Antenor Leitão de Carvalho, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, entrou no laboratório do biólogo Paulo Vanzolini, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), com uma tartaruga debaixo do braço. Carvalho queria estudá-la mas, por falta de tempo, o animal acabou se aboletando em seu jardim e gerando filhotes. Há quatro anos, Vanzolini decidiu recolher algumas dessas tartarugas para analisá-las. “Com a ajuda de uma aluna maranhense, em 1993 descobri que se tratava de um animal das lagoas dos Lençóis conhecido como pininga”, diz Vanzolini. Terminada a pesquisa, o biólogo da USP não teve dúvidas de que era uma nova espécie de tartaruga. Um dos traços característicos são faixas e círculos em amarelo e laranja na carapaça.

Fontes:

http://super.abril.com.br/ecologia/lencois-areia-436749.shtml

http://www.portalaz.com.br/noticia/municipios/139774

http://www.labohidro.ufma.br/upload_art/vol22_artigo08.pdf 

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=143090

Acesso em 25/01/2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O uivo dos lobos



Porque os lobos uivam?


Todo mundo sabe que os lobos uivam. Mas eles não são os únicos a uivar e nem fazem isso especialmente para a Lua Cheia, nem somente quando ela aparece no céu. Os cães (que são parentes dos lobos) também uivam e, por incrível que pareça, alguns gatos também podem apresentar um miado contínuo que se assemelha com um uivo. O principal motivo do uivo desses animais é a comunicação.
No caso dos lobos eles podem usar o uivo como forma de reunir o grupo, para marcar o seu território e até para mostrar quem está no comando. Juntar os diferentes membros da matilha, por exemplo, é importante porque os lobos costumam perseguir suas presas por horas para cansá-las e só então atacam em conjunto. Da mesma forma, a defesa contra intrusos será mais eficiente, se todos os lobos estiverem reunidos. Um jovem ou filhote que se afaste muito dos adultos, pode facilmente virar uma presa. Daí a importância do uivo para manter todos juntos.
Os lobos uivam também quando notam a aproximação de algum lobo estranho ao bando ou mesmo outro animal, como um aviso de que aquela área já está ocupada.
Por meio dos uivos - e também das rosnadas e pequenas mordidas - os lobos que comandam a matilha também instruem os demais, como uma forma de manter a ordem e a hierarquia. Um macho também pode uivar para atrair a atenção de uma fêmea ou vice-versa.
Quanto ao mito de que os lobos uivam para a Lua Cheia, é bem provável que essa idéia tenha ocorrido porque, quando vivem soltos na natureza, os lobos costumam sair para caçar no início da manhã ou no final da tarde, em horas em que não está totalmente escuro. Em noites de Lua Cheia, as noites não são tão escuras e há mais visibilidade. Então, os lobos têm mais horas para caçar. Como eles costumam se dispersar - e o uivo serve para reunir os animais durante a caçada -, nas noites de Lua Cheia, eles provavelmente uivam com mais freqüência - já que ficam mais tempo caçando. É possível que venha daí a origem desse mito de que esses bichos uivam para o luar! (Texto adaptado e com cortes)

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças
Texto de Débora Boccacino (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Publicado na página 7, da edição nº 189, de Abril de 2008.


Os lagartos e sua cauda

Você sabia que alguns lagartos usam sua cauda como um chicote?

"Grande, pequena, fina, larga, lisa, com ou sem espinhos. As caudas dos lagartos podem ter diferentes formatos e atingir (acredite!) mais de duas vezes o comprimento do corpo do animal. Além disso, elas servem para eles se equilibrarem, se agarrarem em uma árvore e, o mais importante, se defenderem de predadores!
A Iguana iguana - nome científico daqueles que conhecemos simplesmente como iguana ou camaleão - é um exemplo de lagarto que usa a cauda de uma forma, digamos, curiosa e, até dolorida. A espécie é encontrada em grande parte do Brasil e em ambientes diferentes, mas tem preferência pelo alto das árvores que há perto dos rios em áreas alagadas. Quando se sentem ameaçados, eles costumam se jogar na água sem se importar (ai!) com a altura da queda. Mas quando não conseguem fugir dessa maneira e percebem que o perigo se aproxima, as iguanas torcem o rabo, ou melhor, balançam sua longa cauda e dão violentas chicotadas no potencial predador. E mais: usam suas grandes e afiadas garras contra aquele que, para elas, é o vilão. Vai encarar?
O exemplo da Iguana iguana mostra o quanto a cauda é valiosa para os lagartos. Imagine que algumas caudas até servem como estoque de alimento, por acumular gordura - uma reserva nutritiva para o animal. Outras se desprendem facilmente e ficam se movendo sozinhas, distraindo o predador e facilitando a fuga. E, ainda, há as que podemos chamar de caudas-escudo, porque são largas, cheias de espinhos e servem como tampa em alguns buracos que os lagartos cavam para se abrigar.
Agora, diga sinceramente: são ou não são curiosas as caudas dos lagartos?

Teresa Pires
Museu Emílio Goeldi

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças
Nº 197, de Dezembro de 2008

Lontra


Lontra

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Mustelidae

Nome científico: Lutra longicaudis

Nome vulgar: Lontra

Categoria: Vulnerável

Características

As características que contribuem para a existência de populações mais numerosas da espécie são a abundância de ambientes aquáticos, que em sua maior parte devem estar livres de poluição química e orgânica, e a baixa densidade populacional humana.

As lontras ocupam vários tipos de ambientes aquáticos, tanto de água doce (rios, lagos) quanto salgada (lagunas, baías, enseadas).

Sua ocorrência está também relacionada à presença de substratos duros, que formam costões rochosos, onde os animais encontram abrigo.

A dieta consiste principalmente de peixes, sendo suplementada por crustáceos, anfíbios, mamíferos, insetos e aves.Camarões também são citados na sua dieta.

A lontra é um carnívoro de hábitos semi-aquáticos que ocorre em todo o Brasil, exceto nas porções mais áridas da região nordeste.

É um animal de porte médio, medindo cerca de 1 m de comprimento total e pesando de 5 a 12 kg. Sua taxonomia é confusa, havendo várias sinonímias.

É uma espécie de ampla distribuição, ocorrendo no México, América Central e América do Sul até o norte da Argentina.

Ocorrência Geográfica: Amazônia, Cerrado, Floresta Atlântica, Pantanal e Campos do Sul.

Categoria/Critério: Ameaçada/Vulnerável - Destruição de habitat, caça, perseguição, populações isoladas e em declíneo

Cientista que descreveu: Olfers, 1818

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/lontra.php
Acesso em: 02/06/09. No Portal São Francisco, você verá também outros textos sobre a lontra, inclusive com mais informações sobre este animal.

Lobo cinzento

Seria muito bom ver publicadas aqui no Brasil, notícias sobre a retirada de animais da lista de animais ameaçados de extinção, como esta abaixo sobre o lobo cinzento, lá nos Estados Unidos.


Lobo cinzento está fora de perigo
fonte: Redação Portal CONPET

"Os lobos cinzentos estão saindo da lista de extinção em três estados dos Estados Unidos. Há apenas alguns anos, a população da espécie era tão reduzida que era preciso que uma lei proibisse a matança destes animais, sob risco deles desaparecerem.

A medida deu certo: atualmente existem cerca de 4 mil lobos cinzentos nos estados de Michigan, Minnesota e Wisconsin, contra apenas 200 em 48 estados americanos há apenas algumas decadas. Em três outros estados, Idaho, Montana e Wyoming, estuda-se estender a medida em breve.

O diretor do Serviço Americano de Pesca e Caça, Dale Hall, considerou o resultado um sucesso. "Estamos muito orgulhosos de anunciar que os lobos já não estão mais em perigo", informou Hall, em teleconferência.

Com a saída da lista de extinção, cessam as medidas de proteção dos lobos, e poderá também ser aberta um cota de caça destes animais. As organizações não-governamentais de proteção à espécie estão divididas: se por um lado sair da lista é uma grande vitória, significando que os esforços para preservar o animal deram certo, por outro o fim da proteção pode levar à caça indiscriminada.

São três os fatores que ameaçam os lobos: a caça, a destruição de seu habitat natural e outros tipos de perseguição."

Leia o texto completo no site abaixo:

Fonte:http://www.conpet.gov.br/noticias/kids_int.php?segmento=kids&id_noticia=1076
Acesso em 11/12/2008

A jararaca da ilha

Veja abaixo uma curiosidade interessante, com o título acima, que encontramos na revista Ciência Hoje das Crianças:

" Uma pequena ilha, localizada a cerca de 30 km do litoral sul do estado de São Paulo, é o lar de diferentes espécies de animais e, abriga, em especial, serpentes. Isso mesmo!
Muitas, muitas, mas muitas cobras mesmo povoam a Ilha da Queimada Grande, lugar que não é mais habitado pelo ser humano há, pelo menos, 83 anos. A jararaca-ilhoa é uma espécie endêmica dessa ilha, ou seja, ela não existe em outro lugar do planeta!
A jararaca-ilhoa foi descoberta pelo herpetólogo Afrânio do Amaral, em 1921.Desde então, diversos estudos revelaram características curiosas que diferenciam a ilhoa de outras espécies de jararacas que vivem no continente.
A jararaca-ilhoa, quando jovem, tem hábitos parecidos com os das jararacas do continente: ambas se alimentam à noite e comem, principalmente, pequenas pererecas, râs, lagartos e centopéias. Porém, quando se tornam adultas, surgem as diferenças. As jararacas do continente continuam sendo noturnas, vivem quase exclusivamente no chão e passam a se alimentar, principalmente, de pequenos roedores. Como não há roedores em Queimada Grande, a jararaca-ilhoa desenvolveu o hábito de se alimentar das aves que visitam a ilha, como o coleirinha, o sabiá-una e o tuque. Para capturar suas presas, a jararaca-ilhoa adulta trocou a caça noturna pela diurna e freqüentemente é vista subindo em árvores e arbustos.
O veneno da jararaca-ilhoa é cinco vezes mais poderoso que o da jararaca comum. Ele age rapidamente, paralisando a presa, que ela devora na hora. Mas não pense que todas as aves da ilha são presas fáceis para a ilhoa. Algumas, como a corruíra, parecem reconhecer a serpente, de forma que quase sempre conseguem evitar seus ataques e podem morar também na ilha sem sustos.
Hoje, a Ilha da Queimada Grande possui uma das maiores populações de serpentes por metro quadrado no mundo, mas, devido ao pequeno tamanho do local, as cobras que lá vivem estão criticamente ameaçadas de extinção. Mesmo não sendo habitada por pessoas, a ilha ainda apresenta algumas alterações no ambiente da região da época em que foi povoada por humanos. A jararaca-ilhoa, assim como outras espécies de animais que possam ser exclusivas da Ilha da Queimada Grande, desaparecerá da natureza para sempre, se a região não for preservada.
(Henrique Caldeira Costa e Vinícius de Avelar São Pedro - Museu de Zoologia João Moojen, Universidade Federal de Viçosa)"

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças
 Nº 187, de Janeiro/Fevereiro de 2008


A alimentação do tamanduá-bandeira

" Todos nós sabemos que os tamanduás se alimentam de formigas e cupins. Mas não deve ser fácil caçar formigas, principalmente as lava-pés. Essas formigas liberam ácido fórmico, que irrita a pele do tamanduá. Já os cupins se defendem produzindo certas substâncias que podem ser irritantes para alguns predadores.
O tamanduá-bandeira, animal habitante do cerrado brasileiro, consegue driblar essa situação. Usando o olfato muito apurado, ele procura os cupinzeiros e formigueiros e, quando os encontra, cava um buraco com as patas e enfia todo o focinho lá dentro. Nesse instante entra em ação a língua fina e pegajosa.
O tamanduá produz uma saliva bem viscosa, parecida com uma cola, onde os cupins e as formigas ficam grudados. Como não possui dentes, é seu estômago que tritura os insetos.
A velocidade do ataque é a arma do tamanduá para evitar as defesas dos cupins e das formigas. Atacando de surpresa, ele os apanha rapidamente com movimentos ágeis de língua e logo se afasta. Assim, ele percorre cerca de dez quilômetros todos os dias para se alimentar.
Caminhando longas distâncias diariamente seria necessário gastar muita energia. Mas o tamanduá possui algumas adaptações que permitem economizá-la. Além de ter metabolismo mais baixo, ele possui pêlos compridos e uma cauda de cerca de 80 cm que funcionam como um cobertor que evita maiores perdas de calor."

Fonte:
Ciências - Os Seres Vivos - 60ª edição
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
Editora Ática - 1999